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setorquimicoO nível de utilização da capacidade instalada das empresas do setor químico de uso industrial em julho foi de 65%, pior índice registrado desde que a Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim iniciou o levantamento deste indicador em 1989. De janeiro a julho deste ano, o nível de utilização da capacidade instalada foi de 70%, seis pontos abaixo do índice registrado em igual período do ano anterior, resultando em um nível de ociosidade de 30%, pior desempenho dos últimos dez anos.

Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, o baixo nível de utilização da capacidade instalada se deve à falta de competitividade gerada pelo preço das matérias-primas e energia, as deficiências logísticas e a alta carga tributária. “Para o setor químico, que opera em regime de processo contínuo, não sendo possível desligar equipamentos ou diminuir a produção abaixo de um determinado nível, esse cenário significa piores desempenhos operacionais e custos unitários de produção ainda mais elevados”, afirma Fátima.

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açoO setor de açúcar e etanol ainda sofre bastante com as frequentes manutenções por corrosão de seus equipamentos e máquinas. Para evitar os custos extras com desgaste e corrosão, o aço inoxidável é uma das principais soluções para aumentar a vida útil dos equipamentos, reduzir os custos e as paradas para manutenção. O inox pode ser aplicado em quase todas as etapas de produção da usina garantindo produtividade, desempenho, facilidade de limpeza e eficiência.

Atenta às necessidades do mercado sucroenergético, a Aperam South America, produtora integrada de aços inoxidáveis, elétricos e carbono, estudou e desenvolveu soluções em inox voltadas especialmente para aplicações no recebimento de cana, extração, evaporação, geração de energia, interligações e fabricação de açúcar. De acordo com Iwao Ishizaki Neto, engenheiro de aplicação e desenvolvimento de mercado da Aperam, diferentemente dos materiais tradicionais, o inox possui excelente performance nas usinas de etanol e açúcar. “A utilização do aço inoxidável aumenta em três vezes a durabilidade dos equipamentos que operam em locais com alta presença de umidade, corrosão e abrasão”, destaca.

Para apresentar os benefícios da utilização do aço inoxidável nas usinas de açúcar e etanol, a Aperam apresentou seu portfólio inovador à Fenasucro & Agrocana – 27ª Feira Internacional de Bioenergia, que aconteceu em Sertãozinho/SP, entre 20 e 23 de agosto.

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dhlA DHL  apresentou seu último relatório sobre a evolução da cadeia de suprimentos no setor de e-commerce. O estudo revela que 70% das empresas B2C e 60% das empresas B2B ainda estão trabalhando para alcançar a implementação de uma estratégia logística integral, e 70% dos entrevistados classificam o e-commerce como “muito importante” ou “extremamente importante” para seus negócios em termos de volume de vendas e receita.

O relatório foi elaborado com base em uma pesquisa global com a participação de cerca de 900 diretores de logística e supply chain vinculados ao e-commerce. Os entrevistados atuam nos principais setores da indústria, incluindo varejo, bens de consumo, saúde, tecnologia, automotivo, engenharia e manufatura.

O estudo, intitulado “The e-commerce supply chain: Overcoming growing pains”, também descobriu as principais barreiras para a implementação total de uma estratégia de logística, que incluem mudanças nas expectativas dos clientes, no ritmo de entrega e nas limitações da infraestrutura existente.

Nabil Malouli, Global e-Commerce Product lead da DHL Supply Chain disse: “O novo estudo mostra a importância crítica de colocar as expectativas dos clientes como o centro de qualquer estratégia de e-commerce. A dificuldade é que, ao fazer isso, as empresas estão tentando alcançar um objetivo em constante mudança”.

“Chegamos a um ponto em que as demandas dos clientes evoluem constantemente e as empresas estão sob enorme pressão para manter-se atualizadas. Elas vivem um processo contínuo de adaptação de seus modelos de e-commerce para atender às constantes mudanças, o que se torna um verdadeiro desafio para alcançar a implementação integral de seus planos de e-commerce”, acrescenta Malouli.

