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Mesmo com a dissidência de três membros que votaram pela estabilidade da taxa em 7,50%, a maioria do colegiado (5) votaram pela redução da taxa básica de juros pela 10ª vez consecutiva e estabelecer a nova Selic em 7,25% ao ano, sem viés, portanto,

em conformidade com nossa expectativa já antecipada na reunião anterior. Na última semana, as expectativas majoritárias dos analistas estavam em 7,5%, no entanto, a divulgação de indicadores como a produção industrial fraca e o IPCA dentro das estimativas, fizeram com que as apostas pela estabilidade da Selic convergissem para a queda de 0,25 p.p. como esperado pela Austin.

Apesar da deterioração das expectativas de inflação, como tem revelado o relatório FOCUS nas últimas semanas, foi determinante para a decisão do COPOM o frágil quadro do nível de atividade econômica (produção, vendas e emprego), principal

mente no setor industrial que pouco reage mesmo sob uma taxa de câmbio menos valorizada e recentes medidas de estímulo fiscal.

Também contribuiu para nova redução da Selic o entendimento do colegiado de que a recente escalada da taxa de inflação dos alimentos é um choque de oferta, portanto, transitório e não estrutural, devendo reverter tal condição ao longo dos próximos meses. O front externo ainda em condição debilitada, com destaque para as economias desenvolvidas, têm produzido pressões desinflacionarias. Nesse contexto, o COPOM segue firme com sua estratégia de execução da política monetária focada no alinhamento à política econômica com foco ao estímulo à atividade econômica doméstica.

Entretanto, o statement divulgado e replicado na íntegra abaixo indica o encerramento do atual ciclo de queda da Selic para, dessa forma, a autoridade monetária analisar quais os reais efeitos produzidos sobre a dinâmica macroeconômica doméstica. Portanto, o comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação numa “zona de conforto” entre o centro da meta (4,5%) e seu limite superior (6,5%) ao longo do horizonte relevante e para a recuperação da atividade econômica.

Ao término da reunião, o colegiado divulgou sua tradicional nota (statement) que justifica, em parte, sua decisão: “O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 7,25% a.a., sem viés, por 5 votos a favor e 3 votos pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a.

Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear”.


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O Fundo Monetário

Internacional (FMI) divulgou na última segunda-feira (08) seu tradicional de relatório sobre o desempenho econômico das 186 nações-membros da instituição.

No relatório World Economic Outlook Oct2012, que é divulgado duas vezes ao ano, a instituição divulgou projeções até 2017 para os principais agregados macroeconômicos e também fez comentários específicos para as principais economias desenvolvidas e emergentes. Em 2012, o PIB mundial será da ordem de US$ 71,3

trilhões e as 10 maiores economias do mundo totalizarão aproximadamente US$ 46,6 trilhões respondendo por 65,3%.

A Austin Rating, agência classificadora de risco, elaborou simulação no ranking das 10 maiores economias a partir das projeções do FMI até 2017 e constatou-se que, muito provavelmente, o Brasil será a 5ª maior economia do mundo em 201

4, ultrapassando de uma só vez Reino Unido e França, ficando atrás somente de EUA, China, Japão e Alemanha (vide Anexo I – Ranking das 10 maiores economias do mundo, segundo PIB em US$ bilhões).

O principal motivo do avanço do Brasil será a taxa de crescimento da economia nacional em nível muito superior ao

observado nas duas economias desenvolvidas, pois, enquanto a taxa de crescimento do Brasil será na média 2012-2014 de 3,2%, no Reino Unido será de apenas 0,97% e na França de apenas 0,53%.
Com base nos dados estimados para 2012, o grupo das 10 maiores economias é composto por: EUA, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Brasil, Itália, Rússia e Índia. Nesse grupo, as economias desenvolvidas representam 68,7% e as emergentes 31,3%.


