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Ao avaliar os últimos dados de desempenho da economia, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, considera que já há sinais de “grandes dificuldades” para o Brasil alcançar os 3% de crescimento do PIB projetados no início deste ano. “Iniciamos o ano prevendo crescimento da indústria de 2,5%, e do PIB de 3%. Com estes primeiros dados, já sabemos que o desempenho industrial será menor. Se não houver mudanças na política econômica, vamos enfrentar grandes dificuldades em 2013”, afirmou Skaf.

Segundo dados do IBGE divulgados hoje (02/04), a produção industrial de fevereiro apresentou recuo de 2,5%. Tal resultado praticamente elimina o avanço de 2,6% registrado em janeiro, além de ser a queda mais expressiva do indicador desde dezembro de 2008, quando foi verificada uma retração de 12,2%.

O número de fevereiro indica que 15 dos 27 ramos pesquisados apresentaram queda, com destaque para a forte influência negativa exercida pelo setor de veículos automotores, que recuou 9,1% e eliminou o avanço de 6,2% observado em janeiro. Outras influências negativas relevantes vieram dos seguintes setores: farmacêutica (-10,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-5,8%), bebidas  (-5,2%), alimentos (-1,3%), mobiliário (-9,9%), celulose, papel e produtos de papel (-2,0%) e indústrias extrativas (-1,9%).

As informações disponíveis sobre o mês de março não são animadoras. O comércio apresenta pesquisa em que a medição aponta, pelo terceiro mês seguido, diminuição no Índice de Intenção de Consumo das Famílias. Em março, a queda foi de 4,3% em comparação a fevereiro – e de 9% em relação ao mesmo período de 2012, sendo o menor registro desde setembro de 2009. Números preliminares da indústria de bebidas apontam recuo maior que 10%.

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Equipamento facilita montagem de paletes


Um Selecionador de Camadas para paletes inovador foi o lançamento da Saur na Cemat 2013. A empresa apresentou o modelo de Selecionador de Camadas Layer Picker, que diminui o trabalho manual e aumenta a produtividade no manuseio de mercadorias em armazéns e centros de distribuição com paletes de cargas mistas. “Projetamos um Selecionador de Camadas que não conta com as buchas que são usuais nesse sistema, mas que têm a tendência de se desgastar e prejudicar o alinhamento na hora do operador pegar as camadas para fazer o palete”, explica Enio Heinen, gerente de exportação da Saur.

Segundo ele, esse modelo pode ser adequado ao que o mercado vem exigindo ultimamente. “As placas de contato tem regulagem, o que é um diferencial porque no Brasil cada fábrica tem um tipo diferente de embalagem, então é necessário oferecer um equipamento que tenha um ajuste fino para não soltar a carga. Logo, a regulagem se adequa ao tipo de embalagem que for carregar”, observa o gerente de exportação da Saur.

Com o Layer Picker, as empresas poderão atender aos clientes que, cada vez mais, estão diversificando cada vez mais os pedidos de bebidas engarrafadas. “Os paletes neste tipo de Selecionador de Camadas são facilmente montados. E agora, a tendência nesse mercado é exigir diferentes tipos de bebidas das fábricas de uma só vez. Fica mais fácil montar paletes com marcas e tipos diferentes de bebidas usando o Selecionador de Camadas Layer Picker. O nível de dificuldade que é se montar um palete de marcas diferentes de bebidas é tanto que o pessoal está fazendo manualmente”, afirma Heinen.

O Layer Picker tem capacidade de alcançar produtividade de até 2 mil caixas/hora.

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Porta da Hormann se distingue pela rapidez ao abrir e fechar


A Porta Rápida Espiral é a novidade da Hormann para esta Cemat. A empresa desenvolveu um modelo de porta rápida com velocidade de abertura de 3m/s e altura de 6 m. “É uma peça produzida sob medida e que é importada da Alemanha. É um modelo que não exige manutenção. É um modelo exclusivo da Hormann”, explica Daniel Graciano, gerente de vendas da Hormann.

Segundo ele, a porta abre e fecha em 5 segundos. “Não existe porta tão rápida no mercado. É uma porta ideal para indústria automotiva e química, por exemplo, por causa da sua vedação e velocidade de abertura, ou seja, tudo que exige estanqueidade e controle de partida”, afirma o gerente de vendas da Hormann.

