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Indústria 4.0: Motor do desenvolvimento

Icone Análise,Artigo | Por em 26 de novembro de 2018

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Liliane Bertoluci

Liliane Bertoluci

*Por Liliane Bortoluci

O estudo da Confederação Nacional da Indústria, “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia” estima que, caso o Brasil mantenha a taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto registrada na última década (1,6%), levará mais de meio século para alcançar o PIB per capita dos países desenvolvidos.

Para reduzir esse prazo, a entidade calcula a necessidade de, no mínimo, dobrar o PIB brasileiro nos próximos anos e, para que isso aconteça, é preciso ampliar – ou, pelo menos, não reduzir – o potencial de expansão da indústria. “A indústria tem o poder de estimular outros setores, além de ser um dos principais agentes da inovação tecnológica”, diz o estudo.

A solução passa indiscutivelmente pelo avanço da Indústria 4.0. Também chamada de Manufatura Avançada, Indústria do Futuro e Fábrica Inteligente, a Indústria 4.0 se caracteriza pela integração dos processos de produção com o ambiente virtual, por meio de modernas tecnologias, como Comunicação Máquina-Máquina, Big Data, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Armazenamento em Nuvem, Robótica Avançada e outras.

“O desenvolvimento da Indústria 4.0 tem sido fundamental nas estratégias de empresas líderes e na política industrial das principais economias desenvolvidas. A incorporação de tecnologias digitais é essencial para o aumento da produtividade e, consequentemente, para o crescimento do País”, alerta a CNI.

Tendo em vista que o desenvolvimento da Indústria 4.0 está no centro das estratégias de política industrial dos países desenvolvidos e da necessidade do Brasil em agilizar esse processo para diminuir o gap de competitividade no mercado internacional, o estudo, que integra um conjunto de documentos entregues pela CNI aos candidatos à presidência da República, faz algumas recomendações.

Entre elas: priorizar políticas de difusão e indução à adoção de novas tecnologias, disponibilizar mecanismos específicos para promover o desenvolvimento tecnológico, ampliar e melhorar a infraestrutura de telecomunicação (em especial a banda larga), aperfeiçoar os aspectos regulatórios que afetam o desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil, facilitar a articulação entre os órgãos públicos responsáveis pelas políticas ligadas à Indústria 4.0 entre si e também com o meio empresarial.

Em que pese a urgência dessas medidas e muitas outras que têm por finalidade destravar o avanço da Indústria 4.0 no Brasil, é vital ressaltar que a iniciativa privada vem fazendo sua parte para “democratizar” o acesso à grande parte da tecnologia necessária.

Quem visitou a última edição da Feimec (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos), em abril, pôde constatar o quanto a evolução das plantas fabris para os conceitos da Indústria 4.0 é viável. O Demonstrador de Manufatura Avançada em operação naquela feira foi desenvolvido pela ABIMAQ e um notável grupo de parceiros (públicos e privados) em apenas três meses, com equipamentos e sistemas disponíveis no Brasil e acessíveis a todos os segmentos.

A Robótica Avançada é uma das principais tecnologias da Indústria 4.0. Os robôs colaborativos tiveram forte presença não só no Demonstrador, mas também nos estandes de diversos fabricantes. Diferente dos modelos convencionais, que precisavam fazer uma única ação repetidas vezes, na Robótica Avançada os robôs são programados para executar diferentes tarefas simultaneamente.

Mais seguros e versáteis, eles desempenham funções no mesmo ambiente e até interagindo com os profissionais em diferentes áreas da indústria, sem necessidade de isolamento por cercas e proteções.

Grande parte dos fabricantes que estiveram na Feimec participa no próximo ano da EXPOMAFE, em maio, no São Paulo Expo, que tem a Automação Industrial entre seus focos principais (juntamente com as máquinas-ferramenta). Mais uma vez, o que se espera é uma exposição da mais alta tecnologia, num ambiente propício à negociação com grandes marcas nacionais e internacionais.

