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De janeiro a agosto o faturamento do setor de máquinas cresceu

0,3%


O déficit comercial da indústria de máquinas e equipamentos do Brasil no acumulado do ano até agosto teve o primeiro recuo para o período desde 2005, apoiado pelo câmbio, mas o setor mantém posição de cautela diante da participação ainda elevada das importações no mercado interno. No período de janeiro a agosto de 2012 o faturamento do setor cresceu 0,3%.

Segundo a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o déficit da balança do setor caiu 3,1% no acumulado do ano até agosto ante o mesmo período de 2011, para U$ 11,77 bilhões.

Desoneração

Neste mês de setembro, o governo brasileiro anunciou medidas de desoneração da folha de pagamento para mais de 25 setores, entre eles os fabricantes de máquinas e equipamentos, após ter reduzido no final de agosto os juros da linha de financiamento PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para aquisição de bens de capital. A taxa caiu a 2,5% ao ano para estimular o setor.

Segundo a Abimaq, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos em agosto subiu 2,1% sobre julho, para R$ 6,86 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2011, houve queda de 6,6%. No acumulado do ano até o mês passado, as vendas ficaram praticamente estáveis, com oscilação positiva de 0,3%, para R$ 53,68 bilhões.

Conforme informações da agência Reuters, o setor encerrou agosto com alta de 18,3% nas exportações sobre julho, para US$ 1,22 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 2,45 bilhões, crescimento de 5% na comparação mensal.

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Por Paulo Skaf*

A Medida Provisória 579 do Governo Federal, que estabelece redução média de 20,2% das contas de energia elétrica dos brasileiros, é uma luz no buraco negro da competitividade do País, somando-se a outros avanços recentes como a queda dos juros, a revisão do câmbio, as desonerações tributárias e o pacote de obras de logística e transporte em regime de parceria público-privada. A eletricidade mais barata terá impacto positivo em toda a economia, contribuindo para a queda da inflação e redistribuindo renda.

Foi exatamente pela consciência sobre o amplo significado dessa medida que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou, no ano passado, a campanha “Energia a Preço Justo”. Mobilizamo-nos na mídia, participamos de audiências públicas sobre o tema, sensibilizamos o Poder Legislativo, dialogamos com o governo e ingressamos com representação no Tribunal de Contas da União – TCU, no qual questionamos asrazões que mantinham o preço alto.

Os motivos de termos 80% de nossa matriz energética em hidrelétricas, a forma mais barata de produzir energia, e a terceira conta de luz mais cara do mundo eram absolutamente equivocados e inaceitáveis. Os brasileiros estavam bancando indevidamente, todos os meses, a parcela relativa aos investimentos feitos na construção das usinas. Isso, contudo, já havia sido pago há muitos anos. Hoje, as geradoras vendem o megawatt-hora por 90 reais, mas segundo os estudos da Fiesp, pelo menos 70 reais representam amortizações já pagas há muito tempo.

As concessionárias que decidirem manter o preço atual terão de disputar os leilões a partir de 2015; as que quiserem antecipar para 2013 a redução farão uma espécie de contrato de prestação de serviços. O mais importante é que o barateamento das contas de luz seja efetivado, e para todos os brasileiros, já no próximo ano. E que, nesse barateamento, se atinja o preço justo.

Por isso é que nós continuaremos acompanhando a medida e o modelo adotado, que tem que ser realizado com transparência. Mesmo que algumas empresas queiram manter os preços até 2015, o barateamento seráviável, pois o Sistema Eletrobrás já aderiu, e ele representa 60% da geração e 80% da transmissão da energia elétrica no País. Outras companhias estão avaliando a medida, e não escondem seu descontentamento com ela. Contudo, é melhor desagradar alguns poucos para beneficiar 190 milhões de pessoas. Ainda nas contas da Fiesp, o preço justo da energia injetará R$ 24 bilhões ao ano na economia, ou R$ 720 bilhões no bolso de todos os brasileiros em 30 anos, prazo médio de uma concessão elétrica.

Por todas essas razões, a MP 579 foi uma conquista da sociedade, capitaneada pela Fiesp. Em nossa campanha, colhemos milhares de assinaturas, dando visibilidade a uma questão que passaria despercebida. Parecia haver um acordo tácito para se prorrogar novamente as concessões, à revelia de nossa Constituição, sem redução de preços. Fizemos a nossa parte, chamando a atenção para algo que seria muito danoso ao País. A presidenta Dilma Rousseff, uma profunda conhecedora da matéria, acabou fazendo o que é certo. Agora, é efetivar os descontos na conta de luz de todos os brasileiros a partir de janeiro de 2013.