Áreas de fluxo de pessoas, empilhadeiras, indústria alimentícia são alguns dos setores aconselháveis para receber a tecnologia. “São setores que precisam de segurança de entrada e saída”, atesta Graciano.

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Transportador da Dematic impressiona pela capacidade

A Dematic apresentou na Cemat o seu novo Transportador Dimensionador Dinâmico, que integra a nova geração de equipamentos para o controle de pesagem e dimensionamento, com fluxo operacional superior a 2700 volumes por hora. “É um equipamento para fazer pesagem e dimensionamento e que pode ser muito usado em transportadores”, explica Daniel Morgante, consultor técnico da empresa.
O novo equipamento ocupa pouco espaço físico, conta com velocidades variáveis e permite acumular volumes sem danificá-los. Com o sistema de gestão Dematic, que centraliza as informações em um único ponto, o transportador oferece uma operação segura e mais sustentável, com menor consumo de energia e desligamento automático por tempo ocioso.

Leitura automática de código de barras, cadência na hora da pesagem – que consiste na capacidade de garantir espaço para um único equipamento dentro do balanço e possibilidade de ajustes de velocidade de acordo com as necessidades do cliente, são algumas características deste equipamento.

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Ambientes fechados são o alvo

O modelo de empilhadeira 8 FBN com 2,500 quilos foi a novidade do estande da Toyota na Cemat 2013. A empresa apresentou ao mercado esse modelo de empilhadeira elétrica que tem como diferencial o fato de ser ecologicamente correta. “Desenvolvemos um tipo de empilhadeira que conta com bateria, portanto, não emite poluentes. O modelo é ideal para áreas dos ramos alimentício, cosméticos e ambientes fechados onde máquinas de combustão não podem trabalhar”, explica Gustavo Mesquita, vendedor técnico da Toyota.

O modelo da Toyota consistem em um equipamento que vem com itens de segurança, como, por exemplo, um sensor de presença no banco. “O equipamento só funciona se um operador estiver sentado nele, diferente de outros do mercado que entram em operação a um mínimo toque”, explica Gustavo Mesquita, vendedor técnico da Toyota.

Segundo ele, a bateria funciona como contrapeso da máquina. “É o ponto de equilíbrio do equipamento”, afirma Mesquita.

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Ganho de produtividade é o alvo da empresa

O Infolink, um gestor de frotas e de empilhadeiras, foi apresentado pela Crown na Cemat 2013. “É uma máquina que, entre outras funções, conta com sensor para denunciar eventuais impactos que possam ocorrer durante o trabalho”, explica Evandro Martins, gerente-geral da Crown, acrescentando que ocorrências desse tipo são muito comuns na área de trabalho da indústria.

Segundo ele, o Infolink é um projeto que se encontra há dez anos em desenvolvimento pela empresa. “É um aparelho que é voltado, sobretudo ao ganho de produtividade, por exemplo, ou seja, quanto tempo o operador se dedicou ao trabalho; quanto tempo operou a máquina”, descreve Martins.

Segundo ele, o Infolink também conta com um aplicativo capacitado a transmitir dados via Wi Fi. “Desta forma, o empresário ou chefe da seção poderá saber em tempo hábil as ocorrências no dia a dia de trabalho”, afirma Martins.

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Para auxiliar a sociedade brasileira a compreender o fenômeno que já não é novo, o CIESP e a FIESP acabam de divulgar o estudo “Custo Brasil e a Taxa de Câmbio na Competitividade da Indústria de Transformação Brasileira”. A pesquisa mostra que um produto produzido no Brasil custa 34,2% a mais do que um similar importado

O recém-divulgado crescimento do PIB, de apenas 0,9% em 2012, tem entre suas causas mais evidentes a retração do PIB da indústria de transformação, – 2,5%, que por sua vez, se explica pelo aumento da importação de produtos estrangeiros, grandes favorecidos com o aumento de consumo das famílias brasileiras.

