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Ganho de produtividade é o alvo da empresa

O Infolink, um gestor de frotas e de empilhadeiras, foi apresentado pela Crown na Cemat 2013. “É uma máquina que, entre outras funções, conta com sensor para denunciar eventuais impactos que possam ocorrer durante o trabalho”, explica Evandro Martins, gerente-geral da Crown, acrescentando que ocorrências desse tipo são muito comuns na área de trabalho da indústria.

Segundo ele, o Infolink é um projeto que se encontra há dez anos em desenvolvimento pela empresa. “É um aparelho que é voltado, sobretudo ao ganho de produtividade, por exemplo, ou seja, quanto tempo o operador se dedicou ao trabalho; quanto tempo operou a máquina”, descreve Martins.

Segundo ele, o Infolink também conta com um aplicativo capacitado a transmitir dados via Wi Fi. “Desta forma, o empresário ou chefe da seção poderá saber em tempo hábil as ocorrências no dia a dia de trabalho”, afirma Martins.

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Para auxiliar a sociedade brasileira a compreender o fenômeno que já não é novo, o CIESP e a FIESP acabam de divulgar o estudo “Custo Brasil e a Taxa de Câmbio na Competitividade da Indústria de Transformação Brasileira”. A pesquisa mostra que um produto produzido no Brasil custa 34,2% a mais do que um similar importado

O recém-divulgado crescimento do PIB, de apenas 0,9% em 2012, tem entre suas causas mais evidentes a retração do PIB da indústria de transformação, – 2,5%, que por sua vez, se explica pelo aumento da importação de produtos estrangeiros, grandes favorecidos com o aumento de consumo das famílias brasileiras.

Para Ricardo Martins, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, distrital Leste, “entre os fatores que encarecem o produto brasileiro estão o custo Brasil, velho conhecido, originado pela alta carga tributária, infraestrutura deficiente e uma legislação trabalhista obsoleta, associado a um real valorizado. A estagnação da indústria de transformação, provocada por estes fatores, está entre as causas mais importantes do fraco desempenho do PIB brasileiro”, avalia.

De acordo com o empresário, o famigerado ”custo Brasil” é somatória dos grandes problemas que tiram o sono dos produtores nacionais, acrescida de um real valorizado, que põe em risco a sobrevivência da indústria nacional.

A pesquisa “Custo Brasil e a Taxa de Câmbio na Competitividade da Indústria de Transformação Brasileira” revela que os produtos brasileiros são 34,2% mais caros do que os importados. Isto se deve às deficiências do ambiente de negócios somados à valorização do real frente ao dólar. Esta conta explica também o boom das compras realizadas no exterior por viajantes brasileiros. “É muito mais vantajoso comprar produtos em Miami, onde os preços são muito menores do que aqui, em que os mesmos produtos carregam a alta carga dos tributos e do custo Brasil”, propõe Martins.

Ricardo explica que críticas como essas, “muitas vezes tratadas como choradeira pelos economistas de plantão, são na verdade um alerta às autoridades para que ajam com rapidez na adoção de políticas públicas estruturantes, que promovam condições isonômicas de competição entre a indústria nacional e seus concorrentes estrangeiros”.

Ele complementa: “é muito importante que os burocratas do governo entendam, de uma vez por todas, que a indústria brasileira não suporta mais o caótico sistema tributário e nos deem uma trégua na edição de normas, portarias e outras maldades que nos atingem a cada instante e não nos deixam trabalhar naquilo que sabemos fazer: produzir”.

Zona Leste industrial

As 4.500 indústrias da região Leste da cidade de São Paulo, na sua grande maioria, de porte pequeno ou médio, estão padecendo e já não conseguem dar continuidade às suas atividades. Muitas produzem bens que têm sido importados por preços muito mais baratos do que é possível produzir aqui. É muito comum a substituição de linhas de produção pela importação de produtos acabados ou matérias-primas para poder conseguir um pouco mais de competividade.