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Rodrigo Oliveira é o CEO da Green Mining

Rodrigo Oliveira é o CEO da Green Mining

O vidro leva cerca de 5 mil anos para se decompor, mas em contrapartida, pode ser reciclado infinitas vezes. Para apoiar esta iniciativa, startups como a brasileira Green Mining, que atua na coleta seletiva e logística reversa de forma eficiente, e a organização europeia Friends of Glass, que apoia o estilo de vida sustentável, se uniram em parceria para incentivar a reciclagem do vidro.

Criada pela European Container Glass Federation (FEVE), uma associação internacional sem fins lucrativos, a Friends of Glass começou como uma campanha de conscientização para o vidro e, atualmente, conta com organizações para promover os benefícios ambientais, de saúde e segurança das embalagens. Impulsionando campanhas voltadas ao consumidor e ativações de varejo em mercados europeus, oferece uma maneira de colaborar na promoção dos benefícios do vidro por meio de mídias sociais e comunicações digitais.

“O vidro é uma matéria prima de longa vida e deve ser reciclado para evitar a contaminação do ambiente, preservando assim, os recursos naturais (solo e água) e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Para nós, a parceria com a Friends of Glass trará resultados positivos, pois queremos inspirar, ainda mais, pessoas a serem ecologicamente ativas e responsáveis”, afirma Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

De acordo o levantamento realizado pela Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), a reciclagem do material no Brasil movimenta aproximadamente R$ 120 milhões por ano. “A logística reversa é uma tendência em todo o mundo, em que as empresas se responsabilizam pelo retorno das embalagens pós consumo ao ciclo de produção”, diz Rodrigo.

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automaçãoA Mitsubishi Electric reforça seu compromisso de trazer mais segurança para as linhas de produção por meio de soluções capazes de minimizar os riscos diários do ambiente fabril.

“Temos um compromisso contínuo com a segurança na operação. Queremos fornecer aos nossos clientes o melhor que a automação industrial tem a oferecer, proporcionando mais produtividade, sem deixar de lado a segurança dos colaboradores”, afirma Hélio Sugimura, gerente de Marketing da Mitsubishi Electric.

Uma novidade apresentada pela companhia é a disponibilidade de entradas de segurança para robôs verticais de 6 eixos e SCARA da linha FR. Este recurso permite a conexão direta de dispositivos de segurança ao controlador do robô, reduzindo a velocidade ou área de trabalho em função da presença de operadores no local, minimizando o risco de acidentes.

O portfólio disponível no mercado local consiste em: inversores de frequência, servo acionamentos, robôs industriais, CLPs, controladores de segurança e contatores, que atendem às mais rigorosas normas internacionais. Outro exemplo é o recurso STO (Safe Torque Off) nos inversores de frequência. Com o recurso de parada segura, que pode atender projetos até Categoria 4 (CAT4), é possível aumentar a segurança e confiabilidade de máquinas, além de reduzir custos.

A companhia ressalta que para uma prevenção de acidentes completa, além da adoção de recursos eficazes, é necessário que as empresas invistam em treinamento para os colaboradores conhecerem de forma completa as melhores práticas no ambiente fabril.

“Qualquer parada de máquina de forma não segura pode oferecer perigo aos operadores, risco que deve ser eliminado ou reduzido. É essencial que as máquinas e dispositivos sejam adequados à NR-12”, finaliza Sugimura.

