Gestão&Empreendedorismo,Sem categoria | Por em 24 de março de 2020
Análise,Artigo,Levantamento,Opinião | Por em 21 de março de 2020Fabricação digital e Indústria 4.0. Você deve conhecer esses termos. Também referenciado como quarta revolução industrial, simboliza a importância que a automação e o machine learning terão no futuro dos negócios. No Brasil, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a estimativa é que o número de grandes indústrias brasileiras que utilizam tecnologias digitais tenha crescido 10%. Mas diante da alta competitividade do mercado, é indicado que a sua empresa prepare-se para fazer já a transição para a digitalização plena. Então, como implementar um projeto de digitalização abrangente, garantindo eficiência operacional em toda a sua empresa e aumento de produtividade?
Muitas companhias começam com um piloto de manutenção preditiva. Melhorar a confiabilidade de ativos críticos tem um retorno óbvio: usa análises comprovadas e é supervisionada por uma equipe independente e focada. Além disso, mais fabricantes de equipamentos fornecem serviços ou aplicativos de manutenção junto com o próprio ativo, o que acelera ainda mais a maturidade do monitoramento dos ativos.
Existem obstáculos para escalar a Indústria 4.0 para além de um projeto piloto. A conexão de ativos diferentes ainda leva muito tempo, é muito complexa e envolve muitos padrões. Mas, além da automação das operações físicas, os dois maiores obstáculos à implantação em escala são organizacionais e não técnicos.
Governança descentralizada
As empresas devem construir uma governança que mantenha o equilíbrio entre a centralização dos investimentos em tecnologia e a liberdade das fábricas individuais. Os investimentos em tecnologia são indispensáveis para economias de grande escala, mas as fábricas devem ter permissão para pilotar e adotar novas ferramentas.
Confiar em dados e não em instintos
Os gerentes de manufatura estão acostumados a confiar nos seus instintos e desvalorizam a importância do conhecimento dos dados. É necessária uma mudança cultural profunda, pois as lideranças corporativas devem adotar um estilo diferente, onde aprendem a aproveitar sistematicamente os dados para otimizar a confiabilidade do equipamento e o desempenho do supply chain. Qualquer solução de análise de manufatura deve ser capaz de suportar essa transição para a “análise inteligente”.
Mais e mais empresas estão migrando para uma análise eficiente de big data para as fábricas (analytics factories), que apóiam a inovação das equipes operacionais e, ao mesmo tempo, aceleram o desenvolvimento da experiência em gerenciamento orientado a dados. Eles também estão inovando, por exemplo, combinando seu sistema de redes tradicional, embora um pouco inflexível, com o sistema de execução de fabricação (MES) com análises mais ágeis e flexíveis nas plataformas de IoT, permitindo assim usufruir dos benefícios das operações orientadas a dados.
Para validar o impacto do uso de dados na indústria, a consultoria PwC aponta que mais de 70% das fábricas de todo o mundo vão usar alguma tecnologia relacionada ao uso do Big Data na Indústria 4.0.
A corrida para adoção em massa do big data na indústria poderá diminuir a possibilidade de falhas, reduzir o tempo e custos de produção, além de aumentar a produtividade. A união dos dois conceitos pode trazer benefícios para toda a cadeia produtiva e elevar a competitividade do segmento industrial.
Jose Luqué é Managing Director LATAM na Infor*
Análise,Artigo,balanço,Opinião,Perspectivas | Por em 17 de março de 2020Durante os últimos anos, muito se falou a respeito de inovação, em especial da Indústria 4.0 e o potencial que a alta tecnologia pode trazer para a operação de companhias em diferentes segmentos. O processo que envolve a integração da mão-de-obra com sistemas capazes de levar informações valiosas ao conhecimento de executivos traz como resultado o aperfeiçoamento da produção em termos de escala e custos, chamando a atenção de diferentes setores.