Avaliando o desempenho das 10 maiores economias nos anos de 2013, 2014 e 2015, e realizando projeções até 2030, o grupo dos países emergentes formados por: China, Brasil, Rússia, Índia e Indonésia deverão ultrapassar as economias desenvolvidas em tamanho de PIB em dólar, respondendo por 50,4% contra 49,6% dos desenvolvidos. A perda de participação dos países desenvolvidos decorre, primordialmente, dos efeitos negativos da crise financeira global deflagrada em 2008 e que ainda persistem fortemente, com destaque para os países que compõem a Zona do Euro.


No entanto, em virtude dos demais países emergentes apresentarem taxas de crescimento maiores que o Brasil, muito provavelmente, a economia nacional perderá posições no ranking das maiores economias ao longo desta e da próxima d

écada para Índia em 2018, Rússia em 2021 e Indonésia em 2024.

Emergentes devem superar desenvolvidos ao longo das próximas duas décadas

Entre as 10 maiores economias do mundo, segundo ranking com base em 2012, os países desenvolvidos deverão respond

er por 68,7% enquanto o grupo dos emergentes representará 31,3%. No entanto, essa força econômica, que está em mudança há quatro décadas, deverá se alterar significativamente ao longo das próximas duas décadas e os emergentes passarão a representar mais da metade da riqueza global. Considerando apenas as 10 maiores economias, no ano de 2030, o grupo dos países eme

rgentes deverá responder por 58,3% contra 41,7% do grupo das economias desenvolvidas (vide Anexo I – Ranking das 10 maiores economias do mundo, segundo PIB em US$).

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O resultado do IPCA referente ao mês de setembro registrou alta de 0,57% e no acumulado do ano foi de 3,77% ante 4,97% do mesmo período do ano anterior. O indicador ficou levemente superior a nossa expectativa (0,54%) e com a mediana das expectativas do mercado (0,56%). O resultado do último mês apresentou aceleração em relação ao indicador de agosto (0,41%), e é o maior índice para um mês de setembro desde 2003 (0,78%).

É importante destacar que o resultado do IPCA acumulado até setembro já representa 83,7% da meta central de 4,50% e, considerando o teto de 6,50%, já consumiu 58%. Para que o IPCA de 2012 fique dentro da meta central é necessário que a média mensal do indicador no último trimestre do ano seja no máximo de 0,25%, porém, nossas estimativas apontam para média de 0,48% e, portanto, determinando uma taxa de 5,3% para o ano.
Os grupos Alimentos e Bebidas e Habitação foram os que tiveram maior peso na aceleração do índice no último mês. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,26% em setembro, com impacto de 0,30 ponto porcentual (p.p.) na taxa de 0,57% do IPCA do mês, ou seja, mais da metade da inflação de setembro. A alta dos preços dos alimentos reflete a aceleração da cotação das commodities no mercado externo, ainda em decorrência da quebra de safra de grãos nos EUA.
As despesas com Habitação tiveram o segundo maior peso na inflação de setembro, acelerando para 0,71% ante 0,22% em agosto. Em sentido oposto, os grupos: Educação e Artigos Residenciais foram os que apresentaram maior arrefecimento, com recuo de 0,41 p.p. e 0,22 p.p. em relação a agosto, respectivamente.
Estimativa para o IPCA-15 e IPCA “cheio” de outubro

Para o mês de outubro, esperamos que o IPCA-15 recue para 0,41% (ante 0,48% em setembro), de tal maneira que o IPCA “cheio” deva também desacelerar, encerrando o mês em 0,46%. A desaceleração do IPCA em outubro decorrerá da menor pressão dos grupos: Alimentos e Bebidas e Saúde e Cuidados Pessoas. No entanto, o indicador continuará sendo pressionado em decorrência dos grupos: Habitação, Vestuário e Despesas Pessoais. Cabe salientar que, mesmo com o avanço da inflação levemente acima da nossa projeção, não foram alteradas as perspectivas para o encerramento do ano (5,3%).
Impactos e perspectivas para a próxima reunião do Copom

Desde o início de setembro, segundo dados diários da pesquisa Focus-Bacen, a expectativa do mercado para o IPCA de 2012 tem se deteriorado em função da volatilidade dos preços dos alimentos no mercado internacional. Entre o início de julho e o encerramento de setembro, a mediana das expectativas para inflação avançou de 4,94% para 5,36%, se distanciando do centro da meta (4,50%). Já para o encerramento de 2013, a expectativa persiste em torno de 5,50% desde maio deste ano.