*Paulo Skaf é o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

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Estudo realizado pela PwC Brasil com fornecedores de bens e serviços para a indústria naval, de óleo e gás e operadoras de blocos exploratórios detectou que 68% dos entrevistados (2/3 da amostragem) são favoráveis à existência do percentual mínimo de Conteúdo Local nas rodadas de licitações promovidas pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A nova regulamentação tem como foco promover mais capacitação de recursos locais, crescimento da indústria nacional, geração de emprego e renda e desenvolvimento tecnológico. Apesar do amplo apoio das empresas, quase 70% dos entrevistados acham que as regras não são claras e precisam sem detalhadas de maneira mais eficaz para garantir não só o cumprimento, mas os resultados desejados pela Agência.

Fonte:Imagem Corporativa

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Artigo: Irmã África

Icone Análise,Artigo,Economia | Por em 19 de setembro de 2012

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Por João Guilherme Sabino Ometto*

Considerada a identidade histórica entre nossos povos, foi muito oportuna a recente realização do seminário “Investindo na África: Oportunidades, Desafios e Instrumentos para Cooperação”, com o qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) comemorou seus primeiros 60 anos. Transcendendo à diplomacia e ao discurso, o evento teve conteúdo prático. A própria instituição brasileira de fomento anunciou investimentos de R$ 6,5 milhões para estudo técnico de avaliação de viabilidade de produção de biocombustíveis nos países membros da UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano).

Ainda na área energética, segundo a Petrobras, descobertas recentes e o sucesso da África no mundo do petróleo aumentam a sua atratividade para a estatal. A Eletrobras, de sua parte, já havia informado que  planeja iniciar a construção de usina hidrelétrica e duas linhas de transmissão em Moçambique a partir de 2013. O BNDES defendeu, ainda, a criação de um fundo para financiar projetos de infraestrutura, logística e desenvolvimento social no continente.

Os dados reforçam um processo de aproximação intensificado no Governo Lula e continuado pela presidente Dilma Rousseff, que visitou nações africanas no final do ano passado. A Fundação Alexandre de Gusmão, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, seu Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais e seu Centro de História e Documentação Diplomática têm promovido cursos especiais de elevado padrão acadêmico para diplomatas africanos. O Senai também participa desse esforço integrador, realizando trabalho na implementação de projetos de cooperação técnica (capacitação de profissionais) em mais de uma dezena de países africanos.

Na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), tenho recebido presidentes e chefes de estado das nações africanas, dos quais ouço a simpática definição: “O Brasil é a África que deu certo”, o que justifica intensificar as crescentes parcerias. Entre 2006 e 2011, nossa corrente de comércio com o continente africano quase dobrou, saindo de US$ 15,6 bilhões para US$ 27,7 bilhões. O número reforça a tendência de crescimento registrada na última década. Apenas como referência, em 2004 foram US$ 10,4 bilhões. Excetuando-se o ano de 2009, quando o Brasil teve superávit de US$ 227 milhões, desde 2004 a balança comercial com a África é deficitária.

Há, sem dúvida, grande potencial para ampliar os investimentos e o intercâmbio comercial. O secretário-geral adjunto da ONU, Carlos Lopes, salientou que em várias regiões da África já há unidade monetária e integração aduaneira. Este modelo, que causa estragos na Europa, não apresenta problema para os africanos, cujos bancos não quebraram na crise financeira. Ao contrário do que muitos imaginam, as commodities representam apenas 30% do PIB do continente, que também quadruplicou suas reservas nos últimos quatro anos.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, entende que a integração apresenta oportunidades para grandes empresas e companhias de médio porte. Os setores mais atrativos são os de açúcar e álcool, telecomunicações, energias renováveis, petroquímica, siderurgia, indústria automotiva, bens de capital, varejo, transportes, serviços bancários e fármacos. Segundo os africanos, a esses setores também podemos somar: mineração, infraestrutura, turismo e agricultura.

O economista-chefe do Banco Africano de Desenvolvimento, Shem Simuyemba, apresentou números do programa para o Desenvolvimento da Infraestrutura (PIDA), além de previsões que apontam um crescimento econômico de 6% ao ano, entre 2010 e 2040, para o continente que vem consolidando a democracia. As obras energéticas têm custo estimado de US$ 40 bilhões e o programa de transportes, US$ 25 bilhões. Porém, os 36 projetos previstos ainda não têm funding. Constituem, assim, grandes oportunidades de investimento.