Apesar da crescente popularidade global, trazer esse conceito para o Brasil na prática ainda é um desafio. Isso porque, apesar do amplo potencial que o país apresenta, investir em inovação não é algo necessariamente prioritário para muitas companhias no setor industrial, exemplo disso é que segundo o IFR (Federação Internacional de Robótica), o Brasil possui 14 robôs a cada 10 mil trabalhadores, enquanto a média global é de 99 equipamentos nessa proporção. Além disso, o país ocupou o 64º lugar no ranking mundial de inovação, divulgado em julho de 2019 pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Diferentes fatores interferem nesse resultado, mas é possível organizá-los dentro de dois obstáculos essenciais: falta de recursos financeiros e de capacitação técnica adequada.
Esses dois tópicos seriam capazes de trazer resultados significativos para o país, já que a indústria de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Japão, China e Coreia do Sul, vêm adotando estratégias com ênfase em conhecimento de ciência, tecnologia e inovação há muito tempo e hoje colhem resultados significativos.
Para trazer essa realidade ao Brasil, é essencial que empresários locais fortaleçam as perspectivas de longo prazo para as companhias. É desafiador, considerando o cenário atual da economia, porém as companhias que souberem como superar essas adversidades, usando a tecnologia a seu favor, serão capazes de sobreviverem e terem sucesso no futuro.
Ao mesmo tempo, é necessário pensar em conhecimento. Por vezes, a falta de informações adequadas cria um paradigma de que investir em tecnologia para ter alto valor agregado custa caro – e, portanto, não cabe nesse momento. Isso não é verdade, já que cálculos de viabilidade ou análises de investimento versus custo de produção podem trazer soluções simples e que geram benefícios significativos para companhias de todos os portes, tornando o processo de produção mais eficiente.
O caminho para assimilar isso está começando a ser trilhado no país: hoje ocupamos uma posição razoável no ranking da IFR (Federação Internacional de Robótica) em relação à América Latina: o México é o líder em capacidade instalada na região, com mais de 5,7 mil robôs colocados em prática em 2018, enquanto o Brasil instalou 1,5 mil unidades no mesmo período.
Estar preparado para esse novo cenário demanda investimentos e, para isso, é necessário que líderes tenham cada vez mais consciência a respeito do papel crucial que desempenham no cenário atual. Investir para otimizar é o primeiro passo rumo a um futuro mais produtivo e eficaz.
Gerente de Vendas Sênior da Mitsubishi Electric*
Inauguração,Iniciativa,novidade,Oportunidade | Por em 4 de março de 2020
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Sebrae preparou para o mês de março uma série de atividades para destacar a força da mulher empreendedora. Com o slogan “Empreender é poder”, nesta segunda-feira (2/3), foi lançado o espaço exclusivo dentro do Portal Sebrae para o empreendedorismo feminino. Além de inspirar mulheres a empreender de forma sustentável, a nova página funciona como uma porta de entrada para os serviços e soluções oferecidos pelo Sebrae a esse público. São diversos conteúdos, como artigos sobre empreendedorismo feminino, dicas e informações sobre os projetos da instituição voltados para mulheres que sonham em empreender ou já possuem uma empresa. O espaço também busca incentivar mulheres a compartilhar histórias de superação no mundo dos negócios.
De acordo com coordenadora nacional de empreendedorismo feminino do Sebrae, Renata Malheiros, a criação da página foi pensada justamente para reforçar a importância de políticas de sensibilização e de tomada de consciência para mulheres. “As mulheres enfrentam mais desafios para se tornarem donas de seus próprios negócios e há muito desconhecimento das dificuldades enfrentadas. Existe uma questão cultural que influencia muito e é preciso reforçar constantemente esse discurso que as mulheres são capazes de empreender”, destacou.
Além de conteúdo e informação, a página vai facilitar o acesso aos cursos online oferecidos de forma gratuita pelo Sebrae, com destaque para as capacitações voltadas para o desenvolvimento de soft skills (habilidades socioemocionais), consideradas como grandes desafios a serem superados pelas empreendedoras. “As mulheres no Brasil são mais escolarizadas que os homens e são boas nas chamadas competências técnicas (planejamento, gestão etc.) mas, por causa da cultura, ainda enfrentam dificuldades na hora de fazer um networking, tomar decisões com autonomia, assumir posição de liderança e defender uma ideia”, explicou Malheiros.