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tramontinaUsamos vários equipamentos que precisam de energia elétrica para funcionar e, infelizmente, os acidentes com eletricidade são comuns. A proteção é a melhor saída para evitá-los e um item indispensável para garantir a segurança nas instalações elétricas é o disjuntor.
O dispositivo faz parte da linha de proteção de um circuito elétrico e tem a função de só permitir a passagem da corrente elétrica até um determinado valor, de acordo com a curva do disjuntor. Em caso de sobrecarga ou curto-circuito, ele desarma a rede elétrica de determinado circuito e evita possíveis acidentes e danos a equipamentos e à instalação. Os disjuntores garantem a integridade da isolação: proporcionam maior vida útil à fiação e proteção adequada à instalação e aos equipamentos a eles conectados.
No mercado, há disjuntores e acessórios adequados para aplicações residenciais, comerciais e industriais. Por isso, antes da compra, a equipe técnica da Tramontina recomenda a consulta a um profissional da área de eletricidade para dimensionar corretamente toda a instalação elétrica.
Os disjuntores da Tramontina possuem Selo de Identificação de Conformidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e são produzidos conforme as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): NBR NM 60898-1 – Disjuntores para proteção de sobrecorrentes para instalações domésticas e similares – e NBR IEC 60947-2 – Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão.

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cnigasO Programa Novo Mercado de Gás, lançado pelo governo federal no dia 23 de julho,  vai atrair novos investimentos, estimular a concorrência e aumentar a competitividade da indústria brasileira. As ações do programa visam à correção de distorções, o fortalecimento das instituições e à melhoria do ambiente regulatório, criando um mercado competitivo que propicie a queda do preço do gás.

“A garantia de que haverá oferta abundante e contínua e preços competitivos para o gás natural é crucial para os investimentos em diversos segmentos industriais”, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em exercício, Glauco Côrte. “O recém aprovado Termo de Compromisso de Cessação firmado entre a Petrobras e o CADE, em que a estatal se compromete a sair do segmento de transporte e distribuição do gás natural, é um importante avanço nessa reforma estrutural, que deve trazer dinamismo ao setor e novos investimentos ao país”, acrescenta Glauco Côrte.

O presidente da CNI em exercício lembra que a liberalização do setor de gás natural em outros países proporcionou a queda dos preços do insumo. “O Brasil pode acompanhar esta tendência, pois a oferta de gás natural deve dobrar até 2027. O governo já sinalizou que as tarifas podem cair à metade, caso sejam tomadas as medidas adequadas”, destaca Glauco Côrte.

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Ploomes1Cada vez mais as agroindústrias estão colocando em prática processos de vendas baseados em tecnologia, além de definir estratégias e ferramentas de operação para automação e otimização da gestão de carteira de clientes por meio de um software de CRM. Importantes players do mercado, como Coimma e Stara, já utilizam essa ferramenta a fim de aumentar a recorrência da comercialização dos seus produtos junto a atual base de clientes, além da liderança ter a possibilidade de acompanhar e tomar decisões estratégicas baseadas em dados em tempo real.

 Dados coletados pela consultoria Gartner revelam que o mercado global de CRM cresceu 15,6% em 2018, movimentando mais de US$ 48,2 bilhões. O setor já ultrapassou o mercado de ERP e lidera o segmento de softwares corporativos. A previsão é de que esse mercado atinja US$ 80 bilhões até 2025 com a tendência de centralização das operações das empresas em torno do cliente (Customer Centric). Ainda não há dados oficiais para o mercado nacional, porém estimativas apontam que o setor industrial hoje em dia seja um dos principais compradores desse tipo de produto.

 A explicação para o cenário atual é a maior organização e simplicidade na gestão dos departamentos comerciais trazida pelos softwares de CRM. “As agroindústrias perceberam o efeito cascata ao aumentar o giro de seus produtos no mercado, uma vez que elas terão maior capacidade de investimento para promover inovação e continuar crescendo, adaptando-se cada vez mais ao conceito da Indústria 4.0”, afirma Matheus Pagani, CEO e cofundador da Ploomes, empresa criadora de CRM voltado especificamente para indústrias e distribuidoras.

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bombawatsomHá muitos desafios associados às aplicações de mineração de metais preciosos. Por exemplo, existe um elevado grau de dificuldade no manuseio da
pasta abrasiva com densidade variável, através de longas distâncias e sem quebras frequentes. Essa dificuldade é agravada quando substâncias químicas são adicionadas à pasta.

