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Novo método é desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, especialistas nacionais e da União Europeia

Elaborar uma metodologia de transferência de tecnologia ecoeficiente que atenda às cadeias da construção civil, automotiva e petroquímica, adaptando métodos internacionais à realidade das empresas nacionais. Essa é a proposta de projeto desenvolvido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com o Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas (PAIIPME) – que é executado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e cofinanciado pela União Europeia. A ideia é fornecer às empresas nacionais acesso ao conhecimento de produtos e processos ecoeficientes, que possibilitem projetos de inovação com esse tipo de transferência tecnológica.

A gerente de Tecnologia e Inovação do IEL/BA, Fabiana Carvalho, explica que hoje, no Brasil, a transferência tecnológica ainda é pouco desenvolvida no ambiente das micro, pequenas e médias empresas e mais presente nas de grande porte – principalmente nos ramos bioquímico-farmacêutico, petróleo e gás, engenharia de aviação, agronegócios e automotivo.

A coordenadora do PAIIPME, Patrícia Vicentini, comenta que “cada vez mais a ecoeficiência é vista como elemento que garante maior competitividade, inclusive tornando-se fator indispensável para a inserção internacional das empresas brasileiras”.

Segundo Fabiana Carvalho, a demanda pela transferência de tecnologia ecoeficiente é maior entre as empresas de grande porte, especialmente as que contam com Sistema de Gestão Ambiental (SGA). “A metodologia trará para as micro, pequenas e médias empresas benefícios como redução dos custos de produção e energia, aumento da competitividade associado à conquista de novos clientes e mercados”, observa a gerente de IEL.

Para o desenvolvimento do novo método, o IEL conta com a consultoria do especialista alemão Jürgen Paegere e do consultor brasileiro Luciano Ivo, da empresa Tibconsult. Eles estão diagnosticando as responsabilidades de cada parte relacionada com a questão da ecoeficiência nas cadeias e empresas, estruturação de uma rede de relacionamento entre gestores do IEL e instituições europeias para a transferência desse tipo de tecnologia, desenvolvimento de um instrumento metodológico e capacitação de gestores.

Após a finalização do método de transferência tecnológica com enfoque nas micro, pequenas e médias empresas brasileiras, será realizado um curso de capacitação para os gestores do Instituto, previsto para ocorrer entre os dias 12 e 15 de abril, em Salvador (BA). Inicialmente o curso contará com a participação de técnicos do IEL dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Ceará e Acre. Um seminário com empresários e técnicos, ainda em planejamento, também deverá ser realizado, em junho.

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Corte & Conformação de Metais 2011 é considerada a 4a maior feira do segmento no mundo e a maior da América Latina. Composta de feira e congresso, a 6a edição do evento reunirá os profissionais das ferramentarias; prestadores de serviços de estampagem; fornecedores e distribuidores de chapas metálicas; fabricantes de estruturas metálicas, portas, telhas, etc.; indústrias de autopeças, automobilística (montadoras), eletrodomésticos, eletrotécnica, eletrônica, telecomunicações, informática, naval, moveleira, aviação, agrícola e ferroviária; caldeirarias.

Corte & Conformação de Metais 2011

 Data: 18, 19, 20 e 21 de outubro

Local: Expo Center Norte, em São Paulo/SP

Informações: http://www.arandanet.com.br/eventos2011/ccm/index.html

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Entenda um pouco mais sobre o MDIC para este ano,no artigo a seguir, cujas ações  mexem diretamente com a economia brasileira.Por Juan Quirós*

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) é estratégico para a remoção dos empecilhos às atividades produtivas, fomento da iniciativa privada, modernização crescente da economia e competitividade do Brasil e suas empresas no comércio exterior. Trata-se, portanto, de um organismo articulador da interação entre os setores público e privado e de ações e políticas voltadas àqueles objetivos, perante pastas como a da Fazenda, Planejamento e Ciência e Tecnologia, bem como autarquias, empresas de economia mista e bancos oficiais.

Definem-se, assim, as vocações do MDIC. Mais do que nunca, dada a afinidade política e pessoal do ministro Fernando Pimentel com a presidente Dilma Rousseff, o órgão tem condições de cumprir seu importante papel, como ocorreu no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi um dos principais responsáveis por uma série de medidas de estímulo ao crescimento e pelo grande salto das exportações no período.