Análise,Artigo,Perspectivas | Por em 28 de fevereiro de 2020Assistentes de voz, chatbots, beacons. Hoje, é impossível imaginar um mundo sem Inteligência Artificial (IA). Esses dispositivos já tornaram as tarefas do dia a dia muito mais práticas, mas ainda têm muito a oferecer. Empresas de diversas áreas têm apostado cada vez mais na modernização de seus processos, tornando- -se mais competitivas e atraentes para o mercado.
O setor de logística é essencial para empresas de diversos ramos. São os profissionais dessa área que organizam a entrega e a coleta de produtos, a manutenção do estoque, a inteligência por trás do trajeto a ser feito, entre outras atividades. Nessa área, por exemplo, a Inteligência Artificial pode ser a solução para problemas bastante comuns, como caminhões vazios ou parcialmente vazios depois de uma entrega, o que resulta em perda de tempo e combustível. Com IA, análise de grandes dados (Big Data) e Machine Learning, esses espaços, que seriam inutilizados, podem ser comercializados para outras empresas, otimizando toda a operação. Além disso, por meio de softwares inteligentes, é possível fazer o monitoramento das cargas e planejamento de rotas, ajudando a combater casos de roubo, por exemplo.
Para que estratégias como essa funcionem, o ideal é desenvolver os projetos em células de inovação dentro das empresas, com o suporte de uma consultoria experiente. Assim, é possível identificar as principais oportunidades em que a Inteligência Artificial pode atuar, otimizando processos e possibilitando a redução de custos. A Neotix utiliza IA em praticamente todos os projetos que envolvem e- -commerces ou entrega de produtos.
Um dos casos de maior êxito foi o da TENA. No projeto, a tecnologia aplicada à logística foi justamente o que viabilizou o site financeiramente. Desde a separação dos itens para coleta e entrega (picking and packing) até a destinação do melhor local para armazenamento e distribuição dinâmica do estoque com base na demanda, a IA foi fundamental.
Por outro lado, uma das principais barreiras aparece quando as empresas tentam tratar a tecnologia como um departamento, ou apenas em um serviço a ser contratado. A Inteligência Artificial nas empresas de logística precisa permear as conversas de todas as áreas, do financeiro ao carregamento, para que o projeto seja implementado com rapidez e uma equipe qualificada saiba fazer os ajustes necessários em longo prazo.
Segundo um estudo da CB Insights, 10 milhões de empregos correm o risco de desaparecer nos próximos cinco a dez anos por causa da tecnologia. Se pensarmos que um algoritmo, aliado à automação, consegue executar um trabalho que um humano levaria horas ou dias para resolver, isso será de fato inevitável.
Por isso, é importante buscar a qualificação profissional. Hoje, existem diversos cursos de especialização e capacitação em IA. Empresas como Microsoft, Oracle, Data Science Academy e muitas outras possuem em seu programa de ensino as tecnologias para que um interessado comece a se especializar no tema. Ter uma base de lógica de programação e matemática, além de alguma experiência com linguagens utilizadas por algoritmos de Inteligência Artificial, como Python, ajuda bastante.
É praticamente impossível prever todos os avanços que a Inteligência Artificial vai possibilitar, mas descobrir novas oportunidades de crescimento para empresas e usabilidades para usuários é o que motiva consultorias de transformação digital. Ao longo desse processo de estudo, é preciso que as companhias estejam abertas à inovação, implementando projetos em parceria com consultores externos. Por enquanto, o que podemos afirmar é que todas essas inovações irão criar, em longo prazo, uma nova relação entre humano e máquina, com novas maneiras de pensar o mundo e, com certeza, uma maior praticidade na resolução de problemas.