Apesar da deterioração observada nas expectativas para inflação, não há preocupação quanto a condução da Política Monetária, uma vez que o IPCA não ameaça o teto da meta (6,50%), tanto para 2012 como para 2013, portanto, preservando o espaço para nova redução da taxa Selic, como foi em agosto de 2011.

Adicionalmente ao cenário das expectativas de inflação, a tímida retomada da produção industrial no início do segundo semestre e os índices de inflação correntes em aceleração por eventos conjunturais (inflação de oferta), amparam nosso cenário de novo corte na taxa básica de juros, porém, dessa vez com parcimônia: 0,25 p.p.

Fonte: Austin

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Pesquisa revela que o profissional do setor está cada vez mais capacitado, melhor remunerado e ocupando cargos gerenciais

A logística tem desempenhado um papel cada vez menos operacional somente, passando a ocupar espaços estratégicos dentro das empresas. O profissional que atua nesse setor está cada vez mais capacitado, melhor remunerado e ocupando cargos gerenciais. É o que revela a 3ª Pesquisa Perfil do Profissional de Logística 2012, cujos resultados foram apresentados na abertura da XVI Conferência Nacional de Logística, nesta terça-feira (02/10), durante a MOVIMAT – 27ª Feira de Logística, a maior do setor da América Latina, que vai até o dia 04/10, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Para a pesquisa, que é a única do setor no Brasil, foram entrevistados 1153 profissionais, um crescimento de 300% em relação aos números das edições anteriores de 2011 e 2010.
Dos entrevistados, 63% trabalham no estado de São Paulo, 6% no Rio de Janeiro, 5% em Minas Gerais, 4% na Bahia, 3% no Paraná e Rio Grande do Sul, 2% em Pernambuco e em Santa Catarina.
Enquanto que na edição anterior da pesquisa, quase 40% dos entrevistados era da área operacional, em 2012 esse número caiu para 17%. Em compensação, dos participantes, quase 30% ocupa cargos de alta gerência, 26% de média gerência, além de 5% de diretoria e 2% de presidência. Vinte e cinco porcento dos entrevistados ocupa o cargo há menos de um ano, 28% entre 1 e 2 anos, 22% entre 3 e 4 anos, 12% entre 5 e 7 anos e 14% há mais que sete anos.
A maior parte dos profissionais é do sexo masculino (59%) e 31% tem entre 27 e 33 anos, seguidos por 18% entre 34 a 40 anos, 15% de 24 a 27 anos e 10% entre 18 e 23 anos.
Dos profissionais ouvidos, 29% atuam em Logística há mais de 10 anos, 21% de 4 a 7 anos, 21% de um a três anos, 16% há menos um ano e 13% de sete a 10 anos. Dentre eles 86% não possui experiência profissional internacional em logística
O nível de escolaridade do profissional de logística é bastante elevado. De acordo com a pesquisa, 43% possui Ensino Superior, 39% Pós-Graduação e 4% Doutorado. Dentre os cursos, 61% é da área de Logística, 22% Administração e 10% Engenharia. Dentre os entrevistados, 39% declarou conseguir se comunicar em inglês nos ambientes de negócios e 29% em espanhol. Dentre os entrevistados, 29% declararam ter investido até R$ 3 mil na carreira nos últimos três anos, 20% de R$ 5 mil a R$ 10 mil e 11% acima de R$ 20 mil. A maior parte do investimento (56%) foi realizado pelo próprio profissional e 14% por empresas. Por ambos (empresa e profissional), o percentual foi de 27%.
Quanto à remuneração, a maior parte dos entrevistados (24%) declarou receber entre R$ 3 mil e R$ 6 mil mensais; 22% entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, 17% entre R$ 6 mil e R$ 12 mil e 7% entre R$ 12 mil e R$ 24 mil.
Setenta e três porcento dos entrevistados trabalham em empresas nacionais e 27% em multinacionais. Dentre elas 43% são do setor de serviços, 32% da indústria, 18% comércio e 7% educação. Nessas empresas, o nível hierárquico do principal executivo de Logístico é 34% de Diretoria, 26% de Gerência e 17% de Presidência.
Quando questionados sobre quais cursos de capacitação têm interesse, 55% respondeu Custos Logísticos, 51% Gestão de Projetos Logísticos, 45% Logística internacional, 42% Logística Reversa, 40% Lean Supply Chain Management e 39% Cadeia de Suprimento.
“Essa edição da pesquisa teve uma amostragem muito consistente e demonstra como o profissional de logística é bem preparado, disputado, bem remunerado e que vem ocupando cargos cada vez mais cargos estratégicos dentro das empresas, ligados às áreas de planejamento, análise e inteligência. Ao mesmo tempo, é um profissional que sabe da importância da capacitação, investe de forma crescente nesse aspecto e tem interesse em ampliar seus conhecimentos. Isso comprova como vem aumentando o grau de importância que a logística tem nos negócios como item primordial de competitividade”, avalia o organizador da pesquisa, Fabiano Stringher, da Fundação Vanzolini, que realizou o levantamento em conjunto com a Associação Brasileira de Logística – ABRALOG, Fatec, Universidade Cruzeiro do Sul e Senai.
O levantamento está em sua terceira edição e tem por objetivo acompanhar registrar as principais características do profissional de logística e sua evolução. Ao longo de 27 questões é traçado o perfil do profissional e como a logística está posicionada na empresa onde trabalha. Capacitação, remuneração e as responsabilidades da área de logística nas empresas foram os principais aspectos abordados.