Muitas também fecham suas portas após dezenas de anos de atividade. Isto faz com que haja dispensa de trabalhadores, que são logo contratados por empresas de comércio e serviços, com salários muito menores do que os recebidos na indústria. “Lamentavelmente, beneficiado pelos baixos índices de desemprego, o governo brasileiro fecha os olhos a esta nova realidade, não se preocupando com a redução dos empregos industriais e muito menos com a sobrevivência da indústria”, reclama o diretor do CIESP Leste.

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Cursos realizados em parceria com o SENAI para a especialização no sistema VRV são ministrados para engenheiros, instaladores, mantenedores e projetistas

São Paulo, 04 de março de 2013 – A DAIKIN, líder mundial no segmento de condicionamento de ar, entra no segundo de ano de atividades do DAIKIN Qualifica, programa de qualificação e treinamento voltado para instaladores, mantenedores, projetistas e engenheiros. Em 2012, a empresa ofereceu treinamento para mais de 1000 profissionais de todo o Brasil e, para 2013, a expectativa é treinar mais de 1500 pessoas.

A DAIKIN firmou parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o maior complexo de educação profissional e tecnológica da América Latina, e criou o curso especializado em VRV para profissionais que trabalham com equipamentos dessa tecnologia. O programa, ministrado no Laboratório de Climatização da Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves, possui 5 dias de duração, com uma carga horária total de 40 horas, e é dividido em 4 módulos (módulo 1- Prática de Brasagem, módulo 2- VRV Básico, módulo 3- VRV Instalação Frigorífica e módulos 3 e 4- VRV Instalação Elétrica). Entre os dias 04 e 08 de fevereiro foi realizada a primeira turma de 2013. A expectativa é de que sejam formadas mais 21 turmas este ano.

Para Genivaldo Rosa, gerente de treinamento técnico da DAIKIN, “O curso especializado em VRV permite que o aluno conheça a fundo todo o sistema e seu funcionamento. Seu diferencial está no treinamento 100% prático. Neste treinamento, o profissional entra em contato com todas as etapas de trabalho, reproduzindo a situação real da obra no laboratório”. A estrutura de equipamentos e ferramentas oferecida é completa e permite que todos participem, na prática, de cada atividade.

Para os projetistas e engenheiros, a DAIKIN montou um módulo específico que tem o objetivo de ampliar o conhecimento desses profissionais na aplicação e no uso do sistema VRV, suas possibilidades de controle e integração com sistemas BMS – Building Management System.

Há 30 anos, a DAIKIN foi a precursora da tecnologia VRV no mundo, com sistema multi split inteligente, considerado tecnologia de ponta em condicionamento de ar. O VRV tem uma unidade externa que permite o controle individual de várias unidades internas. Com a aplicação de tecnologia de inversor e uso de novo refrigerante não poluente (R410A), é um sistema com uma economia de até 40% no consumo de energia, voltado à preservação do meio ambiente, motivo pelo qual tem crescente demanda em todo o mundo. Em dez anos, a empresa japonesa já comercializou no Brasil mais de 20 mil unidades de VRV importadas.

DAIKIN Qualifica viajou a onze capitais

Além dos encontros no SENAI em São Paulo, a equipe de Genivaldo Rosa percorreu no ano passado onze capitais (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória) para oferecer os treinamentos regionais. Foram 16 encontros que reuniram cerca de 535 pessoas. Os cursos presenciais têm como objetivo atender localmente os parceiros regionais.

Atendimento online

Também foram realizados eventos para o treinamento online de profissionais das cidades de Belém, Curitiba, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Com eficiência comprovada, a DAIKIN deseja ampliar ao longo do ano o número de profissionais atendidos pelo treinamento à distância.

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* Por Ricardo Yogui

Quando falamos em mudanças dentro das organizações, é natural uma primeira reação de resistência por parte dos colaboradores (ou pela grande maioria deles). As modificações levam para o desconhecido enquanto manter o status quo, bem ou mal, é algo que se convive no dia a dia e se tem uma ideia do que se pode esperar.

Porém, a história está repleta de casos onde as organizações ficaram em sua zona de conforto e acharam que os seus produtos e mercados seriam eternos. Do outro lado, pequenas e emergentes empresas entenderam os leves sinais que o mercado estava dando e surfaram a onda da mudança, através da inovação.