*Diretor presidente da Neotix Transformação Digital
Análise,balanço,Levantamento,Perspectivas | Por em 27 de fevereiro de 2020
O valor médio do litro da gasolina comum segue estável nos postos de combustíveis, mesmo em um momento de incertezas causadas pelas greves dos petroleiros e dos caminhoneiros. Ainda assim, segundo levantamento de preços realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, a diferença dos preços praticados em diferentes regiões chegou a 22,3% entre o mês de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.
Se no Amapá, estado com a gasolina mais barata, o litro custou R$ 4,17, o Rio de Janeiro teve de pagar quase um real a mais pelo mesmo produto: R$ 5,10 foi o valor cobrado. O preço cobrado no Brasil foi, em média, de R$ 4,75 até o dia 18 de fevereiro. Em janeiro, o combustível custou um centavo a mais, com média de R$ 4,76. De dezembro até fevereiro, o aumento acumulado foi de 0,74%.
As informações são do levantamento de preços combustíveis realizado pela ValeCard. O comparativo foi feito com base nas operações realizadas em 20 mil estabelecimentos de todo o país.
Apesar da estabilidade dos preços a nível Brasil, o Rio de Janeiro foi o estado com o valor médio do litro da gasolina mais caro do país, com R$ 5,107 cobrados na primeira quinzena de fevereiro. O Amapá, por outro lado, teve o menor valor médio, e chegou a R$ 4,17.
Confira o valor médio de cada estado brasileiro:
| Estado | Dezembro/19 | Janeiro/2020 | Fevereiro/2020* |
| AC | 4,99 | 5,019 | 5,042 |
| AL | 4,757 | 4,79 | 4,749 |
| AM | 4,414 | 4,571 | 4,809 |
| AP | 4,231 | 4,206 | 4,17 |
| BA | 4,715 | 4,718 | 4,654 |
| CE | 4,715 | 4,769 | 4,765 |
| DF | 4,629 | 4,56 | 4,533 |
| ES | 4,768 | 4,789 | 4,754 |
| GO | 4,722 | 4,794 | 4,758 |
| MA | 4,665 | 4,668 | 4,611 |
| MG | 4,916 | 4,942 | 4,903 |
| MS | 4,447 | 4,466 | 4,526 |
| MT | 4,854 | 4,899 | 4,847 |
| PA | 4,876 | 4,885 | 4,877 |
| PB | 4,487 | 4,500 | 4,468 |
| PE | 4,599 | 4,618 | 4,598 |
| PI | 4,831 | 4,832 | 4,839 |
| PR | 4,477 | 4,511 | 4,492 |
| RJ | 5,084 | 5,127 | 5,107 |
| RN | 4,785 | 4,790 | 4,716 |
| RO | 4,741 | 4,762 | 4,746 |
| RR | 4,566 | 4,580 | 4,469 |
| RS | 4,736 | 4,789 | 4,723 |
| SC | 4,383 | 4,417 | 4,372 |
| SE | 4,767 | 4,815 | 4,804 |
| SP | 4,381 | 4,463 | 4,467 |
| TO | 4,843 | 4,867 | 4,831 |
| Preço médio | 4,719 | 4,762 | 4,754 |
Fonte: ValeCard
*Valor médio preliminar com base em operações realizadas até 18/02/2020.
Análise,Artigo,Opinião | Por em 10 de fevereiro de 2020A Lei Geral de Proteção de Dados (lei nº 13.709/18), mais conhecida como LGPD, tem deixado diversos segmentos do setor empresarial de cabelo em pé. Aprovada em 2018, ainda durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), a lei regulamenta o tratamento de dados pessoais, definidos como “informações relacionadas a pessoa natural identificada ou identificável”. A norma, que entrará em vigor em agosto, teve um período de dois anos de adaptação, mas fato é que a maioria das empresas ainda não está em conformidade com a lei.