Há um longo e árduo caminho para o nosso País percorrer na corrida dos mercados mundiais e o novo governo, seja qual for, precisa estar sensível às demandas por uma política de desenvolvimento industrial que ajude a diminuir nossa desvantagem. Do lado de cá, estamos fazendo nossa parte para que a tecnologia chegue mais rápido, para mais empresas e nas melhores condições.

Do lado de cá, estamos fazendo nossa parte para que a tecnologia chegue mais rapidamente, para mais empresas e nas melhores condições, por meio do nosso canal de marketing digital, que mantém contato com o setor consumidor de máquinas-ferramenta e robôs durante os 365 dias do ano.

*Diretora da Informa Exhibitions, promotora da EXPOMAFE – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial.

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MerieuxNutriScienceA China é a maior produtora de agroquímicos do mundo. De acordo com o Conselho Chinês para Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), em 2017, a produção de defensivos agrícolas foi de mais de três mil toneladas e o faturamento anual do segmento chegou aos 308 bilhões de iuanes.

Os avanços do mercado chinês estão diretamente relacionados com o desenvolvimento de novos produtos e os constantes investimentos em novas tecnologias e na melhora do processo produtivo dos defensivos. “O setor é um dos que mais cresce no país, pois as empresas têm capacidade para investir na produção de ingredientes ativos, que estão com as patentes quase expirando, como piraclostrobina e protioconazol, assim como produtos mais antigos como Glifosato, 2,4-D e Atrazina, conta a Gerente de Agroquímicos de Xangai da Mérieux NutriScience, Kathy Zhu.

Devido ao protagonismo brasileiro na produção agrícola, que acarreta no consumo de insumos, a China passou a procurar o Brasil para realização de estudos e análises, principalmente dos ativos de agroquímicos genéricos, com o objetivo de registrar os produtos e ingressar no mercado do país. “A procura pelo Brasil deve-se a atratividade do nosso mercado, pois somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Além disso, com o objetivo de registar produtos no país e considerando o alto nível de exigência técnica das autoridades reguladoras MAPA, ANVISA e IBAMA, muitos fabricantes chineses optam por realizar os estudos em laboratórios brasileiros, que possuem conhecimento sobre as exigências especificas dos órgãos, assim como proximidade e acesso para manter discussões técnicas quando necessário. Os estudos realizados aqui também são aceitos nos países membros da OCDE, o que facilita o registro e posteriormente a venda do defensivo em outros mercados”, explica o Gerente de Desenvolvimento e Suporte Técnico da Mérieux NutriScience, Roberto Sardinha.

Para atender à crescente demanda chinesa, a Mérieux NutriScience desenvolveu um modelo de negócios especial para o país. Desde 2010, a companhia conta com um laboratório e uma equipe dedicada em Xangai.  Hoje, cerca de 50% da receita da empresa vem dos negócios realizados em território chinês. “Nos últimos anos, o market share da China em defensivos agrícolas vem crescendo de forma exponencial, por isso decidimos investir fortemente nesse mercado e os resultados obtidos até o momento são muito positivos”, afirma Sardinha.

A Mérieux NutriScience oferece ao mercado chinês todos os estudos necessários para o registro de produtos técnicos, que são as matérias primas com altas concentrações dos ingredientes ativos e dos formulados. Entre os testes mais procurados pela China, está o estudo de Cinco Bateladas, que analisa a composição química do produto, avaliando a quantidade de ingredientes ativos e as impurezas presentes.

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economiaO Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, apresenta resultado 8,5% maior que em 2017 no acumulado do primeiro semestre. O índice aponta a intenção da indústria em lançar produtos a partir dos pedidos de registro de códigos de barras. Em comparação com o mês anterior, o índice apresenta queda de 18,4% no dado dessazonalizado.

Apesar do desempenho no mês de junho ter sido negativo, o resultado acumulado nos primeiros seis meses de 2018 apontam recuperação. O fechamento acumulado de janeiro a março foi de 13,2% e de abril a junho foi de 4,7% superior aos mesmos períodos do ano anterior. O resultado positivo é um indício da retomada da confiança do empresário para o lançamento de novos produtos. É possível observar no resultado acumulado de 12 meses que a recuperação tem sido gradual, mas constante.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, com avanço de 72% e 38,2% respectivamente. O desempenho elevado foi principalmente uma recuperação do resultado dos trimestres anteriores. Na regiões Sul e Sudeste, o crescimento ocorreu em quase todos os estados, com exceção para o Rio de Janeiro que recuou 24% no 2º. Trimestre.