Não há dúvida de que, no processo de diálogo e ampliação do intercâmbio Sul-Sul, faz muito sentido intensificar a integração brasileiro-africana. Os afrodescendentes representam parcela expressiva de nossa população e são responsáveis por numerosos e ricos elementos de nossa cultura. Sua presença e influência, do mesmo modo, são marcantes na economia. Nossa agricultura, por exemplo, foi tropicalizada com a sua participação e conhecimento de técnicas de cultivo. A da Europa não. A nossa funcionou; a do Velho Continente, nem tanto. Povos irmãos, temos todos os motivos do mundo para caminharmos mais juntos na luta pelo desenvolvimento.

*João Guilherme Sabino Ometto é engenheiro (EESC/USP), vice-presidente do Grupo São Martinho e da Fiesp e coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da entidade.

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Presidente vetou item da MP 563/2012 que desonera alimentos essenciais
A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) lamentam o veto da Presidente, publicado nesta terça-feira (18/09), à desoneração do Pis/Cofins e IPI incidentes sobre os alimentos que compõem a cesta básica, contida na Medida Provisória 563/2012. Os benefícios dessa desoneração atingiriam diretamente toda a sociedade brasileira, em especial 70% das famílias que utilizam mais de 30% da sua renda para a compra de alimentos, como mostram, há anos, estudos da Fiesp.

A desoneração seria o primeiro passo para corrigir uma grande distorção que contraria as próprias políticas sociais do governo federal: as famílias menos abastadas pagam proporcionalmente três vezes mais tributos do que aquelas com maior renda.

“Reconhecemos que o governo está no rumo certo quando anuncia desonerações na folha de pagamento de vários setores e veta as modificações no conceito de receita bruta que reduziriam o efeito dessas desonerações, mas erra ao não aliviar os alimentos da cesta básica”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

A justificativa dada pela Presidente ao veto foi a criação de um grupo de trabalho que irá discutir a composição da cesta básica e também a desoneração do imposto estadual (ICMS), que representa praticamente 50% do total dos tributos sobre alimentos no Brasil.

“O governo deixa de dar o exemplo aos Estados ao não desonerar os tributos que dependem exclusivamente do ato do Executivo Federal. A Fiesp continuará trabalhando para que essa importante conquista para a sociedade brasileira seja alcançada.”

Fonte: Fiesp e Ciesp

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Enrique Peña Nieto visita a entidade dia 19 com o objetivo de estreitar relações
Eleito em julho deste ano, Enrique Peña Nieto escolheu a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para seu primeiro compromisso oficial como presidente do México. Nieto se encontra com Paulo Skaf, e empresários paulistas na manhã da próxima quarta-feira (19), antes de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, no dia 20. O presidente mexicano ainda passará por outros cinco países latino-americanos: Guatemala, Colômbia, Chile, Argentina e Peru.

Enrique Peña Nieto toma posse no dia 1º de dezembro e abraçou a tarefa de estreitar laços e aprofundar o relacionamento político e econômico com os países da América Latina.

Após a crise econômica de 2009, o México tomou novo fôlego e voltou a ser um país competitivo a fim de suprir a demanda do mercado norte-americano por bens industriais, desbancando a China e demais países asiáticos. Seu parque industrial conta com duas fortes variáveis para chegar a esse resultado: reajustes salariais abaixo dos ganhos de produtividade e desvalorização cambial.

Os indicadores do México apontam para investimento com projeção de 26% do PIB, em 2012 ante 25,6% em 2011, inflação e taxa de desemprego em queda; enquanto as reservas internacionais giravam, no começo deste ano, em torno de US$ 149 bilhões.

As exportações mexicanas têm como principal destino os Estados Unidos e o Canadá (84% do total exportado em 2010), ambos países que formam, em conjunto com o México, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA). O Brasil é seu principal parceiro na América Latina, tendo somado US$ 3,8 bi, em 2010.

A balança comercial Brasil-México, em 2011, apresentou déficit de US$ 1,2 bilhão, sendo que as exportações somaram US$ 4 bi e as importações US$ 5,1 bi.