Desde a Revolução Digital, a informação se tornou sinônimo de poder. Alguns exemplos marcantes são o caso Facebook-Cambridge Analytica, quando dados coletados por aplicativos conectados à rede social foram utilizados para influenciar a opinião de eleitores em vários países, ou o vazamento de mensagens no Telegram de autoridades públicas brasileiras.
Pensando em proteger este bem tão valioso foi criada a LGPD, inspirada na regulamentação europeia GDPR (General Data Protection Regulation). A lei entendeu que o cidadão tem direito à proteção dos seus dados pessoais e a controlar quais dados circulam a seu respeito e com que finalidade. Quantas vezes já trocamos nosso CPF por descontos em produtos ou usamos nossa conta do Facebook para acessar um aplicativo mais rapidamente? Não fazemos ideia de como essas informações serão armazenadas, para que serão utilizadas ou mesmo se é possível solicitar sua exclusão.
O caso Target é um exemplo de como somos monitorados na internet. A loja de departamentos norte-americana conseguiu descobrir, por meio de algoritmos e histórico de compras, que uma jovem estava grávida antes mesmo dela contar para a família. Imagine a situação constrangedora!
O conceito de privacidade é de difícil definição e passou por diversas interpretações ao longo da história da humanidade, mas é preciso existir transparência e responsabilidade no tratamento dos dados pessoais pelas empresas. Como explica o advogado, MBA em Direito Digital, com vivencia em tecnologia e segurança da informação, Jean Carlos Fernandes, “a LGPD certamante irá provocar grandes mudanças nas companhias, que terão que rever seus processos e procedimentos, tocante ao tratamento de dados pessoais. Além do ajuste e devido enquadramento legal, deverão também implementar programas de segurança da informação e proteção de dados pessoais. Embora a lei seja restritiva no que refere-se ao tratamento dos dados, e ainda exista a previsão de multa no caso de descumprimento, deve-se ter um olhar propositivo, pois as companhias que internalizarem a cultura de proteção de dados poderão se valer deste diferencial competitivo, além de agregarem valor a sua marca. Afinal, a lei não é um monstro de sete cabeças, como se acredita”.
Entre as principais mudanças para as empresas está a criação de uma cultura responsável de armazenamento de dados. Muitas não fazem nem ideia do quanto são dependentes de dados e do volume que armazenam. A Data Discovery será o primeiro passo para a adaptação. Depois, será preciso registrar como será feito o tratamento de dados, como serão armazenados e com que finalidade. Importante destacar que tudo isso deverá ter base jurídica nas justificativas previstas pela lei.
Além disso, toda empresa deverá ter um profissional ou empresa que fará a figura do Encarregado. Na Europa, ele é conhecido como DPO (Data Protection Officer). Ele é responsável por receber as notificações dos titulares dos dados e fazer a intermediação entre ele e a empresa e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Seu nome será público, visando sempre uma comunicação direta e transparente, e ele também deverá fomentar políticas de LGPD na companhia.
Ajustes contratuais também são parte fundamental da aderência à lei. Deverão estar muito claras outras duas figuras: a do Controlador e do Operador de dados. Enquanto o primeiro toma as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais, sendo a figura de maior responsabilidade no processo, o segundo realiza as ações em nome do controlador. Esses dois profissionais terão de atuar em conjunto e serão responsabilizados no caso de invasões ou vazamento de dados, por exemplo.
Até agosto, devemos observar um aumento no número de serviços prestados por consultorias e escritórios de advocacia, que irão auxiliar as empresas a estar em conformidade com a lei. Podem surgir, também, plataformas de gestão de cookies, consentimento e exclusão de dados, como uma nova oportunidade de negócio. Quem trabalha com UX também terá boas perspectivas, já que os termos e condições de uso, longos e engessados deverão desaparecer, já que o usuário deverá estar munido de informações claras para dar consentimento sobre seus dados. Isso dá margem para criar layouts interativos e facilitar o entendimento do contrato para o internauta.