De todas as regiões brasileiras, o Nordeste é a que apresenta maior oscilação, alternando entre meses positivos e negativos. É importante salientar que o lançamento de produtos na região é menor que nas outras regiões do país, tornando as variações mensais e trimestrais mais evidentes. O desempenho setorial para o trimestre foi ameno, com resultados positivos para Alimentos, Têxtil e Produtos Diversos. O setor de Alimentos tem se desenvolvido com pequenas alterações no indicador para comparações trimestrais. Já o setor de bebidas, após um avanço em lançamento de produtos, recuou neste trimestre, embora o início de ano tenha sido aquecido. Os setores têxtil e de produtos diversos vem caminhando de forma favorável em 2018, com resultados positivos.

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autoEm alguns países o uso de robôs industriais já é um tanto comum, na China, por exemplo, o número de unidades vendidas por ano chega até 90 mil, enquanto no Brasil esse número bateu 1,8 mil em 2016 e cerca de 1,5 mil robôs são instalados anualmente no país. Mas o governo pretende mudar esses números. Recentemente foi anunciado o crédito de R$ 9,1 bilhões para a modernização da indústria e se espera que o setor produtivo invista outros US$ 250 milhões.

À medida que essas mudanças começam a ser iniciadas, foi anunciado também que os impostos de importação para aquisição de robôs industriais não produzidos no Brasil seria zerado. A alegação é que os robôs  agregam em diversos setores da economia, como de alimentos, bebidas e automóveis. “No mercado de robotização estamos em uma transição para a robótica colaborativa. Essa transição traz novos desafios regulatórios e de compreensão de como esses processos serão inseridos na planta. A ABDI tem trabalhado junto com o MDIC na melhora do ambiente regulatório, como a NR12 e também na criação de testbeds que permitam identificar elementos importantes para a criação de business cases nessas áreas e outras tecnologias da indústria 4.0” explica Bruno Jorge, Coordenador de Indústria 4.0 da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A redução de custos tem sido um grande vetor para o aumento da automação no Brasil e isso deve se acelerar nos próximos anos. Até 2019 o volume de robôs tende a aumentar no Brasil consideravelmente acompanhando a retomada econômica. O IFR (International Federation of Robotics) aponta que, no mundo, o setor da indústria deve adquirir 400 mil robôs industriais e que serão 3.500 novas unidades nas fábricas, mais que o dobro de registros em 2015, que foi de 1.407 unidades.

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indA atividade siderúrgica está numa encruzilhada na qual: por um lado convive com o excesso de capacidade de produção, particularmente da China, que põe em risco a estabilidade do mercado e as operações das empresas; e por outro, com a aplicação de medidas protecionistas (Seção 232 dos EUA, salvaguardas da União Européia e da Turquia) que distorcem os fluxos comerciais, causando grandes impactos no comercio regional.

Diante desse cenário de alto risco, a Alacero faz um apelo para que os governos latino-americanos trabalhem de forma coordenada em medidas preventivas que evitem efeitos adversos sobre a geração de renda e de empregos na região e assegurem condições de competição leal e comercio justo no mercado regional.

