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Boas práticas de manutenção: Falhas em equipamentos e seus componentes

*Por Eduardo Linzmayer

1.1. ALTERAÇÕES DA HOMOGENEIDADE DA ESTRUTURA DOS MATERIAIS

As principais origens de interrupção da homogeneidade da estrutura dos materiais são as seguintes:

1.1.1. Propagação das Tensões por Erros de Projetos ou Especifi cações

Os chamados propagadores ou intensifi cadores de tensões (“stress raisers”), provocados por erros de projetos, originam-se na forma da peça e os defeitos de especifi cações normalmente infl uenciarão na estrutura interna da peça. Os principais tipos são:

a) Cantos Vivos: é o erro mais frequente na forma da peça e que provoca a propagação de tensões e, consequentemente, de trincas. As linhas de tensões numa peça provida de cantos vivos podem romper, facilmente a secção do material que estiver com estas linhas mais densas neste local.

b) Mudança brusca de Seção: o efeito é praticamente igual ao anterior dos cantos vivos.

c) Pontos e furos de lubrifi cação fora do lugar: caso o furo de lubrifi cação esteja no ponto de pico de tensões cíclicas, é provável que se inicie neste ponto uma trinca, apesar da sua forma arrendondada.

d) Cantos excessivamente suaves. Existe somente um caso em que o excesso do raio é prejudicial, ou seja, quando interfere com outra peça. Ocorrem situações em que a tensão provocada pelo canto do rolamento dá início a uma trinca em toda a volta.

1.1.2. Propagação das tensões por inclusões de materiais: As inclusões provenientes de qualquer tipo das fases de transformação da matéria-prima ou de operações durante o processo de produção são fatores aceleradores das falhas. Os tipos mais encontrados são:

a) Inclusões provenientes da fundição, tais como a escória, areia desprendida do molde, bolinhas de metal misturado na areia usada novamente, metal diferente que não entrou na liga, gotas frias, rechupe ou gás.

b) Inclusões provenientes da laminação, tais como forja, solda ou aquecimento posteriores como óxidos de ferro, hidrogênio, falhas superficiais não removidas antes da laminação.

c) Inclusões Provenientes de Agentes Externos, tais como umidade, poeira, sol, chuva ácida e outros.

1.1.3 Propagação de tensões por erros de fabricação

Existem intensifi cadores de tensões por erros de fabricação que provocam a quebra da uniformidade, criando as tensões excessivas em um ponto qualquer ou provocando uma trinca inicial. Os tipos comumente encontrados na prática são os seguintes:

a) Marca da Ferramenta: são sulcos, com fundo mais ou menos pontudo, que quebram a continuidade da superfície da peça e concentram as tensões perto do fundo. Nota-se que os parafusos das bielas são, geralmente, retifi cados, apesar de existir em volta deles uma folga considerável na biela. A razão da retífi ca é remover as marcas de ferramentas.

b) Riscos: agem de maneira semelhante a marcas de ferramentas, com o agravante da sua distribuição, totalmente imprevista. Um caso especial de risco é provocado pelo acender do eletrodo ou por respingos de solda, que mudam a estrutura do material, além de enfraquecê-lo.

c) Machucaduras por batidas: neste caso os cristais sofrem uma deformação, o material endurece, a uniformidade da secção sofre uma descontinuidade.

d) Trinca por erro de usinagem: a maior probabilidade de sua ocorrência é na usinagem com refrigeração. Com a falta momentânea do refrigerante, especialmente na retifi cação, ocorre um superaquecimento localizado. Com a vinda repentina do refrigerante, a área pode transformar-se em martensita, sofrendo uma têmpera não controlada com trinca, na forma de uma estrela ou de fi o de cabelo, às vezes, só visível com uma lente. Às vezes, as trincas são tão pequenas que não aparecem até o momento da aplicação da carga.

a) Falha por corrosão de qualquer tipo

b) Tensões criadas com aplicação de solda sem controle no esfriamento da peça

c) Tensões criadas com aplicação do eletrodo de revestimento com o coeficiente de contração diferente do metal base.

d) Tensões criadas pela contração do cordão de solda

i) Tratamento térmico mal aplicado: neste caso provocam-se trincas provenientes de têmpera que possuem a aparência de fi os de cabelo atravessando a superfície, mas que, às vezes, fi cam escondidas abaixo da superfície.

j) Forjamento nos limites impróprios de temperatura

k) Excesso de aperto

l) Giro do parafuso ou da arruela de pressão: em ambos os casos aparecem na peça apertada um sulco, que poderá dar início a uma trinca.