A LGPD vai, sem dúvidas, obrigar as empresas a se adaptarem. Com tantas mudanças, é natural que os empresários vejam a lei como uma ameaça ao próprio negócio, mas, assim como aconteceu com o Código do Consumidor, em 1991, é questão de tempo para que usuários e empresas se entendam em relação ao uso de dados. Com a tecnologia e o direito caminhando juntos, a internet se tornará um ambiente mais seguro, livre de fraudes e uma ótima aposta para as companhias! Daqui a pouco, as pessoas vão perceber que a LGPD não é nenhum monstro.
Sócio-diretor da Neotix Transformação Digital*
balanço,Comemoração,Iniciativa,Meio Ambiente Industrial | Por em 5 de fevereiro de 2020
A Prolata reciclou 8.059,6 toneladas de aço em 2019 por meio de 51 cooperativas e 37 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pelo país.
Para o meio ambiente, os resultados também são relevantes: no acumulado do ano, a extração de minério de ferro foi reduzida em 9.188 toneladas e a de carvão mineral em 1.241.240 toneladas. Além disso, a emissão de gases do efeito estufa diminuiu em 29.822 m³. Esses números representam 164.247 mil árvores que deixaram de ser cortadas e uma economia de 70% de água na fabricação de novo aço. Desde sua criação, em 2012, a Prolata soma quase 33 mil toneladas de aço reciclado.
Outra ação feita pela Prolata em 2019 foi a implantação dos primeiros PEVs na Baixada Santista. Os PEVs fazem parte da estratégia da cadeia de produção e comercialização de tintas para cumprir todas as etapas da chamada logística reversa, garantindo que as embalagens de tinta vazias possam ser coletadas e recicladas da forma correta, sem serem descartadas no meio ambiente, e gerando valor para toda a cadeia de reciclagem, especialmente para os catadores.
A instalação dos nove postos da Prolata na Baixada Santista faz parte do plano de ação definido no Termo de Cooperação Ambiental celebrado, em novembro de 2018, entre o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público de São Paulo; a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criadora e coordenadora da Prolata; a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI); e a Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp).
Análise,Artigo,Mudança,Opinião | Por em 30 de janeiro de 2020Um programa setorial de longo prazo começa a ser desenhado com o propósito de fomentar a competitividade do mercado da reparação automotiva, inicialmente, no Estado de São Paulo. Trata-se do Rota 45, cuja finalidade é preparar, capacitar, qualificar e certificar as oficinas de reparação mecânica de veículos e lojas de autopeças – empresas cadastradas com a CNAE 45, em preparação para as profundas mudanças do setor automotivo que já estão em curso, sinalizadas pelo programa federal Rota 2030 e por legislações federais como Lei da Liberdade Econômica, nova legislação trabalhista, nova previdência social, desburocratização da máquina pública e, principalmente, o novo perfil de cliente com a conexão por meios digitais. São mudanças significativas que certamente terão impacto direto no aftermarket automotivo.
Análise,balanço,Economia | Por em 27 de janeiro de 2020
O Radar Empresarial de dezembro, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, demonstra que cresceu o número de empresas que encerraram os portfólios de produtos no fim do ano passado. Os resultados apresentados para dezembro de 2019 apontam que o encerramento cresceu 12,3% na comparação mês a mês do indicador Brasil. Para MPE o acréscimo foi de 12,9%. Ou seja, comparado ao mês anterior, mais empresas encerraram seu portfólio de produtos em dezembro. No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, houve 3,6% mais empresas descontinuando produtos para o número Brasil e 0,4% para MPE.
No acumulado dos últimos 12 meses, entretanto, houve uma recuperação de 1,8% em relação aos 12 meses anteriores. A indústria manteve comportamento constante em encerrar o portfólio. Radar Empresarial mensura o encerramento de portfólio de produtos pelas empresas, nos mostrando uma tendência se mais ou menos empresas decidem pelo término de suas linhas de produtos. Ele pode ser utilizado como um termômetro da conjuntura econômica nos meses subsequentes à sua publicação, sendo um antecedente do índice de falências do Serasa.
O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.
Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.