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‘O novo modelo coloca o Governo no seu papel correto, que é o de planejar, regular e fiscalizar’, afirma Paulo Skaf, presidente da entidade

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mais importante que o pacote de obras anunciado no último dia 15 de agosto, pelo Governo Federal, foi a adoção de um modelo de planejamento estratégico para integração dos modais ferroviário, rodoviário, aeroviário e aquaviário.

A necessidade da criação de uma empresa de planejamento logístico vem sendo defendida pela Fiesp desde o início deste Governo.

A Fiesp lançou este desafio durante a abertura do 6º Encontro de Logística e Transportes, em maio de 2011: “Criar, o mais urgentemente possível, uma empresa de planejamento logístico, seguindo o exemplo de sucesso da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)”.

No 7º Encontro de Logística e Transportes, realizado em maio deste ano, a Fiesp reiterou: “É fundamental que as instituições trabalhem integradas e que ocorra a implantação efetiva de um Sistema de Planejamento Estratégico de longo prazo, estruturado de maneira a proporcionar racionalidade nos investimentos e na operação integrada dos diversos modais”.

Neste mês, na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia, a Fiesp voltou a alertar que “a expansão dos modais ferroviário e rodoviário não obedece a qualquer lógica de planejamento estratégico”. E ainda que: “O setor de transportes precisa da integração racional da utilização dos seus diversos modais. Ele precisa de lógica, isto é, logística”.

“O novo modelo coloca o Governo no seu papel correto, que é o de planejar, regular e fiscalizar, e chama a iniciativa privada para aquilo que ela comprovadamente faz melhor: investir e fazer gestão eficaz da ampliação e da prestação dos serviços de infraestrutura”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O cumprimento do plano de investimentos é de responsabilidade do Governo Federal, que tem obrigação de coordenar os diversos ministérios e órgãos da administração para que não haja conflito entre políticas setoriais, particularmente nos prazos do licenciamento ambiental.

A decisão de não utilizar as concessões como instrumento de arrecadação do Estado vai ao encontro da necessidade de reduzir o custo logístico para a indústria e de reestabelecer a competitividade da economia brasileira.

“A manutenção do critério de menor tarifa para contratação dos investimentos em rodovias e no frete ferroviário é uma decisão correta, que garante o investimento ao mesmo tempo em que reduz custos”, comentou Skaf. A segregação da operação do tráfego ferroviário, da expansão, manutenção e operação da malha é importante avanço regulatório, ambas defendidas pela Fiesp.

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Resultado de julho é o maior da série histórica

O setor produtivo da economia brasileira atraiu US$ 8,421 bilhões, em julho, de acordo com dados divulgados nessa quinta-feira (23) pelo Banco Central (BC). O resultado é o maior para meses de julho, segundo a série histórica do BC, iniciada em 1995; e superou a expectativa do órgão que era de US$ 7 bilhões. Em julho de 2011, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) ficou em US$ 5,982 bilhões.

Os fluxos de IED são um indicador da confiança do mercado na economia brasileira. De acordo com pesquisa das Nações Unidas (veja gráfico), pela primeira vez, as quatro principais economias emergentes estão entre as cinco mais citadas como destinos atrativos de investimento pelas principais empresas transnacionais no período 2010-2012.

De janeiro a julho, o IED acumula US$ 38,141 bilhões, ante US$ 38,484 bilhões de igual período do ano passado. Para o ano, a projeção do BC é que sejam investidos no País US$ 50 bilhões. Nos últimos doze meses (encerrados em julho), os ingressos líquidos de IED somaram US$66,3 bilhões, equivalentes 2,77% do PIB.

Mercado financeiro – Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$1,7 bilhão em julho, alocados em títulos de renda fixa. No mercado doméstico, os títulos de renda fixa proporcionaram ingressos líquidos de US$657 milhões, acumulando US$2,8 bilhões no ano, até julho. O estoque de reservas internacionais atingiu US$376,2 bilhões em julho, aumento de US$2,2 bilhões em relação à posição do mês anterior. Em julho, a remuneração das reservas somou US$366 milhões, enquanto as demais operações externas elevaram o estoque em US$1,9 bilhão.