Na presente conjuntura econômica nacional e mundial, são duas as prioridades: defesa comercial e apoio à indústria. Atendê-las é um intrincado desafio para o Ministério, a começar pelo fortalecimento de seu Departamento de Defesa Comercial. O Brasil não pode continuar exposto à verdadeira guerra cambial “declarada” pela China e, de modo mais discreto, encampada pelos Estados Unidos e outros países. Ademais, a subvalorização de algumas moedas soma-se, em algumas nações, a práticas pouco civilizadas e estranhas às leis de mercado, como salários abaixo da linha da dignidade, despreocupação ambiental, subsídios estatais exacerbados e descuido com o controle de qualidade. Tudo isso estabelece concorrência desigual com os produtos brasileiros.

Como se não bastasse, nossas empresas ainda enfrentam as agruras do “Custo Brasil”, composto principalmente pelos juros e tributos muito altos, os encargos incidentes sobre os salários e a deficiência da infraestrutura de transportes. Há, ainda, a crescente e insensata guerra fiscal entre os Estados, travada à revelia do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Acrescentam-se ao “pacote” de nossas desvantagens competitivas as amarras da burocracia.

Cabe ao MDIC atuar com firmeza no sentido de mitigar esses obstáculos. Para isso, são imprescindíveis articulações no sentido de que se realizem as reformas tributária/fiscal e trabalhista, desonerando-se a produção, bem como o fomento de uma eficiente política de exportações, para uma nova arrancada das empresas no mercado internacional. Neste particular, é premente o fortalecimento da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Outra ação urgente é tirar do papel e colocar em prática a política industrial que contabiliza poucos resultados práticos até hoje, pois ela é importante para a estratégia de atração de novos investimentos produtivos.

Como se percebe, é substantiva a agenda da Pasta, que precisa posicionar-se como ombudsman do governo para auscultar os setores produtivos e funcionar como um facilitador do mundo corporativo na emaranhada estrutura da máquina estatal. Caso o MDIC não responda a essas expectativas inerentes ao seu “DNA”, os empresários procurarão outros interlocutores na Esplanada dos Ministérios, como ocorreu em passado recente. Isto seria péssimo, pois segmentaria sobremaneira o diálogo entre os setores público e privado, dificultando a implementação de medidas primordiais para o País.

*Juan Quirós é empresário e presidente, do Grupo Advento e vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base)

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) é estratégico para a remoção dos empecilhos às atividades produtivas, fomento da iniciativa privada, modernização crescente da economia e competitividade do Brasil e suas empresas no comércio exterior. Trata-se, portanto, de um organismo articulador da interação entre os setores público e privado e de ações e políticas voltadas àqueles objetivos, perante pastas como a da Fazenda, Planejamento e Ciência e Tecnologia, bem como autarquias, empresas de economia mista e bancos oficiais.

Definem-se, assim, as vocações do MDIC. Mais do que nunca, dada a afinidade política e pessoal do ministro Fernando Pimentel com a presidente Dilma Rousseff, o órgão tem condições de cumprir seu importante papel, como ocorreu no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi um dos principais responsáveis por uma série de medidas de estímulo ao crescimento e pelo grande salto das exportações no período.

Na presente conjuntura econômica nacional e mundial, são duas as prioridades: defesa comercial e apoio à indústria. Atendê-las é um intrincado desafio para o Ministério, a começar pelo fortalecimento de seu Departamento de Defesa Comercial. O Brasil não pode continuar exposto à verdadeira guerra cambial “declarada” pela China e, de modo mais discreto, encampada pelos Estados Unidos e outros países. Ademais, a subvalorização de algumas moedas soma-se, em algumas nações, a práticas pouco civilizadas e estranhas às leis de mercado, como salários abaixo da linha da dignidade, despreocupação ambiental, subsídios estatais exacerbados e descuido com o controle de qualidade. Tudo isso estabelece concorrência desigual com os produtos brasileiros.

Como se não bastasse, nossas empresas ainda enfrentam as agruras do “Custo Brasil”, composto principalmente pelos juros e tributos muito altos, os encargos incidentes sobre os salários e a deficiência da infraestrutura de transportes. Há, ainda, a crescente e insensata guerra fiscal entre os Estados, travada à revelia do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Acrescentam-se ao “pacote” de nossas desvantagens competitivas as amarras da burocracia.