*Eduardo Linzmayer é engenheiro de produção, consultor especialista em manutenção industrial, sócio-diretor da EBL Engenharia e Treinamento e professor associado da Escola de Engenharia Mauá

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Estima-se que o consumo de energia continuará a aumentar, exercendo igual pressão sobre empresas, governos e consumidores. As novas demandas da Economia Digital intensificam a urgência enquanto as preocupações com o meio ambiente e a mudança climática deixam pouco espaço para erros.

A Schneider Eletric, através da Energy University (fonte online de informações em eficiência energértica e conservação), oferecem cursos de uma hora que abrangem consumo de energia, aplicações, cálculos de retorno sobre o investimento e soluções que podem viabilizar mudanças de perfil de consumo. Os cursos são online e gratuitos.

O intuito destes cursos é o treinamento de líderes para que se tornem especialistas em eficiência energética.

Inscrições:  WWW.myenergyuniversity.com

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Solução reduz paradas de manutenção nas usinas de açúcar e álcool

O kit Polipox 451 é um produto exclusivo, desenvolvido para prevenir e reparar o desgaste interno de bombas hidráulicas.
Lançada em 2011 pela Polipox, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de tecnologia de polímeros, a fórmula é indicada para o setor açucareiro.
O alto poder corrosivo do caldo de cana exige manutenção frequente e a troca constante das peças danifi cadas. Nas operações do setor, dois fatores de agressão estão sempre presentes: o ataque químico do fluido e o ataque abrasivo das partículas que são carregadas pelo líquido no processo de vazão. Com o caldo de cana, muitas vezes, vêm também areia, quartzo e outros detritos que passam em alta velocidade pelo interior das bombas. “O choque, provocado pelo contato destes detritos com as paredes do equipamento, mais a ação corrosiva do fluido, resulta em um ataque mecânicoquímico, que afeta a estrutura interna da bomba, exige manutenções constantes e a consequente paralisação das operações”,
explica Glaucio Conde, gerente técnico e de marketing da companhia.
“A utilização é simples: basta misturar os dois componentes por três a cinco minutos e aplicar sobre a peça com um pincel ou espátula”, continua.
A solução forma uma camada de polímero de alta resistência química e abrasiva que aumenta o tempo de vida útil do equipamento. “Testes de
jateamento comprovaram que o desgaste da película protetora leva o dobro do tempo do metal e a parede da bomba permanece intacta”, afirma
o engenheiro.
Quando aplicado em uma bomba nova, a camada mantém a superfície do equipamento intacta. Nas bombas avariadas, o kit completa os
buracos que foram formados pela abrasão e pelo ataque químico, recuperando totalmente a superfície. “Antes desta solução, a recuperação
da bomba exigiria o uso de soldas de metal e o serviço de usinagem de um
profi ssional especializado e até mesmo a troca total da base do equipamento”, diz o gerente técnico.
Uma embalagem permite o revestimento de mais de 10m2 .
Para aplicação, o técnico responsável deve retirar a parte oxidada do metal e
aplicar o kit 4151. A bomba pode entrar em operação 24 horas depois da
aplicação. Se a a cura for feita sobre aquecimento, o equipamento pode voltar a funcionar após 1 hora.
O material é termofi xo, que impede a liberação de subprodutos pela película.
Por isso, é aprovado para contato com alimentos sem riscos de contaminação.