Resgate da dívida pública atinge R$ 145,79 bilhões

Os resgates da Dívida Pública Federal (DPF) alcançaram R$ 145,79 bilhões em julho, maior volume da série iniciada em 2006. As emissões atingiram o montante de R$ 36,34 bilhões, maior volume de emissões em ofertas públicas desde igual mês de 2011.

Com isso, a DPF apresentou redução, em termos nominais, de 4,76% , passando de R$ 1,970 trilhão em junho para R$ 1,876 trilhão em julho. O valor está abaixo da banda prevista para dezembro no Plano Anual de Financiamento (PAF), mas a expectativa da Secretaria do Tesouro Nacional é de que, até o final do ano, o estoque esteja dentro das bandas (mínimo de R$ 1,950 trilhão e máximo de R$ 2,050 trilhões).

Tesouro Direto – As emissões do programa Tesouro Direto atingiram R$ 225,92 milhões em julho, sendo que os títulos mais demandados foram aqueles indexados a índice de preços (61,4% do total vendido). A participação dos títulos prefixados foi de 32,90%, enquanto os indexados à Selic representaram 5,36% do total.

Cerca de 4 mil participantes se cadastraram no mês passado, um incremento de 22,5% nos últimos doze meses. O estoque do Tesouro Direto atingiu R$ 8,8 bilhões em julho. “O desempenho confirma o ritmo de crescimento bastante acentuado, indicando mais uma vez que é uma opção de investimento seguro e rentável”, diz o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido.

Fonte:Secom Presidência da República

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Falhas em equipamentos e seus componentes
*Por Eduardo Linzmayer

1. 1. Exemplos práticos de falhas

4.1. Falhas em eixos

Apresentam-se a seguir os principais exemplos de falhas em qualquer tipo de eixos, seja um eixo de transmissão, árvore de máquinas operatrizes, virabrequim, eixo de comando, eixo de rodas e outros.

4.1.1. Quebra por sobrecarga;

4.1.2. Quebra por fadiga;

4.1.3. Fabricação ou montagem malfeita;

4.1.4. Recuperação malfeita;

4.1.5. Falhas provocadas por outros componentes;

4.1.6. Quebra e falhas por desgaste acelerado.

4.2. Falhas mancais

4.2.1. Corrosão por fretagem

4.2.2. Corrosão química

4.2.3. Fadiga em linhas intermitentes axiais

4.2.4. Fadiga por sobrecarga do motor

4.2.5. Fadiga localizada

4.2.6. Fadiga uniforme

4.2.7. Fadiga em forma de “V”

4.2.8. Deslocamento de material: arqueamento, distorção, extrusão, revestimento frouxo e afundamento

4.2.9. Desgaste: empilhamento de resíduos, sobrecarga da borda, desgaste desuniforme, partículas estranhas, aparência Brunida, escoriação de vitrola,

cicatrização, sulcamento, engripamento, dilaceração, fricionamento, erosão, agarro de metal

4.2.10. Falhas no revestimento com metal patente.

4.3. Falhas em rolamentos

4.4. Falhas na especifi cação, compra, estocagem,

instalação e montagem

4.3.1. Falta de limpeza e de lubrifi cação

4.3.2. Desgaste por defi ciência de lubrifi cação

4.3.3. Desgaste por partículas metálicas

4.3.4. Desgaste por patinação

4.3.5. Desgaste por “falso brinelamento”

4.3.6. Desgaste por ataque de superfície ou ferrugem

4.3.7. Fadiga: descascamento, aparência de geada, descascamento parcial, descascamento devido à goivagem ou depressões causadas por materiais macios.