Cabe ao MDIC atuar com firmeza no sentido de mitigar esses obstáculos. Para isso, são imprescindíveis articulações no sentido de que se realizem as reformas tributária/fiscal e trabalhista, desonerando-se a produção, bem como o fomento de uma eficiente política de exportações, para uma nova arrancada das empresas no mercado internacional. Neste particular, é premente o fortalecimento da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Outra ação urgente é tirar do papel e colocar em prática a política industrial que contabiliza poucos resultados práticos até hoje, pois ela é importante para a estratégia de atração de novos investimentos produtivos.

Como se percebe, é substantiva a agenda da Pasta, que precisa posicionar-se como ombudsman do governo para auscultar os setores produtivos e funcionar como um facilitador do mundo corporativo na emaranhada estrutura da máquina estatal. Caso o MDIC não responda a essas expectativas inerentes ao seu “DNA”, os empresários procurarão outros interlocutores na Esplanada dos Ministérios, como ocorreu em passado recente. Isto seria péssimo, pois segmentaria sobremaneira o diálogo entre os setores público e privado, dificultando a implementação de medidas primordiais para o País.

*Juan Quirós é empresário e presidente, do Grupo Advento e vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

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ABS Consulting comemora o fechamento de contrato com a Rolls Royce, multinacional britânica que fornece sistemas integrados para os setores aéreos, naval e de energia, para atuar estrategicamente em seu novo programa nuclear Engineering Resource Alliance (ERA). Baseado em um inovador modelo de relacionamento com fornecedores, o ERA será implementado na Grã Bretanha nos próximos três anos.

A partir desse contrato, a ABS Consulting demonstra sua vitalidade para novas modalidades de negócio na Europa, que abrangem tanto a indústria de defesa como a participação de empresas civis no setor de energia nuclear.

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Formare é o nome do projeto que tem por objetivo a formação profissional de jovens de famílias de baixa renda 

Com o objetivo de ajudar na formação profissional de jovens de famílias de baixa renda, multinacional alemã fabricante de produtos para automação e sistemas de segurança industrial, ACE SCHMERSAL, inaugurou a sua Escola Formare, importante iniciativa de responsabilidade social, que dará oportunidade de capacitação para 20 jovens, que serão qualificados como operadores de processos de montagem eletroeletrônica.

A Escola Formare é um projeto social e educacional da Fundação IOCHPE que, a partir de parcerias com empresas de grande e médio portes, oferece cursos de educação profissional para jovens de famílias de baixa renda, com idades entre 16 e 18 anos.

E essa parceria foi estabelecida com a ACE SCHMERSAL, que com isso, pretende não só ensinar uma profissão aos jovens, mas também estabelecer uma melhora no seu clima organizacional ao incentivar a atividade voluntária entre seus colaboradores que, após passarem por um processo de capacitação, irão atuar como educadores voluntários em sala de aula. A ACE SCHMERSAL também espera que essa ação sirva de inspiração para que outras empresas também estabeleçam parcerias com o Formare, beneficiando assim um número maior de jovens, integrando-os à sociedade como profissionais.

O Formare será desenvolvido anualmente, e ministrado na própria sede da ACE SCHMERSAL, em uma sala de aula projetada especialmente para atender o projeto e terá carga horária total de 715 horas/aula, mais 110 horas de prática profissional. E visa oferecer cursos de Educação Profissional, sendo as disciplinas elaboradas, acompanhadas e certificadas pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, com foco no negócio da empresa. Todos os alunos, ao término do curso, receberão certificados e serão reconhecidos pelo MEC, com título de Formação Inicial Profissional.

Para participar deste projeto, o jovem precisa ser aluno de escola pública, residir em Boituva, não ter parentes trabalhando na ACE SCHMERSAL, ter renda máxima familiar por pessoa de até meio salário mínimo, e estar cursando o ensino médio.

Enquanto durar o curso, os jovens terão como benefícios bolsa auxílio de meio salário mínimo mensal, assistência médica, transporte, seguro de vida, uniforme e material didático.