Um exemplo clássico foi a Xerox. Em seu famoso laboratório de pesquisa PARC (Palo Alto Research Center), ela desenvolveu inovações que se tornaram referência no mundo digital: a interface gráfica e o mouse. Porém, seus executivos não conseguiram ver valor em tais “invenções” nos rentáveis negócios de impressão e fotocopias, cedendo estas invenções para a uma menor e promissora empresa de tecnologia, a  Apple.

Outro exemplo foi a Kodak, fundada 1888. Ela desenvolveu a primeira câmera digital do mercado, mas como estava com uma forte posição consolidada na venda de filmes fotográficos, acabou não investindo na tecnologia, abrindo espaço para as outras empresas que começaram apostar na nova tecnologia. Em 2012, a Kodak solicitou o pedido de concordata para poder tentar reorganizar seus negócios.

Vencer esta resistência à mudança é um dos desafios que as organizações precisam tratar para poderem estar preparadas a operar em um mercado global e em constante mutação.  O que a maioria das empresas faz é priorizar a consolidação no seu posicionamento no mercado atual e tem dificuldades em fazer a projeção de seu posicionamento futuro. E quando o mercado vive momentos de incertezas, muitas empresas se recolhem tentando preservar algo que talvez não existirá em um futuro próximo.

A inovação é o processo que prepara a organização para o futuro, tornando-a líder de um mercado ou, ainda, criando um novo mercado.  A Microsoft entendeu isto ao focar nos programas de computadores pessoais em um momento em que todos apostavam na fabricação dos computadores.  A Embraer fez o mesmo, ao investir no desenvolvimento de jatos regionais enquanto empresas como Boeing e Airbus desenvolviam aeronaves cada vez maiores.

O fato é que qualquer empresa, independentemente de seu porte, pode se preparar para este mercado futuro através da inovação, inclusive no desenvolvimento de serviços.

Quando se fala em inovação, é comum as pessoas pensarem em produtos, mas a inovação pode estar presente em serviços e até complementando e agregando valores em produtos não tão inovadores. Há alguns anos, a Amazon lançou o seu leitor eletrônico de livros, o Kindle. Ele não era tecnologicamente superior a outros produtos similares no mercado, mas oferecia serviços inovadores em torno do produto, o que agregou maior valor para os usuários e assim ganhou a maior fatia do mercado.

Infelizmente a maioria das empresas pensa em inovação quando seus negócios atuais não estão atingindo resultados esperados. A inovação deve ser tratada como um tema constante na agenda da reunião da diretoria e presidência das empresas.

Além disso, deve-se gerar uma cultura de inovação entre os colaboradores das organizações, para que eles possam contribuir na criação e operacionalização de novos produtos e serviços inovadores.

Afinal, como vimos neste artigo, a boa ideia para a inovação pode estar dentro de casa, mas a falta de cultura de inovação e a tal zona de conforto no cenário atual podem abortar um potencial sucesso da empresa no futuro!

* Ricardo Yogui é consultor e mentor em Processos de Inovação e diretor da RYO Consulting. Possui mestrado em Administração pelo IBMEC-RJ, MBA em Gestão Empresarial pela FGV-RJ, pós-graduação pela ESPM-SP e graduação em Engenharia pela FEI-SBC. É professor da PUC-Rio e do CBA RH do IBMEC, além de palestrante. Possui mais de 20 anos de experiência profissional em Processos de Gestão & Inovação (Tecnológica, Modelos de Negócios e Desenvolvimento de Produtos).