4.3.8. Danos mecânicos: brinelamento, govagem, sulcamento, queima por corrente elétrica, rachaduras e fraturas, engripamento

4.3.9. Efeitos em serviço: superaquecimento, ruídos e vibrações.

4.4. Falhas em engrenagens

4.4.1. Desgaste adesivo

4.4.2. Desgaste por interferência

4.4.3. Desgaste abrasivo

4.4.4. Desgaste corrosivo

4.4.5. Descamação

4.4.6. Desgaste por sobrecarga

4.4.7. Fadiga superfi cial provocando “pitting”

4.4.8. “Pitting” destrutivo

4.4.9. Lascamento

4.4.10. Escoamento plástico: cristamento ou sulcamento, ondulação, esmagamento, recalcamento, laminação ou cilindramento

4.4.11. Quebra: por fadiga, por sobrecarga

4.4.12. Efeitos em serviço: vibração, superaquecimento,

ruídos, limalha no óleo.

4.5. Falhas em correias e polias

4.5.1. Correia se deteriora e torna-se pastosa

4.5.2. Deterioração ou desgaste excessivo das laterais

4.5.3. Rupturas nas laterais

4.5.4. Rachaduras na base

4.5.5. Deterioração da base

4.5.6. Distorção da correia ou ruptura dos cordonéis

4.5.7. Ruptura.

4.6. Falhas em cabos de aço

4.6.1. Cabo rompido

4.6.2. Gaiola de passarinho

4.6.3. Cabo amassado

4.6.4. Quebra de fi os externos

4.6.5. Corrosão

4.6.6. Abrasão desuniforme

4.6.7. Final de vida útil (envelhecimento)

5. Como devemos tratar as falhas

Um sistema de tratamento de falhas é muito parecido com o tratamento de nossas doenças quando vamos procurar um médico. O tratamento das falhas deve ser formal e escrito, possibilitando sempre descobrir suas causas e combatê-las com medidas

corretivas e preventivas. A formalização escrita deve ser feita por meio das Ordens de Serviços (OS’s) e dos Relatórios de Ocorrências (RO’s), os quais implicam no

levantamento das possíveis causas e respectiva causa efetiva da ocorrência. Esta forma possibilita o trabalho do pessoal do setor de qualidade na elucidação fi nal da

causa e da busca posterior pela engenharia e/ou setor de fabricação da solução para o problema. As etapas recomendadas para montagem de uma forma de tratamento das falhas são apresentadas a seguir:

5.1. Identifi cação da máquina ou produto em estudo;

5.2. Identifi cação do sistema, subsistema, conjunto ou item em estudo;

5.3. Análise da função do item dentro da máquina ou da linha de produção;

5.4. Detecção e registro do modo de falha, conforme percebido pelo usuário;

5.5. Análise e causa que provocou a falha;

5.6. Análise dos efeitos que esta falha provoca no usuário ou no sistema produtivo;

5.7. Execução da ação corretiva para remover a falha;

5.8. Avaliação da gravidade e probabilidade de nova ocorrência;

5.9. Estudo e tomada de ações preventivas e de inspeção para reduzir a probabilidade destas falhas acontecerem;

5.10. Acompanhamento e revisão constante com qualidade, engenharia e fabricação.

6. Dicas de livros e fontes bibliográfi cas para estudos

6.1. Apostilas de gestão da operação e manutenção do Instituto Mauá de Tecnologia

6.2. Manual de manutenção mecânica básica do professor Janusz Drapinski, Editora McGraw-Hill

6.3. Gerenciando a Manutenção Produtiva, Harilaus G. Xenos, Editora D.G.

6.4. Manuais e catálogos sobre rolamentos, publicados pela SKF do Brasil

6.5. Abraman: Associação Brasileira de Manutenção, publicações, congressos e seminários

6.6. IBP: Instituto Brasileiro do Petróleo, publicações

6.7. Consultas diversas aos sites especializados em manutenção na internet

6.8. Senai e Senac: apostilas dos cursos e seminários sobre manutenção industrial e predial

6.9. “Bíblia da Manutenção” Maintenance Engineering Handbook, Editora McGraw-Hill

*Eduardo Linzmayer é engenheiro de produção, consultor especialista em manutenção industrial, sócio-diretor da EBL Engenharia e Treinamento e professor associado da Escola de Engenharia Mauá.

Este artigo foi publicado na Revista P&S 435, em março de 2012.