Segundo o diretor da empresa, Rogério Baldauf, esse projeto está sendo um sucesso e até o momento somam aproximadamente 80 colaboradores da ACE SCHMERSAL que se inscreveram como Educadores Voluntários. “Para nós é um grande orgulho e uma grande satisfação poder ajudar jovens da nossa comunidade a desenvolverem suas habilidades, ampliarem seus horizontes e ensinar-lhes uma profissão. Esperamos com isso reforçar a educação e integrá-los a sociedade como profissionais e cidadãos”, finaliza.

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Blog Industrial traz hoje a entrevista com a Novus,fabricante nacional de instrumentos para indicação, controle, aquisição, registro e supervisão de dados, com padrões internacionais, atuando principalmente no segmento automação industrial.

A empresa comercializa: controladores e indicadores microprocessados, registradores eletrônicos, CLPs e IHMs, inversores de freqüência, software de supervisão, transmissores de sinais, calibradores, termostatos digitais, sensores de temperatura, umidade relativa e pressão, contadores e temporizadores.

O gerente comercial, Valério Galeazzi fala sobre a participação da empresa na FIEE electronicAmericas. Confira!


Blog Industrial-Qual sua visão sobre este setor no Brasil e as perspectivas para 2011?

Valério Galeazzi: A indústria Eletro-Eletrônica cresceu de forma sólida em 2010 e tem boas perspectivas para 2011. Se as influências externas não atrapalharem o cenário para investimentos nos parece dos mais interessantes. Falando em automação industrial mais especificamente, vemos o setor ainda mais motivado para 2011.

BI- E a importância da FIEE Elétrica / electronicAmericas para a Indústria?

VG: A FIEE é sempre uma vitrine de grandes lançamentos e oportunidades neste mercado. Participamos há muitos anos do evento, seja diretamente ou através da ABINEE/RS.

BI- Por que a Novus participa da feira?

VG: A NOVUS já participou em várias oportunidades da feira, sempre com excelente visitação e qualidade nos contatos. Este ano não seria diferente. Pretendemos lançar alguns produtos na feira que terão grande impacto no mercado.

BI- Qual o resultado esperado com a participação nesta feira?

VG: É difícil quantificar, mas esperamos que a participação na feira possa gerar um incremento de 5% nos negócios da Novus no Brasil.

BI- Quais os diferenciais da Novus?

VG: A NOVUS é uma empresa genuinamente nacional, com quase 30 anos de sucesso. Temos produtos inovadores que são vendidos até na Ásia. Isso mesmo, eletrônica ‘made in Brazil’ vendida na China, Índia e Taiwan, entre outros. No Brasil são 3 unidades comerciais e uma fabril, com representantes e distribuidores em todas as regiões. A qualidade dos nossos produtos é referência inclusive para a concorrência, com certificações CE e UL.

BI- Cite os novos produtos, serviços ou soluções que a empresa apresentará na FIEE Elétrica 2011?

VG: Na FIEE apresentaremos o Novo FieldLogger – aquisitor e registrador digital com ethernet, USB e IHM gráfica. Além disso serão exibidos o Módulo de Potência Novus e os novíssimos Calibradores Portáteis.

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O grupo Votorantim verifica possibilidade de entrar na sociedade da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), no lugar da Gaia Energia, do Grupo Bertin, que desistiu do projeto semanas atrás. A informação foi confirmada ontem ao Estado pelo diretor-geral da companhia, Raul Calfat.

 A Votorantim participou do consórcio perdedor junto com a Vale e Andrade Gutierrez, no leilão realizado em abril do ano passado.

 A Votorantim possui o Votorantim Energia, que estuda as oportunidades de investimento no setor. “Faz parte do nosso negócio olhar investimento nesse segmento”, afirmou Fábio Ermírio de Moraes, do Conselho de Administração.

O Grupo Bertin tinha 9% de participação em Belo Monte e justificou a saída do consórcio como uma estratégia para focar suas energias na conclusão dos projetos de termoelétricas. A empresa continuou com a participação (mínima) de 1,25% no projeto por meio da construtora Contern.

A usina de Belo Monte custará R$ 25 bilhões e terá potência instalada de 11.233 megawatts (MW). A estimativa otimista é que a construção comece em abril, porém, seguidos problemas ligados à licença ambiental podem retardar o início da obra.