Fonte: FIESP

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Governo federal afirmou que até o início de 2013 haverá redução média de até 28% nas contas de energia para a indústria

O pacote de cortes de tarifas da conta de energia elétrica, anunciado pela presidente Dilma Rousseff na última quinta-feira (6), beneficiará pequenas e médias empresas, assim como as grandes indústrias. De acordo com o governo, a mudança representará uma redução média de 16,2% nas contas de energia do consumidor domésticos e de até 28% para a indústria.  A medida entra em vigor em janeiro de 2013. É previsto, porém, um período de adaptação para medição do impacto da medida na cadeia de custos.

Na presença de vários empresários e governadores hoje, em Brasília, a presidente disse que esta medida estimula a competitividade do país. Muitas análises e contratos deverão ser revistos até lá (janeiro de 2013), os detalhes sobre os corte das tarifas serão explicados na tarde de hoje, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

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Empresa importa tubos em acrílico extrusado, tubos em acrílico branco leitoso e acrílico jateado

Desde 2010 a Plastecno Representações comercializa tubos em acrílico fabricados pelo processo de extrusão(sem costura). Segundo Fernando Macondes, executivo de vendas da empresa, o negócio mostrou ser interessante, e a empresa começou a importar estes tubos através de uma trading.

“No desenvolvimento deste mercado, começamos a entender um pouco mais deste segmento industrial, que até pouco tempo atrás era completamente desconhecido para nós. Percebemos algumas lacunas no mercado nacional, de tubos plásticos transparentes, e iniciamos a importação direta destes materiais de um fornecedor europeu”, completa Marcondes.

Além dos tubos em acrílico extrusado, a Plastecno importou tubos em acrílico fabricados por centrifugação e tubos em policarbonato. A vantagem destes materiais sobre os tubos extrusados, segundo Marcondes, é a maior resistência à temperatura, maior resistência à quebra e maior resistência à pressão.

Características e novidades

Os tubos em acrílico, atualmente são utilizados como visores de passagem, visores de nível, equipamentos médicos / hospitalares, expositores, decoração de lojas, lustres e abajures, reservatórios de óleos e graxas, sistemas de lubrificação, sistemas de filtração em aquários, potes de armazenamento de alimentos, transporte de líquidos e outras tantas idéias que a imaginação possa criar.

Ao contrário dos tubos em acrílico, os tubos em policarbonato resistem a uma temperatura máxima de trabalho de 120C°, enquanto que o acrílico extrusado resiste à 70C°, o tubo de acrílico centrifugado resiste à 80 C°.

Os tubos em policarbonato, tem uma resistência ao impacto 4 vezes maior que os tubos em acrílico e também maior resistência a  abrasão.

Outra novidade que a empresa importou, são os tubos em acrílico branco leitoso e acrílico jateado, sem costura, ideais para serem utilizados em luminárias, sistemas de iluminação, decoração de lojas e eventos.

Os tarugos em acrílico transparentes, com bolhas dentro, lembram bolhas d’agua. Estes tarugos quando iluminados em suas extremidades, fazem as bolhas brilharem de acordo com a cor da luz projetada. Os acrílicos são facilmente cortados, furados, colados, usinados e polidos, proporcionando uma ampla facilidade de aplicações.

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Fiesp revisou para baixo estimativa de crescimento do PIB para 1,4% em 2012

O crescimento de 0,3% do Indicador de Nível de Atividade da indústria (INA) na série com ajuste sazonal em julho sobre junho sinaliza recuperação do setor, porém não dever ser suficiente para que 2012 seja um ano positivo para o setor produtivo. A avaliação é de Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). As entidades divulgaram os números da indústria de transformação na manhã desta quinta-feira (30/08).

De acordo com cálculos da Fiesp e do Ciesp, para fechar 2012 negativa em 4,4%, a atividade industrial terá de registrar, de agosto a dezembro, um crescimento de 0,8% ao mês. “Portanto, mesmo com uma recuperação forte nos meses restantes vamos terminar em torno de 4%”, afirmou o diretor-titular, acreditando ser um movimento praticamente impossível.

O prognóstico da Fiesp para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 também não é otimista. Enquanto a previsão da entidade em julho para o PIB era de 1,8%, em agosto, no entanto, ela foi revisada para baixo a um crescimento de 1,4%.

Recuperação

Os resultados positivos do INA em junho e julho forjam um cenário de recuperação com força “aquietada”, na avaliação de Francini.

“Já tivemos o segundo mês positivo do índice. Isso nos dá base razoável para dizer que estamos em processo de recuperação e também para dizer que ela não é violenta, e não é como outras que já vivemos”, completou.