Para Ricardo Martins, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, distrital Leste, “entre os fatores que encarecem o produto brasileiro estão o custo Brasil, velho conhecido, originado pela alta carga tributária, infraestrutura deficiente e uma legislação trabalhista obsoleta, associado a um real valorizado. A estagnação da indústria de transformação, provocada por estes fatores, está entre as causas mais importantes do fraco desempenho do PIB brasileiro”, avalia.

De acordo com o empresário, o famigerado ”custo Brasil” é somatória dos grandes problemas que tiram o sono dos produtores nacionais, acrescida de um real valorizado, que põe em risco a sobrevivência da indústria nacional.

A pesquisa “Custo Brasil e a Taxa de Câmbio na Competitividade da Indústria de Transformação Brasileira” revela que os produtos brasileiros são 34,2% mais caros do que os importados. Isto se deve às deficiências do ambiente de negócios somados à valorização do real frente ao dólar. Esta conta explica também o boom das compras realizadas no exterior por viajantes brasileiros. “É muito mais vantajoso comprar produtos em Miami, onde os preços são muito menores do que aqui, em que os mesmos produtos carregam a alta carga dos tributos e do custo Brasil”, propõe Martins.

Ricardo explica que críticas como essas, “muitas vezes tratadas como choradeira pelos economistas de plantão, são na verdade um alerta às autoridades para que ajam com rapidez na adoção de políticas públicas estruturantes, que promovam condições isonômicas de competição entre a indústria nacional e seus concorrentes estrangeiros”.

Ele complementa: “é muito importante que os burocratas do governo entendam, de uma vez por todas, que a indústria brasileira não suporta mais o caótico sistema tributário e nos deem uma trégua na edição de normas, portarias e outras maldades que nos atingem a cada instante e não nos deixam trabalhar naquilo que sabemos fazer: produzir”.

Zona Leste industrial

As 4.500 indústrias da região Leste da cidade de São Paulo, na sua grande maioria, de porte pequeno ou médio, estão padecendo e já não conseguem dar continuidade às suas atividades. Muitas produzem bens que têm sido importados por preços muito mais baratos do que é possível produzir aqui. É muito comum a substituição de linhas de produção pela importação de produtos acabados ou matérias-primas para poder conseguir um pouco mais de competividade.

Muitas também fecham suas portas após dezenas de anos de atividade. Isto faz com que haja dispensa de trabalhadores, que são logo contratados por empresas de comércio e serviços, com salários muito menores do que os recebidos na indústria. “Lamentavelmente, beneficiado pelos baixos índices de desemprego, o governo brasileiro fecha os olhos a esta nova realidade, não se preocupando com a redução dos empregos industriais e muito menos com a sobrevivência da indústria”, reclama o diretor do CIESP Leste.

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Cursos realizados em parceria com o SENAI para a especialização no sistema VRV são ministrados para engenheiros, instaladores, mantenedores e projetistas

São Paulo, 04 de março de 2013 – A DAIKIN, líder mundial no segmento de condicionamento de ar, entra no segundo de ano de atividades do DAIKIN Qualifica, programa de qualificação e treinamento voltado para instaladores, mantenedores, projetistas e engenheiros. Em 2012, a empresa ofereceu treinamento para mais de 1000 profissionais de todo o Brasil e, para 2013, a expectativa é treinar mais de 1500 pessoas.

A DAIKIN firmou parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o maior complexo de educação profissional e tecnológica da América Latina, e criou o curso especializado em VRV para profissionais que trabalham com equipamentos dessa tecnologia. O programa, ministrado no Laboratório de Climatização da Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves, possui 5 dias de duração, com uma carga horária total de 40 horas, e é dividido em 4 módulos (módulo 1- Prática de Brasagem, módulo 2- VRV Básico, módulo 3- VRV Instalação Frigorífica e módulos 3 e 4- VRV Instalação Elétrica). Entre os dias 04 e 08 de fevereiro foi realizada a primeira turma de 2013. A expectativa é de que sejam formadas mais 21 turmas este ano.

Para Genivaldo Rosa, gerente de treinamento técnico da DAIKIN, “O curso especializado em VRV permite que o aluno conheça a fundo todo o sistema e seu funcionamento. Seu diferencial está no treinamento 100% prático. Neste treinamento, o profissional entra em contato com todas as etapas de trabalho, reproduzindo a situação real da obra no laboratório”. A estrutura de equipamentos e ferramentas oferecida é completa e permite que todos participem, na prática, de cada atividade.