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A situação conflituosa no Oriente Médio e as pressões sobre a cotação de petróleo indicam ganhos temporários para o setor da energia alternativa e em especial, o do etanol. Essa avaliação passou a ser realizada pelos produtores do combustível no Brasil quando os protestos nos países árabes, e em particular na Líbia, começaram a empurrar com mais força a cotação do barril e a alimentar temores de que a crise política se dissemine para outros grandes produtores de petróleo do mundo árabe.

Segundo especialistas, na última sexta-feira, dia 25 de fevereiro, o barril de petróleo fechou em US$ 97,00 em Nova York e em US$ 112,14 em Londres.

Quem produz e comercializa etanol no Brasil prevê que se os preços do barril continuarem subindo, os EUA tendem a demandar o etanol brasileiro – algo que só aconteceu duas vezes nos últimos anos, em situações de emergência.

A tarifa de importação de US$ 0,54 por galão em vigor há uma década, que quase veta desembarques do etanol do Brasil, ajudam os fazendeiros americanos que produzem etanol à base de milho e garantem a eles mercado sem a concorrência do Brasil. O País fabrica etanol mais barato à base de cana de açúcar.

Vantagem brasileira

A vantagem do Brasil é que no País as usinas usam bagaço de cana para cogeração de energia, o que torna o etanol nacional mais competitivo nos EUA. Em especial nesses momentos de alta do etanol de milho dos EUA, quando o produto brasileiro também se valoriza no mercado americano.

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Por Carlos Stempniewski*

As expectativas para a América Latina e o Caribe são positivas em 2011, depois de um crescimento médio, segundo o Banco Mundial (BID), de 5,7% em 2010. No entanto, causa preocupação o discurso populista e pouco responsável de alguns líderes regionais e o ambiente jurídico pouco estável de alguns países. Isto afasta investidores e dificulta a solução de problemas, como a pobreza de parcelas significativas da população. As soluções exigem bons planos de governo para a gestão dos insuficientes recursos. A experiência do Bolsa Família no Brasil, com algumas correções, pode servir de subsídio.

O Brasil, maior economia da região, tem novo governo, com maior discrição nos seus atos, menos proselitismo político e maior preocupação com a capacidade de geração de caixa do país. A inflação em 2010 foi a maior em seis anos, chegando 5,9%. Em 2011, deverá permanecer em 5%. O PIB chegou a 7,5% e a taxa de desemprego, a 6%. Em 2011, o PIB deverá ser de 4,5% e o desemprego deverá crescer. O real está muito valorizado, o que estimula a importação e compromete o equilíbrio da balança de pagamentos. O governo luta para conter os gastos públicos. Existe a necessidade de se investir na Copa do Mundo em 2014 e Olimpíada de 2016, sem descuidar das obras emergenciais de portos, aeroportos, estradas e as suscitadas pelas grandes chuvas.

Nesse contexto, dificilmente o novo governo vai dispor de recursos da Petrobras, BNDES, Fundos Estatais de Pensão e ELETROBRAS para atender aos reclamos de empreiteiras e países vizinhos por aportes financeiros. Os títulos da dívida do Brasil continuam pagando os maiores juros do mercado. Ao final de 2011, deverão chegar próximos a 12,50% ao ano, consumindo recursos necessários para a saúde, educação e infraestrutura. Esse é o cenário.

O PIB da Argentina, em 2010, foi de 8,4%, resultado que esconde problemas estruturais de governabilidade. Há elevado e contínuo aumento da inflação. A consultoria Ecolatina estima a inflação real anual média, entre 2005 e 2009, em 17,8%, batendo em 14% em 2010. Para 2011 estima-se 18,5%. Isto agrava seus problemas com a banca internacional. Depois de um calote histórico, somente agora conseguiu renovar seu contrato com o FMI. O governo vem se apoiando nas reservas dos fundos de pensão estatizados, enquanto enfrenta feroz oposição no campo o que tem trazido queda sistemática da participação do setor nas exportações. Para 2011, o país encontra-se sem um orçamento aprovado, o que levará a presidente a governar por decretos. Com esses problemas se acumulando, em outubro de 2011 haverá eleição presidencial. Queda nos investimentos, inflação, desequilíbrio no câmbio, desemprego, problemas crônicos nas áreas de energia e comunicações e miséria parecem compor o cenário argentino para 2011. O livre (?) comércio com o Brasil sempre estará na pauta (desde, é claro, que os hermanos possam sobretaxar nossos produtos…). Já são mais de 250.