A problemática da indústria do aço:

A estrutura da indústria está sendo modificada por uma crescente estatização, enquanto as empresas latino-americanas operam em condições de mercado e sem apoio financeiro dos Governos.
O excesso de capacidade de produção de aço, estimado em 600 milhões de toneladas pela OCDE, e liderado pela China, segue sem solução e o problema se agrava diante do anúncio de novos investimentos para capacidades adicionais.
As principais economias do mundo estão aplicando medidas para defender os seus mercados dos efeitos provocados pelo excesso de capacidade existente no mundo.
Ademais do excesso de capacidade, persistem práticas de comércio desleal de aço, como dumping e subsídios.
A aplicação dos instrumentos de defesa comercial da Organização Mundial do Comercio (OMC) não tem sido suficientemente efetivas.
Desta forma, a Alacero solicita aos governos da América Latina que:

Atuem junto ao G-20 para ratificação do compromisso político de resolver a crise da indústria do aço na próxima Reunião de Líderes 2018 que será na Argentina.
Sejam aplicados, de forma efetiva e imediata, os 6 princípios acordados na Reunião do G-20 de novembro de 2017.
A curto prazo, realizem, em tempo real, o monitoramento aduaneiro das importações e exportações para evitar desvios de comércio.
Reforcem a aplicação dos instrumentos de defesa comercial preconizado pela OMC.
Se desenvolva um sistema de acompanhamento permanente da situação da indústria nos principais países e blocos econômicos.

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unnamed*por Ingo Pelikan

É crescente a necessidade de integração na cadeia automotiva. Por um lado, os sistemas industriais avançam em direção à Indústria 4.0, que demanda inovações nos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos produtivos. Por outro, os veículos – cada vez mais conectados, elétricos, autônomos e compartilhados – passam pela disrupção de suas tecnologias.

Em paralelo, os modelos de negócios ainda enfrentam fase de transição na indústria automotiva. Já começam a sair do clássico ‘montadoras, sistemistas e fornecedores’ para incluir os desenvolvedores de soluções para o transporte, uma vez que o veículo se tornou serviço, o motorista virou passageiro e, como tal, deseja ter uma série de facilidades para se locomover.
Neste contexto de profundas inovações, a interação do setor – entre os diferentes elos envolvidos em todo o processo, do desenvolvimento à manutenção do veículo – precisa ser fortalecida para que haja troca de experiência e velocidade de informação. Do contrário, os riscos da não integração são grandes, a começar por falta de transparência e perda de tempo na coleta de informações.
Outro grande impacto é a tomada de caminhos divergentes, que provavelmente devem se chocar em algum momento e exigir grandes retrabalhos. Como a execução de tarefas se mostra cada vez mais veloz em toda a cadeia, trilhar um caminho que seja errado poderá exigir enorme tempo para a sua correção, o que deve gerar atrasos na evolução exigida pelo mercado.
É essencial um entendimento comum sobre as demandas de inovação para tomadas de decisão mais assertivas, afinal as organizações devem colocar no radar de investimentos para os próximos anos altos aportes em inovação, tanto de produtos, quanto de processos de fabricação. Esse movimento envolverá uma gama de empresas que não estarão restritas às tradicionais da cadeia automotiva.
 
*Ingo Pelikan é presidente do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA)

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blog indO mercado de trabalho no Brasil deverá registrar um notável crescimento em 2018. A expectativa para este ano é que 87% das empresas abram novas vagas de trabalho, conforme Análise de Tendências e Salários do Brasil 2018, estudo publicado pela Hays.

De acordo com a análise, o setor de óleo e gás, que foi um dos mais afetados pela crise política brasileira e global, deverá voltar a se recuperar em 2018. Desde setembro e outubro de 2017, o mercado se esforça para registrar crescimento no país. A retomada do setor será impulsionada principalmente por empresas internacionais que estão voltando a atuar no Brasil.

Em 2017, um dos desafios enfrentados pelo mercado foi a questão salarial. As empresas  passaram a oferecer bônus cada vez menores, além de reduzirem salários e benefícios. “Mesmo com as reduções salariais, os especialistas desse setor tiveram dificuldade em encontrar oportunidades de trabalho no ano passado. Isso fez com que profissionais sêniores optassem por ocupar posições mais juniores, reduzindo sua faixa salarial”, afirma Raphael Falcão, diretor da Hays Experts.

Ainda conforme o estudo, a retomada do crescimento do mercado de óleo e gás acontecerá de forma gradativa. A tendência é que as empresas ofereçam processos seletivos mais demorados para novas vagas de trabalho. Para esse setor, os perfis mais procurados são os que tenham inglês e espanhol, assim como profissionais generalistas com experiências internacionais.