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Vice-presidente da Aben ministrará palestra sobre segurança no IV Seminário Internacional de Energia Nuclear, programado para abril

Embora a proporção de acidentes no setor nuclear seja ínfima se comparada à proporção de outras áreas, eles tornam-se marcos para a evolução da segurança nuclear nacional e internacional. “Infelizmente, os acidentes são as referências de eras. Pode-se notar claramente nas publicações da AIEA a ênfase em emergência e proteção ambiental após o acidente de Chernobyl, em 1986, além da forte recomendação de defesa em profundidade. Após o acidente radiológico em Goiânia, a ênfase incluiu o controle de fontes radiativas e o reforço aos órgãos reguladores. Com o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 (evento não nuclear), a segurança física aumentou de importância. Naturalmente, o Brasil acompanhou essas eras. Entretanto, falta ao país atualizar a legislação que rege a atuação regulatória da segurança nuclear”.

A análise é 1ª vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Patricia Wieland, que vai representar a entidade no durante o IV Seminário Internacional de Energia Nuclear, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, em parceria com a ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, AREVA Brasil, GENPRO e outras empresas públicas e privadas do setor de energia. O evento conta com o apoio da ABEN como parceira institucional, além da ABDAN, CNEN, ABCE, apoio de mídia da Brasil Energia e Petronotícias e participação de diversos convidados e profissionais de organismos brasileiros e estrangeiros ligados ao setor nuclear.

Patricia Wieland, que é pesquisadora titular e Diretora Adjunta do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/Cnen), com experiência profissional na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ministrará uma palestra sobre segurança nuclear, comunicação em situação de crise e a necessidade de articulação e cooperação entre agências reguladoras, órgãos e unidades de pesquisa.

Segundo a vice Presidente da ABEN “A partir do acidente na central nuclear japonesa de Fukushima Daii-chi, houve um grande interesse entre os órgãos reguladores de segurança nuclear de todo o mundo de extrair as lições para a melhora contínua da segurança nuclear. É importante analisar todas as questões importantes que falharam em Fukushima para garantir a atuação de dispositivos de segurança em qualquer situação de ameaças internas ou externas”, argumenta.

“Os acidentes nucleares podem ultrapassar fronteiras e, portanto, países colaboram mutuamente. Em junho de 2011, os representantes das autoridades regulatórias,  membros do Foro Iberoamericano de Organismos Reguladores Radiológicos y Nucleares (Foro) que possuem centrais nucleares (Brasil, Argentina e México), propuseram a realização de uma avaliação de resistência em suas centrais, considerando o acidente de Fukushima, para detectar eventuais debilidades e implementar as correspondentes melhorias. Para tal, tomaram por base os stress tests implementados pela Western European Nuclear Regulators Association (Wenra), European Nuclear Safety Regulatory Group (Ensreg) e Consejo de Seguridad Nuclear de España (CSN). O relatório do Brasil foi entregue ao Foro em maio de 2012”, completa.

Em relação ao Brasil, Patricia Wieland crê que a segurança nuclear é uma preocupação constante. “Segurança nuclear sempre foi um elemento estratégico no país.  Pode-se notar sua importância desde a criação da Cnen e pela escolha dos modelos e fabricantes das usinas nucleares brasileiras.  O Brasil ratificou todos os acordos e convênios internacionais que visam à segurança nuclear.  Atualmente, o Brasil tem representante em todos os comitês de segurança da AIEA e é convidado para ser perito em várias missões”, explica.

Ela também detalha os mecanismos utilizados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para garantir a maior segurança possível de fontes e instalações radiativas e nucleares. “A Cnen está organizada em duas diretorias técnicas e uma administrativa. A Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) atua como a parte regulatória, no controle de materiais nucleares e de fontes radiativas; licenciamento de instalações; certificação de pessoas para determinados tipos de atividade, como operadores de reator nuclear e supervisor de proteção radiológica; inspeções; auditorias; atualização das normas nucleares; comunicações com os regulados sobre boas práticas e lições aprendidas; capacitação dos reguladores; e intercâmbio de informações com outros reguladores e com a AIEA. A outra diretoria técnica é a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), na qual sete instituições de pesquisa vinculadas realizam pesquisas em várias áreas, inclusive em segurança nuclear, proteção radiológica, dosimetria e metrologia das radiações. Várias delas possuem programas de pós-graduação stricto sensu e oferecem cursos de capacitação”, informa a 1ª vice-presidente da Aben.