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Falhas em equipamentos e seus componentes

Elaborado por Eduardo Linzmayer


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A desaceleração da economia afetou a indústria da construção, cujo nível de atividade caiu em junho, pelo segundo mês consecutivo, registrando 47,7 pontos sobre maio, informou a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira, 26 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em relação ao nível de atividade que costuma ocorrer nos meses de junho, o indicador foi de 45,3 pontos, o menor nível da série histórica, iniciada em dezembro de 2009. Os índices variam de 0 a 100. Valores superiores a 50 indicam atividade aquecida, e abaixo, atividade desaquecida. A Sondagem da Indústria da Construção foi realizada entre os dias 2 e 13 últimos com 426 empresas, das quais 138 de pequeno porte, 186 médias e 102 grandes.

O desempenho negativo da indústria da construção em junho atingiu todos os setores – Construção de edifícios, Obras de infraestrutura e Serviços especializados, como assentamento de azulejos, por exemplo – e todos os portes de empresa – pequenas, médias e grandes. A pior performance no indicador do nível de atividade efetivo em relação ao usual, com 44,6 pontos em junho, foi do setor Serviços especializados. O setor Construção de edifícios registrou 45 pontos, contra 47,5 pontos em maio, enquanto para Obras de infraestrutura este índice atingiu 47,2 pontos, um pouco melhor do que no mês anterior, quando fora de 46,1 pontos, mas aquém da linha dos 50 pontos.

A pesquisa detectou queda também no número de empregados, cujo indicador situou-se em 47,8 pontos em relação a maio – abaixo, portanto, da linha divisória dos 50 pontos. A redução no emprego, que este ano só fora registrada em janeiro, foi mais intensa nas médias empresas, com 47 pontos, contra 48 pontos nas grandes e 48,4 pontos nas de pequeno porte.

Realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a Sondagem Indústria da Construção apontou queda, igualmente, na Utilização da Capacidade de Operação da Indústria da Construção (UCO), pelo segundo mês consecutivo. A UCO, variável que mede o percentual utilizado no mês do volume de recursos, mão de obra e maquinário e começou a ser calculada em janeiro, foi de 69% em junho, quando em maio atingira 71%.

Fonte: Agência CNI

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Fiesp e Ciesp estimam que índice de atividade deve fechar 2012 com queda de 2,1%

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apontou crescimento de 0,7% em junho sobre maio, na série com ajuste sazonal. “O resultado é bom e pode ser um começo de recuperação, mas ainda não há confiança para afirmar isso”, avaliou Paulo Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). As entidades divulgaram os números da indústria de transformação na manhã desta terça-feira (31/07).
“Essa recuperação só vai se mostrar através do acúmulo de números positivos e isso tem de começar alguma hora”, reforçou o diretor do Depecon. Ele acrescentou que a atividade econômica deve melhorar em função das medidas de incentivo anunciadas recentemente pelo governo, mas os efeitos positivos de ações como a redução de juros, câmbio mais competitivo e incentivos ao investimento levam tempo para serem sentidos.
“Existem fatores que impulsionam que algo de bom pode ocorrer, pelas coisas que estão em jogo. Mas, no caso do desempenho, não adianta fazer como na seleção, que é um gol aos 45 minutos. Fazer um gol no final de dezembro não recupera o semestre”, alertou o diretor.
Sem o ajuste, no entanto, o INA desacelerou 1,4% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 3,8%. De janeiro a junho de 2012, o indicador também acumula variação negativa de 6,4% em relação ao mesmo período de 2011, descontando o ajuste à sazonalidade.
Este é o quinto trimestre consecutivo de queda do indicador. No segundo trimestre de 2011, o INA caiu 1%, diminuindo a queda para 0,6% no terceiro período do mesmo ano e agravando, no entanto, o quadro negativo para 3% no quarto trimestre do ano passado. Em 2012, a atividade fechou o primeiro trimestre com queda de 1,7% e o segundo com variação negativa de 1,1%.
A Fiesp estima que a economia brasileira deverá crescer este ano, 1,8%, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) da indústria deve ficar negativo em torno de 1%. “Estamos em processo de uma nova revisão desses números, provavelmente com viés de baixa. Será um ano de fraco crescimento.” O prognóstico atual da Federação para o INA é de queda de 2,1% em 2012.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve uma ligeira desaceleração, passando para 81% em junho, ante 83,6% em maio deste ano. Já na leitura com ajuste sazonal, o componente ficou estável em 80,6% no mês passado contra 80,4% em maio de 2012.
Setores
Dos setores avaliados pela pesquisa em junho, o segmento de Artigos de Borracha apresentou estabilidade, com 0% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais. Na comparação sem ajuste sazonal, no entanto, houve uma queda de 2,6% do índice em junho versus maio. O setor de Metalurgia Básica registrou queda de 1,5% sobre maio, em termos ajustados.
A atividade da indústria de Alimentos e Bebidas se destacou entre os comportamentos de alta, com variação positiva de 4%, com ajuste, na comparação com maio. Francini explicou que a alta do setor se deve ao fato do segmento estar mais ligado à renda do que ao crédito.
Expectativa
A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de julho, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 49,6 pontos contra 48,4 pontos em junho.
Já o item Mercado registrou alta de mais de três pontos no mês corrente e chegou a 52,2 pontos versus 49 pontos em maio. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que também subiu de 43,7 pontos no mês anterior para atuais 47,9 pontos.
A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando de 53,1 pontos no mês anterior para 56,3 pontos em julho.
Em contrapartida, o segmento Emprego registrou ligeira queda de 49 pontos em junho, para 48,5 em julho. E o indicador de Estoque ficou em 43,2 pontos em julho ante 47 pontos em junho. Isso mostra que o estoque está elevado.