Em 2018, a demanda por posições de avaliações sísmicas poderá voltar a crescer, principalmente por conta das rodadas de 2017. Segundo a Análise e Tendências e Salários do Brasil deste ano, o setor ainda precisa de tempo para se reerguer, mas já está apresentando indicativos de melhora.

As posições mais solicitadas para o setor este ano são:

-       Geólogo

-       Geofísico

-       Petrofísico

-       Analista/Gerente econômico/Operacional para O&G

-       Gerente regulatório

 

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economiaApesar da recuperação lenta da economia, a indústria começa a desatar um nó importante para a volta dos investimentos. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 52,4% dos setores da indústria de transformação já voltaram ou estão perto de voltar ao padrão histórico de ocupação da capacidade das fábricas.
A ocupação das linhas de produção vem acontecendo de forma gradual e ainda há pesos-pesados, como as indústrias de automóveis e metalúrgica, entre os retardatários do processo. Mas, desde novembro, a indústria vem usando por volta de 78% de sua capacidade produtiva, um nível de aproveitamento que não era visto havia 20 meses.
Apesar de mostrar muita oscilação, o dado engatou trajetória de alta quando, no começo do ano passado, o consumo dos produtos no Brasil começou a sair do buraco e se encontrou com o crescimento das exportações, até então a válvula de escape das empresas diante da falta de demanda interna.
Com isso, alguns setores já voltaram a operar dentro de um nível considerado normal de utilização da capacidade produtiva. Números calculados pela CNI a pedido do Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostram que, entre novembro e fevereiro, cinco dos 21 ramos da indústria de transformação operaram em patamar parecido ou até acima da média histórica de uso da capacidade instalada – entre eles, as indústrias de papel e celulose e farmacêutica.
Outros seis setores – numa lista que inclui as fábricas de produtos têxteis, de vestuário e de móveis – estão perto de voltar à normalidade, apresentando uma ociosidade inferior a 1% em relação à média histórica. As fábricas, vale observar, costumam preservar uma folga em relação ao potencial máximo de produção para não serem surpreendidas por momentos de superaquecimento de demanda. “Alguns setores já estão conseguindo colocar o nariz para fora d’água”, disse Marcelo Azevedo, economista da CNI.
Distância
Abaixo dessa “linha d’água”, dez atividades estão mais longe de resolver a questão da ociosidade deixada pela crise. Esse grupo inclui setores de grande peso na atividade industrial, casos das indústrias automobilística, metalúrgica e de produtos químicos, assim como os fabricantes de alimentos e bebidas. Somados à indústria de máquinas e equipamentos, e a outros ramos também presentes nessa lista, representam 41% do PIB industrial.
“Ninguém quer administrar novamente uma situação de excesso de estoque nos pátios das fábricas porque isso significa grande prejuízo. Para religar máquinas e contratar mais, as empresas precisam ter certeza sobre o que vem pela frente”

 

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saneamento*Elias Oliveira

 

Apesar de um leve avanço, a situação do saneamento básico no Brasil ainda é muito grave e faz com que metade da população ainda não tenha acesso a esgoto tratado: são mais de 100 milhões de pessoas afetadas, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Além disso, segundo a instituição, 34 milhões de brasileiros não recebem água tratada.

Também preocupa o fato de o país produzir cerca de 9 mil toneladas por dia de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) – essa é a parcela orgânica dos efluentes dos esgotos domésticos. Desse total, apenas 39% são removidos pelas Estações de Tratamentos de Esgoto (ETEs), de acordo com levantamento divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades, no “Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas”.

Ao avaliar todas essas informações, podemos concluir que a situação de saneamento em nosso país é bem crítica. Assim, devemos utilizar o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para debater o assunto, pois a situação impacta diretamente na saúde da população, sobretudo com a proliferação de mosquitos transmissores e o consequente aumento dos casos de febre amarela, dengue, chikungunya e vírus zika.

Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito. Outras doenças, como a febre tifoide, hepatite A e E, pólio e cólera também são potencialmente causadas pela falta de tratamento da água.

Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afeta diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde.

Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos.

Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas e produtos altamente eficazes e seguros, como o Cloro, ideal para desinfecção de águas e esgoto. Soluções à base de cloro já são aplicadas há mais de cem anos, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas. É o meio mais eficaz e barato para prevenir doenças, eliminar parasitas, vírus, fungos e bactérias.

Ter água limpa e saneamento básico é mais que um direito, é sinônimo de qualidade de vida e saúde para a população. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada para um dos grandes problemas do país que necessita urgente de uma solução.

 

*Elias Oliveira é gestor institucional da unidade de negócio Sabará Químicos e Ingredientes, pertencente ao Grupo Sabará, empresa que oferece ao mercado soluções integradas para o tratamento de águas industriais e saneamento básico, garantindo há mais de 60 anos o fornecimento de produtos, equipamentos, assistência técnica e prestação de serviços para a desinfecção de águas em diversos processos industriais.

É membro da Comissão de Estudo de Produtos Químicos para Saneamento Básico, Água e Esgoto da ABNT; Membro da Comissão de Manuseio e Transporte da ABICLOR (Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados); Membro do Comitê Gestor Prodir (Processo de Distribuição Responsável) da ASSOCIQUIM; Membro da Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo; e Coordenador da Sub Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Região de Campinas.

 

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ciclo-da-logistica-reversa*Por Nilo Cini Junior

Nos últimos anos, a sustentabilidade se transformou em um dos temas mais discutidos no setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que estamos utilizando são finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência cada vez mais presente em nossa sociedade.

Seguindo essa forte tendência, o conceito de Logística Reversa também passou a ser muito difundindo no universo corporativo, se transformando em uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade no setor empresarial. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Logística Reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e indústrias se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados a logística reversa. A Lei 12.305/2010, obriga os fabricantes e distribuidores a recolherem as embalagens usadas. Hoje em dia já não basta reaproveitar e remover os refugos do processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o final da vida útil do produto. Por isso, a Logística Reversa está cada vez mais presente nas operações das empresas, desta forma, o investimento para desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a redução do peso dos recipientes, que já colaboram para redução do impacto ambiental, mas também a diminuição dos custos de industrialização por serem mais leves. Além disso, outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as empresas demonstram que estão preocupadas, também, com o meio ambiente.

Há muito desperdício tanto nos processos industriais como nos processos de coleta seletiva e a Logística Reversa possibilita a reutilização desse material ou, se não for possível o reuso, ela promove o descarte correto do mesmo. Dessa maneira, as empresas têm se esforçado para reintegrar os resíduos nos processos produtivos originais, minimizando as substâncias descartadas na natureza e reduzindo o uso de recursos naturais. Fabricantes de bebidas, por exemplo, têm gerenciado o retorno das garrafas desde os pontos de venda até os centros de distribuição.

Em uma pesquisa feita com a cadeia de suprimentos de cervejas e refrigerantes, onde os integrantes terceirizaram o processo de coleta e retorno de embalagens usadas para reciclagem, foi obtida uma economia anual de mais de U$ 11 milhões. Ambos lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor acaba cumprindo com sua consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa produzirá novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócio são geradas e há uma maior inserção no mercado de trabalho para a parcela marginalizada da sociedade.

Para completar, fica evidente que a Logística Reversa é uma maneira eficiente de recuperar os produtos e materiais das empresas que foram descartados, tornando-se peça fundamental para as empresas que querem ser sustentáveis. Atualmente, as empresas modernas já entenderam que além de lucratividade, é necessário atender aos interesses sociais, ambientais e governamentais, para assim atingir a sustentabilidade. É preciso satisfazer os stakeholders, que inclui governo, comunidade, acionista, clientes, funcionários e fornecedores, que avaliam a empresa de diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em difusão no Brasil, já que é aplicada somente por empresas de grande e médio porte. Porém o potencial de crescimento nos próximos anos é muito promissor.

*Nilo Cini Junior é empresário e presidente do Instituto de Logística Reversa (ILOG)

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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