“A Cnen-DRS segue acompanhando as ações pós Fukushima dentro do programa de licenciamento das instalações nucleares. Imediatamente após o acidente, a comissão abriu no site <www.cnen.gov.br> um espaço para atender à demanda de informações e esclarecimentos, principalmente dos milhares de brasileiros que moram no Japão. Além disso, o Brasil integra um seleto grupo de treze países que utilizam um sistema computacional (Argos) para o acompanhamento de situações de emergência com liberação de material radioativo. O Argos possibilita avaliar a intensidade e o deslocamento da radioatividade liberada e as possibilidades de liberações futuras, fazendo previsões sobre o nível de radioatividade ambiental. Com isso, permite um planejamento mais preciso das medidas a serem adotadas para proteção da população, restrições ao uso de áreas afetadas, cuidados na produção de alimentos, entre outras ações necessárias. Nesta atividade, a Cnen conta com a colaboração de especialistas do Inpe”, finaliza.

Com a construção de  Angra 3 em andamento e o consenso da necessidade da construção de novas centrais nucleares, o debate sobre novas tecnologias, soluções, equipamentos e mão de obra para atender o Programa Nuclear Brasileiro, se torna muito oportuno. O IV Seminário Internacional de Energia Nuclear prevê palestras, painéis e debates sobre gestão, prevenção de riscos e respostas rápidas a desastres naturais, com ênfase na comunicação e informação para a rápida mobilização, além de trazer experiências do Brasil e do exterior sobre planos de emergência, monitoramento climático etc.

Outra discussão importante que está programado no evento envolve a flexibilização do setor nuclear, já em estudo no governo, de forma a permitir uma participação maior do setor privado, com a possível quebra do monopólio estatal, e dessa forma suprir a carência de recursos externos ao programa de instalação de novas usinas nucleares brasileiro, que se acirrou depois do acidente de Fukushima.

SERVIÇO – As inscrições para participação no evento podem ser feitas pelo email inscricao.planeja@gmail.com, além dos telefones (21) 2262-9401 / 2215-2245. As empresas de engenharia, tecnologia, fabricantes de materiais e equipamentos e prestadores de serviços interessados em patrocinar ou apresentar palestras técnicas sobre soluções e tecnologias para o setor nuclear podem entrar em contato com a área comercial da Planeja & Informa Comunicação e Marketing, através do telefone (21) 2244-6211.

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A 27ª edição da FIEE (Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação) vai abrigar eventos simultâneos para aprofundar o conhecimento dos profissionais dos setores econômicos representados na feira. O objetivo é abrir possiblidades de maior participação no desenvolvimento de novas tecnologias de produtos e fabricação, alternativas de geração de energia, de transporte entre outros temas importantes para o desenvolvimento da indústria nacional. A FIEE 2013 terá eventos simultâneos como o Espaço Senai de Nanotecnologia e o Espaço de Tecnologia Embarcada, além do ABINEE TEC, principal fórum de debates do setor no País. A FIEE 2013 será realizada entre os dias 1º e 5 de abril de 2013, em São Paulo, no Anhembi, e é o maior evento da indústria eletroeletrônica da América Latina, sendo realizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado com o apoio oficial da Abinee.
Nanoalfabetização – Para divulgar as mais recentes técnicas de miniaturização em fabricação de componentes e produtos, a FIEE aliou-se ao Sesi e Senai para apresentar o “Espaço Senai de Nanotecnologia”. Com ele, os visitantes e interessados terão a oportunidade de introduzir-se nas tecnologias modernas de nanociência e nanotecnologia, em um trabalho de esclarecimento, informação tecnológica e nanoalfabetização. A iniciativa vai apresentar estudos, design e aplicação de estruturas, dispositivos e sistemas em escala nanométrica. O objetivo é disseminar o estudo de objetos cujo tamanho seja entre 1 a 100 nonometros e que incidem de forma altamente positiva na inovação necessária ao setor eletrônico.
Espaço de Tecnologia Embarcada – Por fim, o Espaço de Tecnologia Embarcada vai expor lançamentos de meios de transporte elétricos com alto grau de novos recursos embarcados. Essa ilha de novas tecnologias automotivas servirá para demonstrar as últimas novidades em elétrica e eletrônica na área de transporte alternativo.