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apontou crescimento de 0,7% em junho sobre maio, na série com ajuste sazonal. “O resultado é bom e pode ser um começo de recuperação, mas ainda não há confiança para afirmar isso”, avaliou Paulo Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). As entidades divulgaram os números da indústria de transformação na manhã desta terça-feira (31/07).
“Essa recuperação só vai se mostrar através do acúmulo de números positivos e isso tem de começar alguma hora”, reforçou o diretor do Depecon. Ele acrescentou que a atividade econômica deve melhorar em função das medidas de incentivo anunciadas recentemente pelo governo, mas os efeitos positivos de ações como a redução de juros, câmbio mais competitivo e incentivos ao investimento levam tempo para serem sentidos.
“Existem fatores que impulsionam que algo de bom pode ocorrer, pelas coisas que estão em jogo. Mas, no caso do desempenho, não adianta fazer como na seleção, que é um gol aos 45 minutos. Fazer um gol no final de dezembro não recupera o semestre”, alertou o diretor.
Sem o ajuste, no entanto, o INA desacelerou 1,4% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 3,8%. De janeiro a junho de 2012, o indicador também acumula variação negativa de 6,4% em relação ao mesmo período de 2011, descontando o ajuste à sazonalidade.
Este é o quinto trimestre consecutivo de queda do indicador. No segundo trimestre de 2011, o INA caiu 1%, diminuindo a queda para 0,6% no terceiro período do mesmo ano e agravando, no entanto, o quadro negativo para 3% no quarto trimestre do ano passado. Em 2012, a atividade fechou o primeiro trimestre com queda de 1,7% e o segundo com variação negativa de 1,1%.
A Fiesp estima que a economia brasileira deverá crescer este ano, 1,8%, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) da indústria deve ficar negativo em torno de 1%. “Estamos em processo de uma nova revisão desses números, provavelmente com viés de baixa. Será um ano de fraco crescimento.” O prognóstico atual da Federação para o INA é de queda de 2,1% em 2012. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve uma ligeira desaceleração, passando para 81% em junho, ante 83,6% em maio deste ano. Já na leitura com ajuste sazonal, o componente ficou estável em 80,6% no mês passado contra 80,4% em maio de 2012.
Setores Dos setores avaliados pela pesquisa em junho, o segmento de Artigos de Borracha apresentou estabilidade, com 0% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais. Na comparação sem ajuste sazonal, no entanto, houve uma queda de 2,6% do índice em junho versus maio. O setor de Metalurgia Básica registrou queda de 1,5% sobre maio, em termos ajustados.
A atividade da indústria de Alimentos e Bebidas se destacou entre os comportamentos de alta, com variação positiva de 4%, com ajuste, na comparação com maio. Francini explicou que a alta do setor se deve ao fato do segmento estar mais ligado à renda do que ao crédito.
Expectativa A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de julho, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 49,6 pontos contra 48,4 pontos em junho.
Já o item Mercado registrou alta de mais de três pontos no mês corrente e chegou a 52,2 pontos versus 49 pontos em maio. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que também subiu de 43,7 pontos no mês anterior para atuais 47,9 pontos.
A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando de 53,1 pontos no mês anterior para 56,3 pontos em julho.
Em contrapartida, o segmento Emprego registrou ligeira queda de 49 pontos em junho, para 48,5 em julho. E o indicador de Estoque ficou em 43,2 pontos em julho ante 47 pontos em junho. Isso mostra que o estoque está elevado.