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Pela segunda vez no ano, média diária das vendas foi superior a US$ 1 bilhão


Em setembro de 2012, as exportações brasileiras somaram US$ 19,9 bilhões e alcançaram a segunda maior média diária para os meses, com US$ 1,053 bilhão. Esta média somente foi ultrapassada pelo resultado de setembro do ano passado (US$ 1,109 bilhão). As médias de setembro e de maio deste ano (US$ 1,055 bilhão) foram também as únicas acima do patamar de US$ 1 bilhão verificadas em 2012.

No resultado das importações (US$ 17,4 bilhões), o desempenho médio diário de setembro (US$ 918 milhões) foi o segundo maior da série histórica, inferior apenas à média de setembro de 2011 (US$ 963 milhões). O saldo da balança comercial no mês foi de US$ 2,6 bilhões e a corrente de comércio somou US$ 37,4 bilhões.

Em entrevista coletiva para analisar os dados da balança comercial mensal, realizada hoje no auditório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, destacou a recuperação entre os produtos de maior valor agregado da pauta de exportações brasileira.

“As vendas de produtos manufaturados tiveram crescimento de 2,9% na comparação com setembro do ano passado, o que foi importante para conter a queda no mês”, disse Tatiana. Neste comparativo, as exportações mensais tiveram redução de 5,1%, provocada pelas retrações nas vendas de produtos básicos (-7,9%) e de semimanufaturados (-15,6%).

As exportações de produtos manufaturados que se destacaram, no comparativo, foram: máquinas para a fabricação de celulose (com crescimento de 1.235% e vendas de US$ 145 milhões), óleos combustíveis (183,7%, US$ 325 milhões), etanol (149,4%, US$ 331 milhões), motores e geradores elétricos (52,7%, para US$ 215 milhões),

Os principais mercados de destino das exportações brasileiras em setembro foram: China (US$ 3,145 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,021 bilhões), Argentina (US$ 1,480 bilhão), Países Baixos (US$ 1,086 bilhão) e Japão (US$ 774 milhões).