A variação negativa em 6,4 entre janeiro e julho apurou a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa, com exceção de 2009, quando o indicador chegou a -12%. No acumulado de 12 meses, o nível atividade indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 4,4%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve uma ligeira alta, passando para 81,3% em julho, ante 80,5% em junho deste ano. Já na leitura sem ajuste sazonal, o componente aumentou cerca de dois pontos percentuais, 82,2% no mês passado contra 80,7% em junho.

Dos setores avaliados pela pesquisa em julho, o segmento de Produtos Têxteis apresentou leve queda 0,5% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais. Já o setor de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou ganhos de 2,7% sobre junho, em termos ajustados. Enquanto a atividade da indústria de Veículos Automotores se destacou entre os comportamentos de alta, com variação positiva de 5,3%, com ajuste, na comparação com junho.

Selic
Na véspera (29/08), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou um corte na taxa básica de juros Selic em 0,50 ponto percentual, para 7,50 por cento ao ano. “Há muito tempo não víamos isso no Brasil. É um movimento extremamente exitoso conduzido pelo Banco Central que no prazo de um ano promoveu uma redução de cinco pontos percentuais na taxa Selic”, afrimou Francini.

De acordo com o diretor-titular, a trajetória de queda da Selic já surtiu efeito na economia, mas o reflexo não é sentido em sua totalidade uma vez que existe uma demora entre a tomada da decisão e sua chegada ao mercado. “Se não fosse a redução da taxa Selic teria sido pior.”

Expectativa
A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de agosto, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 50,5 pontos contra 49,6 pontos em julho.

Já o item Mercado registrou alta de três pontos no mês corrente e chegou a 55,8 pontos versus 52,2 pontos em julho. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas que também subiu de 47,9 pontos no mês anterior para atuais 55 pontos.

O indicador de Estoque passou para 45,3 pontos em agosto ante 43,2 pontos em julho. Enquanto o Emprego ficou estável em 47,4 no mês corrente contra 48,5 pontos no mês anterior. Já a percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou queda de sete pontos, passando de 56,3 pontos em julho para 49,3 pontos em agosto.

Fonte: Fiesp

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Com o auditório do Teatro Municipal de Sertãozinho (SP) lotado de participantes brasileiros e estrangeiros, a Conferência DATAGRO CEISE Br, maior banco de dados mundial do setor sucroenergético e de biocombustíveis, abriu oficialmente, às 9h15 de hoje, a Fenasucro – Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira, e Agrocana – Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar.
Para a abertura, foram chamados ao palco Adézio Marques, presidente do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis); Plínio Nastari, presidente da DATAGRO; Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado; Embaixadora Mariangela Rebuá, diretora geral do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores; Antonio Eduardo Tonielo, presidente de honra da Fenasucro e Agrocana 2012; Nério Costa, prefeito de Sertãozinho; Luis Custódio Cotta Martins, diretor executivo da Associação dos Produtores de Cana, Etanol e Energia e coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético.

Os 20 anos da Fenasucro e 10 anos da Agrocana, comemorados nesta edição, foram festejados por todos, unânimes em dar às feiras o título de maior encontro mundial do setor sucroenergético e fórum de discussão sobre toda a cadeia produtiva e a geração de negócios. Foi ressaltado ainda o estudo apresentado pela equipe da DATAGRO, assim como o pioneirismo e representatividade, no setor sucroenergético, do presidente das feiras em 2012, Antonio Tonielo. “Vivemos um período de tensão devido a fatores climáticos e à crise econômica mundial”, disse ele. “Os governantes precisam decidir o que querem para ampliar a oferta de energia renovável, que gerou mais de ÚS$ 15 bilhões e 3 milhões de empregos diretos e indiretos na safra 2012”.

Evitando entrar em assuntos internos do governo, a embaixadora do Itamaraty, Mariangela Rebuá, afirmou que o modelo sustentável de produção é prioridade na esfera federal e lembrou a grande demanda externa pela experiência brasileira em etanol, acumulada desde o início dos anos 70 com o Pró-Álcool. Ela relembrou ainda que a agência ambiental norte-americana reconheceu o etanol como combustível avançado, ressaltando que a parceria com o setor privado do Brasil e dos EUA, que não mantêm restrições tarifárias, contribui para a consolidação desse combustível como commodity internacional.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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