FIESP

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Extraído da Revista P&S 433, ano 2011, página 20PS433 jan 2011 – pag 20

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As medidas do Plano Brasil Maior, somadas à redução dos juros e à liberação de recursos para investimentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), devem ajudar a economia brasileira a se recuperar em 2013, na avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Em reunião do Fórum Nacional da Indústria, nesta sexta-feira, 20 de julho, em São Paulo, disse não acreditar que as decisões do Plano Brasil Maior surtam efeito a ponto de recuperar a produção ainda este ano, mas sim no próximo.

“Não acreditamos em uma retomada no segundo semestre porque a indústria ainda está com estoques muito elevados, mas a tendência é que melhore. Para 2013, prevemos um crescimento da economia em torno de 3% ou 4%. Todas essas medidas levam um tempo para surtir efeito, mas um bom resultado é que elas já estão aumentando o otimismo e revertendo a expectativa negativa dos empresários”, declarou Andrade, após a reunião do Fórum Nacional da Indústria, que congrega dirigentes de 44 associações nacionais setoriais e das federações de indústrias dos estados.

Novo pacote – O presidente da CNI anunciou que o empresariado da indústria espera novas medidas que ajudem a recuperar a competitividade do setor. Defendeu, entre elas, a redução do custo de energia elétrica, a extensão a mais setores da desoneração da folha de pagamentos, a dinamização dos investimentos em aeroportos e a concessão à iniciativa privada das administrações dos portos. “Estamos esperando para agosto um novo pacote de medidas. É preciso dar incentivos para a indústria crescer”, assinalou.

As propostas de ampliação do Plano Brasil Maior, discutidas na reunião do Fórum Nacional da Indústria, serão encaminhadas por Andrade ao governo na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) marcada para o próximo dia 2 de agosto. O CNDI é o organismo responsável pela gestão do Plano Brasil Maior.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, que participou da reunião do Fórum, defendeu a agilização das Parcerias Público Privadas, as PPPs como um dos mecanismos para melhorar a infraestrutura.  “Precisamos trabalhar as PPPs. Se não caminharmos para esse lado, vamos ter poucos investimentos em infraestrutura”, advertiu.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdid), Paulo Godoy, reforçou a argumentação de Safady Simão. “O governo dá sinais de que vai liberar novas concessões para rodovias, ampliar as dos aeroportos, abrir para portos, e que vai desonerar a tarifa de energia elétrica. São medidas importantes para aumentar o poder de competição da  indústria”, concluiu Godoy.

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A Sondagem Industrial foi feita entre 2 e 13 de julho com 1.957 empresas industriais, das quais 711 de pequeno porte, 751 médias e 495 grandes

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) viu “um semestre perdido” para a indústria em junho, quando houve redução da produção, do número de empregados, do uso da capacidade instalada (UCI) e aumento dos estoques. A informação é da pesquisa Sondagem Industrial, divulgada pela CNI. A Sondagem Industrial foi feita entre 2 e 13 de julho com 1.957 empresas industriais, das quais 711 de pequeno porte, 751 médias e 495 grandes

A produção em junho ficou em 45,5 pontos, mostra o indicador de evolução da produção. Este dado, abaixo de 50 pontos, representa queda na produção na comparação com maio. O número de empregados também recuou, com indicador de evolução de 47,2 pontos. A UCI efetiva em relação à usual se reduziu em 2,2 pontos, ficando em 41,8 pontos, quando registrara 44 pontos no mês anterior. Como continua abaixo de 50 pontos, indica que a indústria permanece desaquecida.