No campeonato mundial da inflação o segundo lugar pertence à Venezuela do polêmico Hugo Chávez. O câmbio fixo de 2,15 bolivares desde 2005 foi para 4,3 bolivares por dólar em janeiro. Com isso, analistas preveem aumento da inflação para 30% em 2011. O Peru apresenta crescimento sustentável há oito anos. Em 2010, segundo o FMI, obteve a maior taxa de expansão na América Latina (8,3%). Nos últimos anos, assinou tratados de livre comércio com EUA, China, União Européia, Japão e Coréia do Sul. Isto facilita a importação de insumos sem onerar demasiadamente os produtos finais. Sua inflação em 2009 foi de 2,9% e em 2010 reduziu-se para 1,7%. As commodities também fazem o contraponto em sua economia.

O México e os EUA têm suas economias bastante interligadas por conta do NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). A economia norte-americana na UTI tem forte impacto negativo em seu aliado comercial. A crise tem sido agravada por questões ligadas à imigração ilegal e aos cartéis da droga. A gripe H1N1 também deixou sua marca. A economia formal resiste bem e tem na indústria automobilística seu referencial maior. A taxa inflacionária em 2010 ficou em 4,2%%.

O Chile sempre foi um exemplo de crescimento e, mais recentemente, de uma sociedade democrática. Sua inflação nos dois últimos anos estabilizou no patamar de 1,7%. Sem sustos na área política, consolidou as finanças públicas, cuidou da saúde da população e equacionou a questão previdenciária, a partir da qual criou um dos maiores colchões de financiamento do seu crescimento. A brilhante trajetória foi interrompida pelo terremoto de fevereiro de 2010, que reduziu em 30% o crescimento país. Este ano será de continuidade da reconstrução.

O Paraguai, graças à agricultura e ao ativo comércio com o nosso país, cresceu 9,7%. Ganhos adicionais com a venda de energia para o Brasil tem ajudado sobremaneira. Porém, as questões sociais, o contrabando, o narcotráfico e problemas fundiários ligados aos brasiguaios permitem antever sérios enfrentamentos a qualquer momento.  O Uruguai cresceu 9% em 2010. Sua baixa densidade populacional, abertura para operação de “off-shore”, uma indústria turística bem estabelecida e uma atividade rural intensa garantem o bom momento de sua economia.

Segundo o BID, 31,9% da população na área da América Latina e Caribe viviam abaixo da linha de pobreza em 2010. Este percentual reduziu-se em 1,2% em relação a 2009, mas 180 milhões de cidadãos na região ainda vivem em situação de extrema penúria. O homem mais sábio, poderoso e rico que já existiu foi Salomão. Quando estava para assumir suas funções como governante máximo do povo judeu, entrou em concerto com Deus e lhe pediu apenas uma coisa, sabedoria. Deus tocado pelo seu gesto e humildade cobriu-lhe e ao seu povo de riquezas materiais e espirituais. Parece que na América Latina nossos governantes dispensaram essa ajuda. Devem sentir-se superiores a tudo e a todos nos quesitos da governabilidade.

*Carlos Stempniewski, mestre pela FGV, administrador, consultor e professor de economia e política das Faculdades Integradas Rio Branco.

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A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi defendida esta semana por uma parte dos governadores em reunião com a presidente Dilma Rousseff. Porém, Braga de Andrade, presidente da CNI – Confederação Nacional da Indústria, alerta “Somos contra a criação de qualquer imposto”, declarou dia 22 de fevereiro em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, de São Paulo.

Andrade prega que, ao invés dos estados defenderem a criação de impostos, devem seguir o exemplo do governo federal e cortar os gastos,“os governadores precisam trabalhar com eficiência e melhorar a qualidade dos gastos”, recomendou.

Na avaliação do presidente da CNI, esse não é o momento de criar tributos, mas de fazer uma reforma que reduza o peso dos impostos e garanta a competitividade das empresas.

Andrade complementou que a CNI apresentará sugestões para  a segunda etapa da política industrial.  “Vamos levar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior as informações sobre as dificuldades, os gargalos e a posição de cada setor da indústria diante da concorrência no mercado externo.”



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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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