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Na terceira semana do mês, o saldo positivo foi de US$ 574 milhões

A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 574 milhões, com média diária de US$ 114,8 milhões, nos cinco dias úteis (13 a 19) da terceira semana de agosto de 2012. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 9,244 bilhões, com média de US$ 1,848 bilhão por dia útil.

As exportações, no período, foram de US$ 4,909 bilhões, com média diária de US$ 981,8 milhões. Houve aumento de 0,2% na comparação com a média até a segunda semana de agosto (US$ 980 milhões). Foi verificada alta nas exportações de produtos básicos (3,4%), com destaque para petróleo, farelo de soja, carne de frango e bovina, e café em grão. As vendas de semimanufaturados decresceram (-10,4%), por conta de celulose, couros e peles, óleo de soja em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, e ouro em forma semimanufaturada. Também houve retração nos embarques de manufaturados (-1,1%), em razão, principalmente, de óleos combustíveis, autopeças, motores e geradores, polímeros plásticos, veículos de carga, e máquinas para terraplanagem.

Já as importações, na terceira semana de agosto, foram de US$ 4,335 bilhões, com um resultado médio diário de US$ 867 milhões. Na comparação com a média até a segunda semana do mês (US$ 785,5 milhões), houve crescimento de 18,9% nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes e siderúrgicos.

Mês

Nos 13 dias úteis de agosto (1° a 19), as exportações somaram US$ 12,749 bilhões, com média diária de US$ 980,7 milhões. Por esse comparativo, a média diária das vendas externas foi 13,8% inferior a de julho de 2011 (US$ 1,137 bilhão). Neste comparativo, as vendas de semimanufaturados (-29,7%) caíram, por conta, principalmente, de ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido, açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço e madeira. Os principais produtos básicos (-12,7%) que recuaram, no comparativo, foram minério de ferro, café em grão, soja em grão, algodão em bruto e carne de frango. Entre os manufaturados (-7,9%), a retração foi devida, principalmente, em razão de açúcar refinado, motores de veículos e partes, automóveis de passageiros, máquinas para terraplanagem, veículos de carga, e etanol.

Em relação à média diária de julho deste ano (US$ 954,7 milhões), as exportações aumentaram 2,7%, devido ao crescimento das vendas produtos básicos (6,7%) e de manufaturados (4,6%). Por outro lado, decresceram as vendas de semimanufaturados (-13,1%).

As importações, em agosto, chegaram a US$ 10,619 bilhões e registraram média diária de US$ 816,8 milhões. Pela média, houve queda de 15,6% na comparação com agosto do ano passado (US$ 968,1 milhões). Houve recrudescimento, principalmente, nas aquisições de combustíveis e lubrificantes (-45,4%), instrumentos de ótica e precisão (-21,8%), farmacêuticos (-21,5%), equipamentos mecânicos (-15,7%) e borracha e obras (-15,3%).

Na comparação com a média de julho de 2012 (US$ 823,9 milhões), houve retração de 0,9%, com diminuição nas despesas com combustíveis e lubrificantes (-29,7%), borracha e obras (-5,4%), instrumentos de ótica e precisão (-3,4%), e plásticos e obras (-1,5%).

O saldo comercial de agosto está superavitário em US$ 2,130 bilhões (média diária de US$ 163,8 milhões). O resultado diário no mês está 3,2% inferior ao de agosto do ano passado (US$ 169,3 milhões) e 25,3% maior que o de julho deste ano (US$ 130,8 milhões).

A corrente de comércio, nas três primeiras semanas do mês, alcançou US$ 23,368 bilhões (média de US$ 1,797 bilhão). Pela média, houve diminuição de 14,6% no comparativo com agosto passado (US$ 2,105 bilhões) e aumento de 1,1% na relação com julho último (US$ 1,778 bilhão).

Ano

De janeiro à terceira semana de agosto deste ano (160 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 150,966 bilhões (média diária de US$ 943,5 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2011 (US$ 985 milhões), as exportações retrocederam em 4,2%. As importações foram de US$ 138,891 bilhões, com média diária de US$ 868,1 milhões. O valor está 0,2% abaixo da média registrada no mesmo período de 2011 (US$ 870 milhões).