Segundo a pesquisa, embora o índice dos estoques efetivos em relação aos planejados tenha caído 0,6 ponto percentual na comparação entre os dois meses, ficou em 52,5 pontos em junho, permanecendo acima da linha dos 50 pontos, comprovando, assim, estoques em excesso. A indústria operou, em média, com 72% da capacidade instalada em junho, um ponto percentual abaixo de maio.

Modelo esgotado – “Mesmo tendo em vista o aumento dos gastos públicos, a queda nas taxas de juros e a entrada em vigor de algumas das medidas do Plano Brasil Maior não trouxeram a esperada reação da atividade industrial ao longo do semestre”, diagnostica a Sondagem Industrial. O gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, diz que a perspectiva para o restante do ano não é boa. “Se nada for feito para aumentar a competitividade da indústria, teremos mais um semestre perdido”, prevê.

A análise dos números da pesquisa assinala que “a estratégia de crescimento via estímulos ao consumo dá claros sinais de esgotamento”. Acentua que a manutenção dos estoques elevados há mais de um ano demonstra que a indústria não enfrenta apenas um problema de demanda, mas também de falta de competitividade. “É urgente uma reorientação da política industrial para, de um lado, buscar um aumento na produtividade e, de outro, reduzir o Custo Brasil. Caso contrário, a indústria – e a economia brasileira- perderão muito mais que um semestre”, adverte a CNI na Sondagem Industrial.

Quando indagadas pela pesquisa sobre os principais problemas que enfrentaram no segundo trimestre do ano, as empresas apontaram em terceiro lugar a falta de demanda, listada por 31,8% das pequenas, por 35,6% das médias e por 34,5% das empresas de grande porte. Tal preocupação confirma, de acordo com a CNI, os “sinais de esgotamento” da política governamental de tentativa de recuperação da atividade econômica pelo incentivo ao consumo.

“Como prova disso, a falta de demanda ganhou importância, no último trimestre, entre os principais problemas enfrentados pela indústria, mesmo com a adoção das recentes medidas de estímulo. Reflexo, em grande parte, do elevado nível de inadimplência – problema que também ganhou importância para a indústria -, que limita os efeitos de tais políticas”, avalia a análise da Sondagem Industrial.

Automotiva cai, Petróleo sobe – Por setores, o segmento de veículos automotores foi o que registrou a maior queda na produção e no emprego de maio para junho, com indicadores de evolução de 36,8 e 40,7 pontos, respectivamente, os menores índices entre os 30 setores pesquisados pela CNI, bem abaixo da linha dos 50 pontos. A UCI efetiva em relação à usual do segmento foi também a mais baixa, com 35 pontos. E os estoques efetivos em relação aos planejados aumentaram consideravelmente, de 55,8 pontos em maio para 59,7 pontos.

No polo oposto, o segmento de derivados de petróleo foi um dos três que não reduziram a produção em junho comparativamente a maio, com 51,8 pontos, acima da linha dos 50 pontos, portanto. Os outros dois segmentos que apresentaram igualmente evolução positiva na atividade foram o de máquinas e materiais elétricos, com 51,2 pontos, e alimentos, com 50,2 pontos. A produção caiu em todos os 27 segmentos restantes alcançados pelo levantamento.

Pelo país – Por regiões, a produção industrial e o número de empregados declinaram em todas, mas no Nordeste tais quedas foram menos intensas em junho. A atividade na região nordestina registrou 48, 5 pontos (contra 45,5 pontos para a média do país) e o número de empregados ficou próximo da estabilidade, com 49,5 pontos (ante 47,2 pontos da média brasileira).

As expectativas da indústria para os próximos seis meses, outro indicador levantado pela pesquisa, continuaram otimistas em julho, quando ela foi realizada, com 58,4 pontos sobre a evolução da demanda e 53,9 pontos sobre as exportações. O otimismo, porém, caiu, em 0,7 ponto em relação a junho e 3,4 pontos sobre julho de 2011 na avaliação da demanda e de 55,3 pontos em junho para 53,9 pontos em julho na avaliação do volume a ser exportado.