Para os projetistas e engenheiros, a DAIKIN montou um módulo específico que tem o objetivo de ampliar o conhecimento desses profissionais na aplicação e no uso do sistema VRV, suas possibilidades de controle e integração com sistemas BMS – Building Management System.

Há 30 anos, a DAIKIN foi a precursora da tecnologia VRV no mundo, com sistema multi split inteligente, considerado tecnologia de ponta em condicionamento de ar. O VRV tem uma unidade externa que permite o controle individual de várias unidades internas. Com a aplicação de tecnologia de inversor e uso de novo refrigerante não poluente (R410A), é um sistema com uma economia de até 40% no consumo de energia, voltado à preservação do meio ambiente, motivo pelo qual tem crescente demanda em todo o mundo. Em dez anos, a empresa japonesa já comercializou no Brasil mais de 20 mil unidades de VRV importadas.

DAIKIN Qualifica viajou a onze capitais

Além dos encontros no SENAI em São Paulo, a equipe de Genivaldo Rosa percorreu no ano passado onze capitais (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória) para oferecer os treinamentos regionais. Foram 16 encontros que reuniram cerca de 535 pessoas. Os cursos presenciais têm como objetivo atender localmente os parceiros regionais.

Atendimento online

Também foram realizados eventos para o treinamento online de profissionais das cidades de Belém, Curitiba, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Com eficiência comprovada, a DAIKIN deseja ampliar ao longo do ano o número de profissionais atendidos pelo treinamento à distância.

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* Por Ricardo Yogui

Quando falamos em mudanças dentro das organizações, é natural uma primeira reação de resistência por parte dos colaboradores (ou pela grande maioria deles). As modificações levam para o desconhecido enquanto manter o status quo, bem ou mal, é algo que se convive no dia a dia e se tem uma ideia do que se pode esperar.

Porém, a história está repleta de casos onde as organizações ficaram em sua zona de conforto e acharam que os seus produtos e mercados seriam eternos. Do outro lado, pequenas e emergentes empresas entenderam os leves sinais que o mercado estava dando e surfaram a onda da mudança, através da inovação.

Um exemplo clássico foi a Xerox. Em seu famoso laboratório de pesquisa PARC (Palo Alto Research Center), ela desenvolveu inovações que se tornaram referência no mundo digital: a interface gráfica e o mouse. Porém, seus executivos não conseguiram ver valor em tais “invenções” nos rentáveis negócios de impressão e fotocopias, cedendo estas invenções para a uma menor e promissora empresa de tecnologia, a  Apple.

Outro exemplo foi a Kodak, fundada 1888. Ela desenvolveu a primeira câmera digital do mercado, mas como estava com uma forte posição consolidada na venda de filmes fotográficos, acabou não investindo na tecnologia, abrindo espaço para as outras empresas que começaram apostar na nova tecnologia. Em 2012, a Kodak solicitou o pedido de concordata para poder tentar reorganizar seus negócios.

Vencer esta resistência à mudança é um dos desafios que as organizações precisam tratar para poderem estar preparadas a operar em um mercado global e em constante mutação.  O que a maioria das empresas faz é priorizar a consolidação no seu posicionamento no mercado atual e tem dificuldades em fazer a projeção de seu posicionamento futuro. E quando o mercado vive momentos de incertezas, muitas empresas se recolhem tentando preservar algo que talvez não existirá em um futuro próximo.

A inovação é o processo que prepara a organização para o futuro, tornando-a líder de um mercado ou, ainda, criando um novo mercado.  A Microsoft entendeu isto ao focar nos programas de computadores pessoais em um momento em que todos apostavam na fabricação dos computadores.  A Embraer fez o mesmo, ao investir no desenvolvimento de jatos regionais enquanto empresas como Boeing e Airbus desenvolviam aeronaves cada vez maiores.

O fato é que qualquer empresa, independentemente de seu porte, pode se preparar para este mercado futuro através da inovação, inclusive no desenvolvimento de serviços.