No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 12,075 bilhões, com resultado médio diário de US$ 75,5 milhões. No mesmo período de 2011, a média do saldo positivo era de US$ 115 milhões, havendo, portanto, uma redução de 34,3% no resultado. A corrente de comércio somou US$ 289,857 bilhões, com média de US$ 1,811 bilhão. O valor é 2,3% maior que a média aferida no mesmo período no ano passado (US$ 1,855 bilhão).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

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Quando o presidente da C-Pack, Luiz Gonzaga Coelho, idealizou a nova sede da empresa, ele tinha em mente uma fábrica sustentável. O objetivo sempre foi propor a si mesmo, e aos demais empresários, a importância do exemplo positivo deste processo para a empresa, o ser humano e o planeta.

A sustentabilidade é algo presente na fabricante catarinense. Os visitantes que conhecem a matriz da empresa, localizada em São José (SC), ficam admirados com as soluções inteligentes aplicadas. São elas: cobertura e paredes TermoWall (termoisolante que ajuda a manter a temperatura ambiente), iluminação natural, aquecedor solar, captação da água da chuva, sistema de pressão positiva – que não permite a entrada de agentes contaminantes no ambiente fabril pelas portas – e tratamento de esgoto.

A C-Pack trata 100% do esgoto gerado na fábrica, que é essencialmente do tipo doméstico. Isolado do solo para evitar contaminação, o sistema é realizado por camadas estratificadas de diferentes materiais que realizam a filtração. A água negra, oriunda de privadas e mictórios, é tratada num espaço diferente da água cinza, que vem das pias e chuveiros.

O sistema de tratamento de esgoto da C-Pack além de ter evitado a construção de fossas sem sumidores, é periodicamente avaliado. Análises físico químico e de biotoxidade emitem o desempenho do sistema, com base em parâmetros vigentes na legislação ambiental. Junco e Papiro são as espécies vegetais plantadas sobre o sistema de tratamento, que absorvem os nutrientes (nitrogênio e fósforo) provenientes desse sistema.

As ações da C-Pack em sustentabilidade a classificam como uma empresa modelo em Santa Catarina nesta área.

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Boas práticas de manutenção: Falhas em equipamentos e seus componentes

*Por Eduardo Linzmayer

1.1. ALTERAÇÕES DA HOMOGENEIDADE DA ESTRUTURA DOS MATERIAIS

As principais origens de interrupção da homogeneidade da estrutura dos materiais são as seguintes:

1.1.1. Propagação das Tensões por Erros de Projetos ou Especifi cações

Os chamados propagadores ou intensifi cadores de tensões (“stress raisers”), provocados por erros de projetos, originam-se na forma da peça e os defeitos de especifi cações normalmente infl uenciarão na estrutura interna da peça. Os principais tipos são:

a) Cantos Vivos: é o erro mais frequente na forma da peça e que provoca a propagação de tensões e, consequentemente, de trincas. As linhas de tensões numa peça provida de cantos vivos podem romper, facilmente a secção do material que estiver com estas linhas mais densas neste local.

b) Mudança brusca de Seção: o efeito é praticamente igual ao anterior dos cantos vivos.

c) Pontos e furos de lubrifi cação fora do lugar: caso o furo de lubrifi cação esteja no ponto de pico de tensões cíclicas, é provável que se inicie neste ponto uma trinca, apesar da sua forma arrendondada.

d) Cantos excessivamente suaves. Existe somente um caso em que o excesso do raio é prejudicial, ou seja, quando interfere com outra peça. Ocorrem situações em que a tensão provocada pelo canto do rolamento dá início a uma trinca em toda a volta.

1.1.2. Propagação das tensões por inclusões de materiais: As inclusões provenientes de qualquer tipo das fases de transformação da matéria-prima ou de operações durante o processo de produção são fatores aceleradores das falhas. Os tipos mais encontrados são:

a) Inclusões provenientes da fundição, tais como a escória, areia desprendida do molde, bolinhas de metal misturado na areia usada novamente, metal diferente que não entrou na liga, gotas frias, rechupe ou gás.

b) Inclusões provenientes da laminação, tais como forja, solda ou aquecimento posteriores como óxidos de ferro, hidrogênio, falhas superficiais não removidas antes da laminação.

c) Inclusões Provenientes de Agentes Externos, tais como umidade, poeira, sol, chuva ácida e outros.