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*Por Eduardo Linzmayer*

Dando prosseguimento ao conceito das Boas Práticas de Manutenção – BPM’s – também chamadas de Bom para a Manutenção, será abordada a atividade de aquisição de máquinas e equipamentos e respectivas peças e materiais sobressalentes para reposição.

É conveniente destacar que o processo de manutenção industrial deve iniciar-se na primeira etapa do ciclo de vida de um equipamento e instalação industrial. Esta primeira etapa envolve o estudo de viabilidade técnica e econômica do ativo industrial, onde normalmente avalia-se a viabilidade de reforma ou refrofi t (modernização e atualização tecnológica) em detrimento à aquisição de um equipamento novo no mercado. Na engenharia econômica utiliza-se o termo “Defensor” para o equipamento usado pela fábrica e que se encontra em fase de vida útil acelerada e o “Desafiante” que é o ativo novo disponível no mercado, normalmente com vantagens de atualização tecnológica e recursos produtivos para a indústria.

Após o estudo de viabilidade e da decisão de “Compra versus Reforma”, realiza-se a especifi cação técnica juntamente com o projeto do equipamento, das utilidades e das instalações civis e prediais necessárias para sua instalação e operação. Destaque que as especifi cações de peças e sobressalentes, preferencialmente nacionalizadas ou importadas com garantia e licença de nacionalização, devem fazer parte desta etapa.

Recomenda-se que, nesta primeira etapa, envolvendo estudos, projetos e especificações técnicas (memorial de cálculo e memorial descritivo do maquinário) sejam seguidas as Normas Técnicas Brasileiras NBR´s da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT -, ou em caso de inexistência ou impossibilidade, a utilização das Normas Técnicas Internacionais como base e o desenvolvimento de Diretrizes Técnicas internas da fábrica, como recurso alternativo para suprir a ausência das normas técnicas nacionais.

Na segunda etapa do ciclo de vida do equipamento e instalação industrial, ocorrem a fabricação, construção, montagem e entrega técnica dos ativos. Neste momento é fundamental o acompanhamento técnico e administrativo dos gestores da manutenção industrial, garantindo a conformidade das especifi cações e projetos iniciais, sua correta montagem e instalação e, principalmente a entrega de toda a documentação técnica necessária para administração do uso, operação e manutenção do equipamento. A documentação técnica recomendada para esta segunda fase envolve:

• Relatórios de recebimento técnico e comissionamento de equipamentos e instalações;

• Relatórios de não conformidades e de ações corretivas referentes à entrega técnica;

• Manuais técnicos de instalação, uso, operação e manutenção,  preferencialmente seguindo a NBR 14037 da ABNT;

• Manual técnico de peças e sobressalentes, incluindo nomes, endereços e contatos de representantes técnicos e comerciais;

• Condições de garantia normal e expandida, bem como os recursos inclusos para treinamento técnico especializado para operação e manutenção.

Na terceira etapa do ciclo de vida, envolvendo uso, operação, manutenção e posteriores reformas, atualizações tecnológicas ou trocas do equipamento, caberá à fábrica manter uma documentação atualizada através do prontuário do equipamento (Ficha Técnica ou Data´s Sheet´s dos Equipamentos e Instalações), históricos e livros de bordo (Log Book´s), ordens de serviços, roteiros de inspeção de procedimentos padrões de uso e de manutenção autônoma, preventiva e preditiva.

Assim sendo, como uma aplicação útil e efetiva da primeira Boa Prática de Manutenção, recomenda-se a adoção de critérios estruturados e formais para aquisição de máquinas e equipamentos, utilizando-se especifi cações e escopos técnicos embasadas nas normas técnicas brasileiras da ABNT ou normas técnicas internacionais que garantam a padronização e o fornecimento de peças sobressalentes e serviços de assistência técnica compatíveis aos investimentos envolvidos na compra.

Esta primeira Boa Prática de Manutenção – BPM – garantirá um efetivo controle e gerenciamento do maquinário, reduzindo todos os futuros e comuns confl itos que surgem em função da ausência destas ações e cuidados preliminares.

*Eduardo Linzmayer, engenheiro de produção, consultor especialista em manutenção industrial, sócio diretor da EBL Engenharia e Treinamento e professor associado da Escola de Engenharia Mauá.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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