Quando se fala em inovação, é comum as pessoas pensarem em produtos, mas a inovação pode estar presente em serviços e até complementando e agregando valores em produtos não tão inovadores. Há alguns anos, a Amazon lançou o seu leitor eletrônico de livros, o Kindle. Ele não era tecnologicamente superior a outros produtos similares no mercado, mas oferecia serviços inovadores em torno do produto, o que agregou maior valor para os usuários e assim ganhou a maior fatia do mercado.

Infelizmente a maioria das empresas pensa em inovação quando seus negócios atuais não estão atingindo resultados esperados. A inovação deve ser tratada como um tema constante na agenda da reunião da diretoria e presidência das empresas.

Além disso, deve-se gerar uma cultura de inovação entre os colaboradores das organizações, para que eles possam contribuir na criação e operacionalização de novos produtos e serviços inovadores.

Afinal, como vimos neste artigo, a boa ideia para a inovação pode estar dentro de casa, mas a falta de cultura de inovação e a tal zona de conforto no cenário atual podem abortar um potencial sucesso da empresa no futuro!

* Ricardo Yogui é consultor e mentor em Processos de Inovação e diretor da RYO Consulting. Possui mestrado em Administração pelo IBMEC-RJ, MBA em Gestão Empresarial pela FGV-RJ, pós-graduação pela ESPM-SP e graduação em Engenharia pela FEI-SBC. É professor da PUC-Rio e do CBA RH do IBMEC, além de palestrante. Possui mais de 20 anos de experiência profissional em Processos de Gestão & Inovação (Tecnológica, Modelos de Negócios e Desenvolvimento de Produtos).

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Vice-presidente da Aben ministrará palestra sobre segurança no IV Seminário Internacional de Energia Nuclear, programado para abril

Embora a proporção de acidentes no setor nuclear seja ínfima se comparada à proporção de outras áreas, eles tornam-se marcos para a evolução da segurança nuclear nacional e internacional. “Infelizmente, os acidentes são as referências de eras. Pode-se notar claramente nas publicações da AIEA a ênfase em emergência e proteção ambiental após o acidente de Chernobyl, em 1986, além da forte recomendação de defesa em profundidade. Após o acidente radiológico em Goiânia, a ênfase incluiu o controle de fontes radiativas e o reforço aos órgãos reguladores. Com o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 (evento não nuclear), a segurança física aumentou de importância. Naturalmente, o Brasil acompanhou essas eras. Entretanto, falta ao país atualizar a legislação que rege a atuação regulatória da segurança nuclear”.

A análise é 1ª vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Patricia Wieland, que vai representar a entidade no durante o IV Seminário Internacional de Energia Nuclear, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, em parceria com a ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, AREVA Brasil, GENPRO e outras empresas públicas e privadas do setor de energia. O evento conta com o apoio da ABEN como parceira institucional, além da ABDAN, CNEN, ABCE, apoio de mídia da Brasil Energia e Petronotícias e participação de diversos convidados e profissionais de organismos brasileiros e estrangeiros ligados ao setor nuclear.

Patricia Wieland, que é pesquisadora titular e Diretora Adjunta do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/Cnen), com experiência profissional na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ministrará uma palestra sobre segurança nuclear, comunicação em situação de crise e a necessidade de articulação e cooperação entre agências reguladoras, órgãos e unidades de pesquisa.

Segundo a vice Presidente da ABEN “A partir do acidente na central nuclear japonesa de Fukushima Daii-chi, houve um grande interesse entre os órgãos reguladores de segurança nuclear de todo o mundo de extrair as lições para a melhora contínua da segurança nuclear. É importante analisar todas as questões importantes que falharam em Fukushima para garantir a atuação de dispositivos de segurança em qualquer situação de ameaças internas ou externas”, argumenta.

“Os acidentes nucleares podem ultrapassar fronteiras e, portanto, países colaboram mutuamente. Em junho de 2011, os representantes das autoridades regulatórias,  membros do Foro Iberoamericano de Organismos Reguladores Radiológicos y Nucleares (Foro) que possuem centrais nucleares (Brasil, Argentina e México), propuseram a realização de uma avaliação de resistência em suas centrais, considerando o acidente de Fukushima, para detectar eventuais debilidades e implementar as correspondentes melhorias. Para tal, tomaram por base os stress tests implementados pela Western European Nuclear Regulators Association (Wenra), European Nuclear Safety Regulatory Group (Ensreg) e Consejo de Seguridad Nuclear de España (CSN). O relatório do Brasil foi entregue ao Foro em maio de 2012”, completa.