Inscrições gratuitas até o dia 28/03 através do site www.fiee.com.br.

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A Economia do Brasil cresceu 0,9% em 2012, em relação a 2011, de acordo com dados divulgados nesta manhã pelo IBGE. “Esse número reflete o processo de perda de competitividade da economia brasileira ao longo dos últimos dois anos e deixa claro o fraco desempenho do Brasil em relação à economia mundial, que deve apresentar crescimento de 3,2%. A América Latina deve ter crescido 3,0% e a média dos países em desenvolvimento deverá ficar em torno de 5,1%, em 2012”, informa o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf.

Para Skaf, o Brasil já vinha dando sinais ao longo do ano de que não conseguiria crescer de forma mais vigorosa: “Com a indústria de transformação caindo 2,5%, em 2012, depois de ficar estagnada em 2011, não há PIB no Brasil que consiga crescer”, diz.

“Estudo que acaba de ser concluído pela Fiesp mostra que o produto brasileiro tem um custo 34% maior ao consumidor que o mesmo produto importado. Esse custo adicional vem unicamente das dificuldades estruturais do país: o chamado Custo-Brasil. Com esse peso nas costas e real valorizado, fica muito difícil competir com os importados. Com menor perspectiva de venda, acontece um processo de redução do investimento por aqui.”

“É preciso reduzir essa desvantagem que temos na partida e encontrar soluções que aumentem a competitividade da economia brasileira, em várias áreas, a exemplo do que o governo fez em energia elétrica. Temos de buscar agora a ampliação da competitividade brasileira por meio da redução de custos nos portos do nosso país, além do combate constante à alta carga tributária, burocracia elevada, juros ainda entre os mais altos do mundo, câmbio instável, infraestrutura deficiente e o preço do gás.”

Para 2013, a Fiesp calcula que a Indústria de Transformação vai crescer 2,4% e o PIB avance 3,0%.

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Por Reginaldo Gonçalves*

O crescimento da China, segunda maior economia do mundo, ao longo dos anos e o volume de negócios efetuados pelo país em meio às crises da Zona do Euro e Estados Unidos indicavam que a receita de bolo estava blindada em relação ao mercado internacional. O PIB chinês é de dar inveja a muitos países e qualquer mudança de comportamento poderá a afetar várias nações, principalmente aquelas que são grandes exportadoras, principalmente de produtos primário em grande volume.

A partir de 1985, o PIB chinês girou em torno de US$ 306,7 bilhões; em 1995, US$ 728 bilhões; em 2005, US$ 2,26 trilhões; e em 2011, US$ 7,3 trilhões, segundo dados do Banco Mundial. No ano passado, chegou a US$ 8,28 trilhões, com crescimento de 7,8%, índice considerado baixa em relação à expansão observada em anos anteriores. A preocupação, em 2012, era que houvesse uma desaceleração da economia em virtude da necessidade de controlar o boom imobiliário e as taxas crescentes de inflação, além dos declínios da exportação Chinesa.

O crescimento significativo do PIB, nos últimos anos deve-se, além do consumo interno relativo à maior população do Planeta, também as exportações de diversos produtos industrializados. Essa expansão fez com que grandes empresas internacionais se instalassem na China, buscando melhores resultados, na conjugação de custos baixos de produção e da logística local para distribuição dos produtos, maximizando a renda e o lucro.

O contínuo crescimento do PIB, mesmo que em porcentagens menores a cada ano, está levando as empresas a se preocuparem com o custo logístico, principalmente transportes. O custo de mão de obra também tem acelerado no país, prejudicando globalmente o resultado de algumas empresas.

Um exemplo é a Mattel, uma das maiores empresas norte-americanas na produção de brinquedos, que tem uma planta no Brasil e já estuda transferir para cá parte da produção suprida hoje pela China. A transferência deve-se aos custos do país asiático, que vêm crescendo e fazendo reduzir a importância de manter uma fábrica lá. Isso não significa a saída, mas um sinal de que as empresas terão de realinhar seu planejamento estratégico à nova realidade. Com a mudança iminente,  poderá dobrar a produção de brinquedos e ocorrer a criação de mais empregos em nosso país.