Já em relação às origens das importações mensais brasileiras, os principais países foram: China (US$ 2,913 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,496 bilhões), Argentina (US$ 1,323 bilhão), Alemanha (US$ 1,063 bilhão) e Coreia do Sul (US$ 828 milhões).

Fonte:Assessoria de Comunicação Social do MDIC

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De janeiro a agosto o faturamento do setor de máquinas cresceu

0,3%


O déficit comercial da indústria de máquinas e equipamentos do Brasil no acumulado do ano até agosto teve o primeiro recuo para o período desde 2005, apoiado pelo câmbio, mas o setor mantém posição de cautela diante da participação ainda elevada das importações no mercado interno. No período de janeiro a agosto de 2012 o faturamento do setor cresceu 0,3%.

Segundo a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o déficit da balança do setor caiu 3,1% no acumulado do ano até agosto ante o mesmo período de 2011, para U$ 11,77 bilhões.

Desoneração

Neste mês de setembro, o governo brasileiro anunciou medidas de desoneração da folha de pagamento para mais de 25 setores, entre eles os fabricantes de máquinas e equipamentos, após ter reduzido no final de agosto os juros da linha de financiamento PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para aquisição de bens de capital. A taxa caiu a 2,5% ao ano para estimular o setor.

Segundo a Abimaq, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos em agosto subiu 2,1% sobre julho, para R$ 6,86 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2011, houve queda de 6,6%. No acumulado do ano até o mês passado, as vendas ficaram praticamente estáveis, com oscilação positiva de 0,3%, para R$ 53,68 bilhões.

Conforme informações da agência Reuters, o setor encerrou agosto com alta de 18,3% nas exportações sobre julho, para US$ 1,22 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 2,45 bilhões, crescimento de 5% na comparação mensal.

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Por Paulo Skaf*

A Medida Provisória 579 do Governo Federal, que estabelece redução média de 20,2% das contas de energia elétrica dos brasileiros, é uma luz no buraco negro da competitividade do País, somando-se a outros avanços recentes como a queda dos juros, a revisão do câmbio, as desonerações tributárias e o pacote de obras de logística e transporte em regime de parceria público-privada. A eletricidade mais barata terá impacto positivo em toda a economia, contribuindo para a queda da inflação e redistribuindo renda.

Foi exatamente pela consciência sobre o amplo significado dessa medida que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou, no ano passado, a campanha “Energia a Preço Justo”. Mobilizamo-nos na mídia, participamos de audiências públicas sobre o tema, sensibilizamos o Poder Legislativo, dialogamos com o governo e ingressamos com representação no Tribunal de Contas da União – TCU, no qual questionamos asrazões que mantinham o preço alto.

Os motivos de termos 80% de nossa matriz energética em hidrelétricas, a forma mais barata de produzir energia, e a terceira conta de luz mais cara do mundo eram absolutamente equivocados e inaceitáveis. Os brasileiros estavam bancando indevidamente, todos os meses, a parcela relativa aos investimentos feitos na construção das usinas. Isso, contudo, já havia sido pago há muitos anos. Hoje, as geradoras vendem o megawatt-hora por 90 reais, mas segundo os estudos da Fiesp, pelo menos 70 reais representam amortizações já pagas há muito tempo.

As concessionárias que decidirem manter o preço atual terão de disputar os leilões a partir de 2015; as que quiserem antecipar para 2013 a redução farão uma espécie de contrato de prestação de serviços. O mais importante é que o barateamento das contas de luz seja efetivado, e para todos os brasileiros, já no próximo ano. E que, nesse barateamento, se atinja o preço justo.