Em relação ao Brasil, Patricia Wieland crê que a segurança nuclear é uma preocupação constante. “Segurança nuclear sempre foi um elemento estratégico no país.  Pode-se notar sua importância desde a criação da Cnen e pela escolha dos modelos e fabricantes das usinas nucleares brasileiras.  O Brasil ratificou todos os acordos e convênios internacionais que visam à segurança nuclear.  Atualmente, o Brasil tem representante em todos os comitês de segurança da AIEA e é convidado para ser perito em várias missões”, explica.

Ela também detalha os mecanismos utilizados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para garantir a maior segurança possível de fontes e instalações radiativas e nucleares. “A Cnen está organizada em duas diretorias técnicas e uma administrativa. A Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) atua como a parte regulatória, no controle de materiais nucleares e de fontes radiativas; licenciamento de instalações; certificação de pessoas para determinados tipos de atividade, como operadores de reator nuclear e supervisor de proteção radiológica; inspeções; auditorias; atualização das normas nucleares; comunicações com os regulados sobre boas práticas e lições aprendidas; capacitação dos reguladores; e intercâmbio de informações com outros reguladores e com a AIEA. A outra diretoria técnica é a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), na qual sete instituições de pesquisa vinculadas realizam pesquisas em várias áreas, inclusive em segurança nuclear, proteção radiológica, dosimetria e metrologia das radiações. Várias delas possuem programas de pós-graduação stricto sensu e oferecem cursos de capacitação”, informa a 1ª vice-presidente da Aben.

“A Cnen-DRS segue acompanhando as ações pós Fukushima dentro do programa de licenciamento das instalações nucleares. Imediatamente após o acidente, a comissão abriu no site <www.cnen.gov.br> um espaço para atender à demanda de informações e esclarecimentos, principalmente dos milhares de brasileiros que moram no Japão. Além disso, o Brasil integra um seleto grupo de treze países que utilizam um sistema computacional (Argos) para o acompanhamento de situações de emergência com liberação de material radioativo. O Argos possibilita avaliar a intensidade e o deslocamento da radioatividade liberada e as possibilidades de liberações futuras, fazendo previsões sobre o nível de radioatividade ambiental. Com isso, permite um planejamento mais preciso das medidas a serem adotadas para proteção da população, restrições ao uso de áreas afetadas, cuidados na produção de alimentos, entre outras ações necessárias. Nesta atividade, a Cnen conta com a colaboração de especialistas do Inpe”, finaliza.

Com a construção de  Angra 3 em andamento e o consenso da necessidade da construção de novas centrais nucleares, o debate sobre novas tecnologias, soluções, equipamentos e mão de obra para atender o Programa Nuclear Brasileiro, se torna muito oportuno. O IV Seminário Internacional de Energia Nuclear prevê palestras, painéis e debates sobre gestão, prevenção de riscos e respostas rápidas a desastres naturais, com ênfase na comunicação e informação para a rápida mobilização, além de trazer experiências do Brasil e do exterior sobre planos de emergência, monitoramento climático etc.

Outra discussão importante que está programado no evento envolve a flexibilização do setor nuclear, já em estudo no governo, de forma a permitir uma participação maior do setor privado, com a possível quebra do monopólio estatal, e dessa forma suprir a carência de recursos externos ao programa de instalação de novas usinas nucleares brasileiro, que se acirrou depois do acidente de Fukushima.

SERVIÇO – As inscrições para participação no evento podem ser feitas pelo email inscricao.planeja@gmail.com, além dos telefones (21) 2262-9401 / 2215-2245. As empresas de engenharia, tecnologia, fabricantes de materiais e equipamentos e prestadores de serviços interessados em patrocinar ou apresentar palestras técnicas sobre soluções e tecnologias para o setor nuclear podem entrar em contato com a área comercial da Planeja & Informa Comunicação e Marketing, através do telefone (21) 2244-6211.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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