No entanto, um artigo técnico publicado pelo Watson-Marlow Fluid Technology Group (WMFTG) conclui que  a mais recente tecnologia de bomba de mangueira peristáltica pode ajudar a superar esses obstáculos. O artigo técnico enfoca a implantação da tecnologia Bredel de bombas de mangueira em aplicações de mineração de metais preciosos. Os custos de mercado de metais preciosos e minérios, ao lado de locais remotos e condições desafiadoras, significam que a seleção otimizada de bombas para transferência segura e responsável de pasta e rejeitos nunca foi tão importante, não apenas para operações eficientes de minas, mas também para o meio ambiente.

O artigo, de autoria dos especialistas em aplicações de mineração do WMFTG, conclui que, para maximizar a rentabilidade por meio de maior tempo de disponibilidade, redução dos custos de manutenção e maior segurança no local, os operadores da mina devem aproveitar os benefícios das bombas de mangueira peristálticas.

Tecnologia certa, aplicação certa

As minas costumam usar pelo menos duas bombas por tanque, uma para levantar do tanque e outra para alimentar um filtro até 300 metros de distância. Wilfried Staijen, gerente de contas da Bredel Hose Pumps no WMFTG explica o foco do artigo técnico: “Tradicionalmente, as bombas centrífugas foram adotadas amplamente na mineração de metais preciosos, especialmente para aplicações de underflow de espessante, mas elas têm muitas deficiências notáveis. A título de exemplo, a quantidade de sólidos secos que podem ser acomodados pelas bombas centrífugas é
limitada. Em inúmeras aplicações, os impulsores da bomba duram apenas algumas semanas devido a fatores como forte acidez e/ou teor abrasivo.”

As bombas de mangueira peristálticas como as da linha Bredel são praticamente livres de manutenção. A única peça de desgaste é a mangueira, que pode ser substituída no local, sem a necessidade de ferramentas especiais.

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robos33Um relatório divulgado pelo U.S. Bureau of Labor Statistcs reacendeu o debate sobre a necessidade de automação nas indústrias. Pela primeira vez na história, o número de postos de trabalho superou a quantidade de trabalhadores capacitados para preencherem as vagas, o que acarreta uma significativa perda de produtividade.

A crise é mais latente na área de soldagem – que, quando somada a área mecânica, responde por cerca de 50% das vagas na manufatura do país. Os principais entraves residem na pouca qualificação somada à avançada idade média dos trabalhadores (55 anos), o que criará um gap ainda maior nos próximos dez anos. Segundo pesquisa da Society of Manufacturing Engineers (SME) and the National Association of Manufacturers (NAM), 89% das empresas no país relatam dificuldade em encontrar mão de obra qualificada.

Além de Estados Unidos, Canadá e países da Europa, esse contexto também é uma realidade no Brasil que sofre com a falta de qualificação da mão-de-obra, sobretudo longe dos grandes centros. “Ensinar uma pessoa a soldar é caro e leva muito tempo até que se atinja uma qualidade satisfatória. Somente alguns grandes centros possuem escolas técnicas com essa estrutura, então as empresas são obrigadas a assumir a responsabilidade de treinar seus funcionários e arcar com esses custos. Fora dos grandes centros, existe uma enorme dificuldade em contratar esses profissionais”, explica Marcio Mininel, gerente geral da Cobots Automação e especialista em soldagem robotizada.

De acordo com Miniel, em indústrias do Rio Grande do Sul, por exemplo, onde a agroindústria é bem pulverizada, empresas fabricantes de pequenos tratores e implementos agrícolas do interior do estado não conseguem atrair soldadores devido aos salários menores e por isso são obrigados a treinar novos soldadores. No entanto, quando estes ficam experientes e qualificados, acabam migrando para os grandes centros em busca de melhores condições salariais e deixam os empresários sem soldadores.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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