Por isso é que nós continuaremos acompanhando a medida e o modelo adotado, que tem que ser realizado com transparência. Mesmo que algumas empresas queiram manter os preços até 2015, o barateamento seráviável, pois o Sistema Eletrobrás já aderiu, e ele representa 60% da geração e 80% da transmissão da energia elétrica no País. Outras companhias estão avaliando a medida, e não escondem seu descontentamento com ela. Contudo, é melhor desagradar alguns poucos para beneficiar 190 milhões de pessoas. Ainda nas contas da Fiesp, o preço justo da energia injetará R$ 24 bilhões ao ano na economia, ou R$ 720 bilhões no bolso de todos os brasileiros em 30 anos, prazo médio de uma concessão elétrica.

Por todas essas razões, a MP 579 foi uma conquista da sociedade, capitaneada pela Fiesp. Em nossa campanha, colhemos milhares de assinaturas, dando visibilidade a uma questão que passaria despercebida. Parecia haver um acordo tácito para se prorrogar novamente as concessões, à revelia de nossa Constituição, sem redução de preços. Fizemos a nossa parte, chamando a atenção para algo que seria muito danoso ao País. A presidenta Dilma Rousseff, uma profunda conhecedora da matéria, acabou fazendo o que é certo. Agora, é efetivar os descontos na conta de luz de todos os brasileiros a partir de janeiro de 2013.

*Paulo Skaf é o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

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Estudo realizado pela PwC Brasil com fornecedores de bens e serviços para a indústria naval, de óleo e gás e operadoras de blocos exploratórios detectou que 68% dos entrevistados (2/3 da amostragem) são favoráveis à existência do percentual mínimo de Conteúdo Local nas rodadas de licitações promovidas pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A nova regulamentação tem como foco promover mais capacitação de recursos locais, crescimento da indústria nacional, geração de emprego e renda e desenvolvimento tecnológico. Apesar do amplo apoio das empresas, quase 70% dos entrevistados acham que as regras não são claras e precisam sem detalhadas de maneira mais eficaz para garantir não só o cumprimento, mas os resultados desejados pela Agência.

Fonte:Imagem Corporativa

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Artigo: Irmã África

Icone Análise,Artigo,Economia | Por em 19 de setembro de 2012

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Por João Guilherme Sabino Ometto*

Considerada a identidade histórica entre nossos povos, foi muito oportuna a recente realização do seminário “Investindo na África: Oportunidades, Desafios e Instrumentos para Cooperação”, com o qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) comemorou seus primeiros 60 anos. Transcendendo à diplomacia e ao discurso, o evento teve conteúdo prático. A própria instituição brasileira de fomento anunciou investimentos de R$ 6,5 milhões para estudo técnico de avaliação de viabilidade de produção de biocombustíveis nos países membros da UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano).

Ainda na área energética, segundo a Petrobras, descobertas recentes e o sucesso da África no mundo do petróleo aumentam a sua atratividade para a estatal. A Eletrobras, de sua parte, já havia informado que  planeja iniciar a construção de usina hidrelétrica e duas linhas de transmissão em Moçambique a partir de 2013. O BNDES defendeu, ainda, a criação de um fundo para financiar projetos de infraestrutura, logística e desenvolvimento social no continente.

Os dados reforçam um processo de aproximação intensificado no Governo Lula e continuado pela presidente Dilma Rousseff, que visitou nações africanas no final do ano passado. A Fundação Alexandre de Gusmão, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, seu Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais e seu Centro de História e Documentação Diplomática têm promovido cursos especiais de elevado padrão acadêmico para diplomatas africanos. O Senai também participa desse esforço integrador, realizando trabalho na implementação de projetos de cooperação técnica (capacitação de profissionais) em mais de uma dezena de países africanos.

Na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), tenho recebido presidentes e chefes de estado das nações africanas, dos quais ouço a simpática definição: “O Brasil é a África que deu certo”, o que justifica intensificar as crescentes parcerias. Entre 2006 e 2011, nossa corrente de comércio com o continente africano quase dobrou, saindo de US$ 15,6 bilhões para US$ 27,7 bilhões. O número reforça a tendência de crescimento registrada na última década. Apenas como referência, em 2004 foram US$ 10,4 bilhões. Excetuando-se o ano de 2009, quando o Brasil teve superávit de US$ 227 milhões, desde 2004 a balança comercial com a África é deficitária.