1.1.3 Propagação de tensões por erros de fabricação

Existem intensifi cadores de tensões por erros de fabricação que provocam a quebra da uniformidade, criando as tensões excessivas em um ponto qualquer ou provocando uma trinca inicial. Os tipos comumente encontrados na prática são os seguintes:

a) Marca da Ferramenta: são sulcos, com fundo mais ou menos pontudo, que quebram a continuidade da superfície da peça e concentram as tensões perto do fundo. Nota-se que os parafusos das bielas são, geralmente, retifi cados, apesar de existir em volta deles uma folga considerável na biela. A razão da retífi ca é remover as marcas de ferramentas.

b) Riscos: agem de maneira semelhante a marcas de ferramentas, com o agravante da sua distribuição, totalmente imprevista. Um caso especial de risco é provocado pelo acender do eletrodo ou por respingos de solda, que mudam a estrutura do material, além de enfraquecê-lo.

c) Machucaduras por batidas: neste caso os cristais sofrem uma deformação, o material endurece, a uniformidade da secção sofre uma descontinuidade.

d) Trinca por erro de usinagem: a maior probabilidade de sua ocorrência é na usinagem com refrigeração. Com a falta momentânea do refrigerante, especialmente na retifi cação, ocorre um superaquecimento localizado. Com a vinda repentina do refrigerante, a área pode transformar-se em martensita, sofrendo uma têmpera não controlada com trinca, na forma de uma estrela ou de fi o de cabelo, às vezes, só visível com uma lente. Às vezes, as trincas são tão pequenas que não aparecem até o momento da aplicação da carga.

a) Falha por corrosão de qualquer tipo

b) Tensões criadas com aplicação de solda sem controle no esfriamento da peça

c) Tensões criadas com aplicação do eletrodo de revestimento com o coeficiente de contração diferente do metal base.

d) Tensões criadas pela contração do cordão de solda

i) Tratamento térmico mal aplicado: neste caso provocam-se trincas provenientes de têmpera que possuem a aparência de fi os de cabelo atravessando a superfície, mas que, às vezes, fi cam escondidas abaixo da superfície.

j) Forjamento nos limites impróprios de temperatura

k) Excesso de aperto

l) Giro do parafuso ou da arruela de pressão: em ambos os casos aparecem na peça apertada um sulco, que poderá dar início a uma trinca.

*Eduardo Linzmayer é engenheiro de produção, consultor especialista em manutenção industrial, sócio-diretor da EBL Engenharia e Treinamento e professor associado da Escola de Engenharia Mauá

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Estima-se que o consumo de energia continuará a aumentar, exercendo igual pressão sobre empresas, governos e consumidores. As novas demandas da Economia Digital intensificam a urgência enquanto as preocupações com o meio ambiente e a mudança climática deixam pouco espaço para erros.

A Schneider Eletric, através da Energy University (fonte online de informações em eficiência energértica e conservação), oferecem cursos de uma hora que abrangem consumo de energia, aplicações, cálculos de retorno sobre o investimento e soluções que podem viabilizar mudanças de perfil de consumo. Os cursos são online e gratuitos.

O intuito destes cursos é o treinamento de líderes para que se tornem especialistas em eficiência energética.