Decisões como essa já devem estar sendo pensadas por diversas empresas. É preciso colocar na ponta do lápis as vantagens e desvantagens no custo, na logística e no aspecto tributário, para que a empresa com o pé no chão possa tomar a melhor atitude e adotar as cautelas em novos investimentos em países de alto crescimento. Tudo tem um limite, e o mercado chinês já pode estar chegando a uma situação de aproveitamento pleno de suas atividades sem ociosidade. As melhores estratégias poderão vir de unidades que possuem essa ociosidade e poderão expandir sua produção sem aumento dos custos fixos.

*Reginaldo Gonçalves é coordenador de Ciências Contábeis da FASM (Faculdade Santa Marcelina).

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Tecnologia exclusiva elimina vazamentos sem causar transtornos

O Grupo Vedasempre, indústria brasileira com mais de quatorze anos de experiência em impermeabilização, apresenta ao mercado um sistema inovador para eliminar infiltrações em estruturas de concreto armado. O processo de injeção capilar química forçada – ICQF® consiste na injeção de gel químico que penetra na estrutura e veda trincas, buracos e fissuras até atingir a origem do vazamento, sem necessidade de quebrar ou avariar a estrutura. “O gel permanece em estado líquido durante a injeção, por isso percorre o mesmo caminho feito pela água, mas no sentido contrário. Cerca de dois minutos após o término do processo, o gel fica flexível, o que produzirá a vedação permanente do ponto tratado”, explica Raul Ferrari, presidente do Grupo.

O gel vinílico flexível possui elasticidade de até 300% e pode ser aplicado na eliminação de infiltrações em estruturas de concreto armado como reservatórios, tanques, juntas de dilatação, trincas, rachaduras, barragens entre outras. O alto poder de aderência ao substrato impede alterações do produto, mesmo sob o ataque de agentes químicos ou biológicos, como os sais presentes nas estruturas. Além disso, o gel é hidro expansivo, ou seja, nos períodos de seca diminui seu volume, sem perder a aderência ao substrato, e em contato com a água recupera o volume inicial.

A tecnologia foi desenvolvida há 14 anos, mas a companhia segue investindo no aprimoramento do processo. “Estamos lançando nossa terceira geração de gel vinílico flexível com maior aderência ao substrato e durabilidade, denominado InjectMax”, diz o executivo. Outra novidade é o gel Inject Plus PWG, que pode ser aplicado em reservatórios de água potável, porque não altera a coloração ou o sabor da água. “Possuímos certificação para aplicações envolvendo potabilidade”, completa. Todas as soluções são desenvolvidas no centro tecnológico do grupo, em Resende, RJ, e a garantia de qualidade se estende por 7 anos.

A companhia também desenvolveu equipamentos exclusivos para a aplicação do gel. “Temos um modelo manual e a outra linha que é acionada eletronicamente, garantindo maior rendimento e simplicidade na operação e conforto ao aplicador” acrescenta Ferrari. A partir de fevereiro, os equipamentos poderão ser adquiridos no mercado para aplicação do gel e também para outros fins.

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Na contramão da Argentina, tradicional parceiro comercial do Brasil, que reduziu em 18,8% suas compras de produtos eletroeletrônicos, em 2012, os Estados Unidos ampliaram suas aquisições em 32%, na comparação com 2011, segundo dados da Abinee. No ano passado as vendas para os Estados Unidos somaram US$ 1,59 bilhão, enquanto para a Argentina, ficaram em US$ 1,61 bilhão.

De acordo com estudos da entidade, a participação norte-americana no total das exportações da indústria eletroeletrônica passou de 14,7% para 20,6%, enquanto a participação argentina recuou dos 24,3% para 20,9%. “A prosseguir esta tendência, os Estados Unidos voltarão a ocupar a liderança das nossas exportações, o que não acontecia desde 2006”, afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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