Há, sem dúvida, grande potencial para ampliar os investimentos e o intercâmbio comercial. O secretário-geral adjunto da ONU, Carlos Lopes, salientou que em várias regiões da África já há unidade monetária e integração aduaneira. Este modelo, que causa estragos na Europa, não apresenta problema para os africanos, cujos bancos não quebraram na crise financeira. Ao contrário do que muitos imaginam, as commodities representam apenas 30% do PIB do continente, que também quadruplicou suas reservas nos últimos quatro anos.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, entende que a integração apresenta oportunidades para grandes empresas e companhias de médio porte. Os setores mais atrativos são os de açúcar e álcool, telecomunicações, energias renováveis, petroquímica, siderurgia, indústria automotiva, bens de capital, varejo, transportes, serviços bancários e fármacos. Segundo os africanos, a esses setores também podemos somar: mineração, infraestrutura, turismo e agricultura.

O economista-chefe do Banco Africano de Desenvolvimento, Shem Simuyemba, apresentou números do programa para o Desenvolvimento da Infraestrutura (PIDA), além de previsões que apontam um crescimento econômico de 6% ao ano, entre 2010 e 2040, para o continente que vem consolidando a democracia. As obras energéticas têm custo estimado de US$ 40 bilhões e o programa de transportes, US$ 25 bilhões. Porém, os 36 projetos previstos ainda não têm funding. Constituem, assim, grandes oportunidades de investimento.

Não há dúvida de que, no processo de diálogo e ampliação do intercâmbio Sul-Sul, faz muito sentido intensificar a integração brasileiro-africana. Os afrodescendentes representam parcela expressiva de nossa população e são responsáveis por numerosos e ricos elementos de nossa cultura. Sua presença e influência, do mesmo modo, são marcantes na economia. Nossa agricultura, por exemplo, foi tropicalizada com a sua participação e conhecimento de técnicas de cultivo. A da Europa não. A nossa funcionou; a do Velho Continente, nem tanto. Povos irmãos, temos todos os motivos do mundo para caminharmos mais juntos na luta pelo desenvolvimento.

*João Guilherme Sabino Ometto é engenheiro (EESC/USP), vice-presidente do Grupo São Martinho e da Fiesp e coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da entidade.

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Presidente vetou item da MP 563/2012 que desonera alimentos essenciais
A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) lamentam o veto da Presidente, publicado nesta terça-feira (18/09), à desoneração do Pis/Cofins e IPI incidentes sobre os alimentos que compõem a cesta básica, contida na Medida Provisória 563/2012. Os benefícios dessa desoneração atingiriam diretamente toda a sociedade brasileira, em especial 70% das famílias que utilizam mais de 30% da sua renda para a compra de alimentos, como mostram, há anos, estudos da Fiesp.

A desoneração seria o primeiro passo para corrigir uma grande distorção que contraria as próprias políticas sociais do governo federal: as famílias menos abastadas pagam proporcionalmente três vezes mais tributos do que aquelas com maior renda.

“Reconhecemos que o governo está no rumo certo quando anuncia desonerações na folha de pagamento de vários setores e veta as modificações no conceito de receita bruta que reduziriam o efeito dessas desonerações, mas erra ao não aliviar os alimentos da cesta básica”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

A justificativa dada pela Presidente ao veto foi a criação de um grupo de trabalho que irá discutir a composição da cesta básica e também a desoneração do imposto estadual (ICMS), que representa praticamente 50% do total dos tributos sobre alimentos no Brasil.

“O governo deixa de dar o exemplo aos Estados ao não desonerar os tributos que dependem exclusivamente do ato do Executivo Federal. A Fiesp continuará trabalhando para que essa importante conquista para a sociedade brasileira seja alcançada.”

Fonte: Fiesp e Ciesp

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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