Inscrições:  WWW.myenergyuniversity.com

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Solução reduz paradas de manutenção nas usinas de açúcar e álcool

O kit Polipox 451 é um produto exclusivo, desenvolvido para prevenir e reparar o desgaste interno de bombas hidráulicas.
Lançada em 2011 pela Polipox, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de tecnologia de polímeros, a fórmula é indicada para o setor açucareiro.
O alto poder corrosivo do caldo de cana exige manutenção frequente e a troca constante das peças danifi cadas. Nas operações do setor, dois fatores de agressão estão sempre presentes: o ataque químico do fluido e o ataque abrasivo das partículas que são carregadas pelo líquido no processo de vazão. Com o caldo de cana, muitas vezes, vêm também areia, quartzo e outros detritos que passam em alta velocidade pelo interior das bombas. “O choque, provocado pelo contato destes detritos com as paredes do equipamento, mais a ação corrosiva do fluido, resulta em um ataque mecânicoquímico, que afeta a estrutura interna da bomba, exige manutenções constantes e a consequente paralisação das operações”,
explica Glaucio Conde, gerente técnico e de marketing da companhia.
“A utilização é simples: basta misturar os dois componentes por três a cinco minutos e aplicar sobre a peça com um pincel ou espátula”, continua.
A solução forma uma camada de polímero de alta resistência química e abrasiva que aumenta o tempo de vida útil do equipamento. “Testes de
jateamento comprovaram que o desgaste da película protetora leva o dobro do tempo do metal e a parede da bomba permanece intacta”, afirma
o engenheiro.
Quando aplicado em uma bomba nova, a camada mantém a superfície do equipamento intacta. Nas bombas avariadas, o kit completa os
buracos que foram formados pela abrasão e pelo ataque químico, recuperando totalmente a superfície. “Antes desta solução, a recuperação
da bomba exigiria o uso de soldas de metal e o serviço de usinagem de um
profi ssional especializado e até mesmo a troca total da base do equipamento”, diz o gerente técnico.
Uma embalagem permite o revestimento de mais de 10m2 .
Para aplicação, o técnico responsável deve retirar a parte oxidada do metal e
aplicar o kit 4151. A bomba pode entrar em operação 24 horas depois da
aplicação. Se a a cura for feita sobre aquecimento, o equipamento pode voltar a funcionar após 1 hora.
O material é termofi xo, que impede a liberação de subprodutos pela película.
Por isso, é aprovado para contato com alimentos sem riscos de contaminação.

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Falhas em equipamentos e seus componentes

Elaborado por Eduardo Linzmayer


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A desaceleração da economia afetou a indústria da construção, cujo nível de atividade caiu em junho, pelo segundo mês consecutivo, registrando 47,7 pontos sobre maio, informou a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira, 26 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em relação ao nível de atividade que costuma ocorrer nos meses de junho, o indicador foi de 45,3 pontos, o menor nível da série histórica, iniciada em dezembro de 2009. Os índices variam de 0 a 100. Valores superiores a 50 indicam atividade aquecida, e abaixo, atividade desaquecida. A Sondagem da Indústria da Construção foi realizada entre os dias 2 e 13 últimos com 426 empresas, das quais 138 de pequeno porte, 186 médias e 102 grandes.

O desempenho negativo da indústria da construção em junho atingiu todos os setores – Construção de edifícios, Obras de infraestrutura e Serviços especializados, como assentamento de azulejos, por exemplo – e todos os portes de empresa – pequenas, médias e grandes. A pior performance no indicador do nível de atividade efetivo em relação ao usual, com 44,6 pontos em junho, foi do setor Serviços especializados. O setor Construção de edifícios registrou 45 pontos, contra 47,5 pontos em maio, enquanto para Obras de infraestrutura este índice atingiu 47,2 pontos, um pouco melhor do que no mês anterior, quando fora de 46,1 pontos, mas aquém da linha dos 50 pontos.

A pesquisa detectou queda também no número de empregados, cujo indicador situou-se em 47,8 pontos em relação a maio – abaixo, portanto, da linha divisória dos 50 pontos. A redução no emprego, que este ano só fora registrada em janeiro, foi mais intensa nas médias empresas, com 47 pontos, contra 48 pontos nas grandes e 48,4 pontos nas de pequeno porte.

Realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a Sondagem Indústria da Construção apontou queda, igualmente, na Utilização da Capacidade de Operação da Indústria da Construção (UCO), pelo segundo mês consecutivo. A UCO, variável que mede o percentual utilizado no mês do volume de recursos, mão de obra e maquinário e começou a ser calculada em janeiro, foi de 69% em junho, quando em maio atingira 71%.

Fonte: Agência CNI

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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